And I can't help myself, I don't want anyone else.
She's a mystery, she's too much for me, but I keep comin' back for more...
She's just the girl I'm lookin' for !
- The Click Five (maior saudades de ouvir ._. )
Então, pitchulas e pitchulos, eu vou pausar esse negócio aqui. Deixar isso "on stand by", procurar uma sombra, respirar um pouco de ar puro, digo, ar poluído. O ar poluído da metrópole que é São Paulo. É rotineiro das minhas férias de julho ir para São Paulo. Aliás, estranho seria se eu não fosse ;D E por lá, onde eu fico, a conexão é discada, vocês entendem o dilema. E tudo que eu menos tenho para encarar um dial-up para vir postar um texto qualquer é paciência.Mas, comoexcelente estudante que sou, eu volto logo. Afinal, só tenho mais uma ínfima semana de "férias".
Na real, eu até poderia vir postar algo enquanto estou lá, mas eu realmente estou sem qualquer tipo de inspiração ultimamente, então, talvez eu volte mas fique sem postar mesmo assim, tá lgd? ;]
Eu não quero deixar isso aqui com uma mensagem piegas dessas de hiatus que sempre colocam nos blogs, certo? Vamos prezar a originalidade, enquanto eu ainda consigo ser um pingo original nesse mundo rotulado em que vivemos.
Deixarei vocês com um texto daquele tipo costumeiros de "textos entre ele e ela". Essa é a idéia que eu tenho para o fim de um projeto. (por projeto leia-se: livro, trilogia, roteiro e/ou o escambal)
- Então - disse ela. Eram seis horas e trinta minutos, e o sol já começava a querer descer por trás das montanhas que agora pareciam tão longínquas no horizonte. Marc estava parado no terraço no prédio a uns sessenta centímetros dela, com as mãos dos bolsos da jaqueta, com um band-aid cobrindo o corte na testa que ele havia adquirido na madrugada do dia anterior.
- Obrigado por não desistir de salvar minha vida lá - disse ele, num tom de voz vago, de quando ele não tinha certeza se deveria estar dizendo o que estava dizendo. - Quando os outros já teriam desistido, você ainda estava lá.
- Você não tem como saber se os outros teriam desistido - implicou ela.
- Eu não estou desmerecendo eles, só agradecendo você por ter me salvado, por assim dizer - explicou ele, tentando contornar o argumento dela. Ela o encarou, mas ele não tirou os olhos do horizonte. Ele não se sentia confortável quando ela encarava ele, por achar que ela pudesse se magoar caso ele reagisse de alguma forma não muito agradável à ela, e tudo que ele menos queria era que ela se magoasse por algo que ele fez ou deixou de fazer.
- Estamos quites, então - disse ela, fazendo ele olhar diretamente para ela e esquecer do horizonte. - Você me salvou aquela vez, eu te salvei agora. Digamos que eu paguei minha dívida com você.
- Eu nunca disse que você tinha uma dívida comigo.
- Mas eu estabeleci para mim mesma que eu tinha.
- Não precisava fazer isso.
- Mas eu fiz.
Os dois eram como uma ligação covalente entre dois átomos. Ambos os lados compartilhavam e se igualavam, criando uma atração mútua e um resultado que permaneceria unido. É claro, nenhum dos dois estava exatamente apto a admitir que havia algum tipo de atração, qualquer que fosse. Ele sorriu levemente e voltou a olhar para o horizonte.
- Você acredita que os opostos se atraem? - perguntou ela, esperando que sua frase fosse entendida com menos segundas intenções do que ela imaginou que poderia ter sido entendida.
- Não somos opostos - disse ele. - Eletromagneticamente falando, os opostos realmente se atraem, não somos opostos, não nos atraímos.
- Você tinha que escolher esse tipo de resposta "universitária", não tinha?
- Você me conhece, é assim que eu respondo perguntas comprometedoras - riu-se ele, voltando-se para ela, agora numa distância de pouco mais de quarenta centímetros. Ela sorriu para ele, como sempre sorria quando ele dizia tudo que ela queria ouvir em palavras que ela não havia imaginado que iria ouvir.
- Foi divertido trabalhar com você, Marc - disse ela. Ele assentiu. Ela olhou de canto para o horizonte e deu às costas à ele. Um ímpeto de voltar a jogar-se aos braços dele acometeu o seu ser, e ela cogitou a idéia a cada meio passo que dava em direção à escada que saía do terraço, mas ela sempre julgou-se controlada, e não era agora que ela iria atirar-se às vontades de seu coração, logo ela, que sempre pensava três vezes antes de fazer qualquer coisa! E aquela situação parecia que não permitia que ela pensasse muito, e ela sentia que já havia decidido, e agora não podia, ou não queria poder, voltar atrás. Por mais dois passos ela sentiu-se como se o tempo tivesse parado de passar, e começou a rever suas ações e calcular se deveria voltar, se não deveria voltar, se deveria tentar depois ou agora, se deveria desistir ou insistir mais um pouco. Mais dois passos e todos os cálculos que ela fez consigo mesma calaram-se ao som de passos apressados logo atrás dela, e ela esqueceu tudo que havia questionado quando sentiu seu braço sendo agarrado por outro alguém que vinha logo atrás.
- Volte aqui agora - foram as palavras que ela ouviu, vindas de Marc, antes dele fazê-la virar-se e ir de encontro ao corpo dele, envolta em seus braços, dispersa ao toque de sua boca. Ela esqueceu tudo que havia pensado segundos antes, e tudo que ela conseguia pensar era naquele momento, naquele rapaz, naquele beijo. Ele soltou-a, mas ela já havia enrolado seus braços ao redor do pescoço dele.
- Mas não foi você quem disse que não somos opostos, não nos atraímos? - perguntou ela, em seu tom de ironia que ele tanto adorava ouvir naquelas horas que ele não sabia exatamente no que deveria pensar. Ele sorriu de um jeito que ela nunca havia visto ele sorrir.
- Ah, Fábia, podemos dizer que vamos contra as leis da física, então.
She's a mystery, she's too much for me, but I keep comin' back for more...
She's just the girl I'm lookin' for !
- The Click Five (maior saudades de ouvir ._. )
Então, pitchulas e pitchulos, eu vou pausar esse negócio aqui. Deixar isso "on stand by", procurar uma sombra, respirar um pouco de ar puro, digo, ar poluído. O ar poluído da metrópole que é São Paulo. É rotineiro das minhas férias de julho ir para São Paulo. Aliás, estranho seria se eu não fosse ;D E por lá, onde eu fico, a conexão é discada, vocês entendem o dilema. E tudo que eu menos tenho para encarar um dial-up para vir postar um texto qualquer é paciência.Mas, como
Na real, eu até poderia vir postar algo enquanto estou lá, mas eu realmente estou sem qualquer tipo de inspiração ultimamente, então, talvez eu volte mas fique sem postar mesmo assim, tá lgd? ;]
Eu não quero deixar isso aqui com uma mensagem piegas dessas de hiatus que sempre colocam nos blogs, certo? Vamos prezar a originalidade, enquanto eu ainda consigo ser um pingo original nesse mundo rotulado em que vivemos.
Deixarei vocês com um texto daquele tipo costumeiros de "textos entre ele e ela". Essa é a idéia que eu tenho para o fim de um projeto. (por projeto leia-se: livro, trilogia, roteiro e/ou o escambal)
- Então - disse ela. Eram seis horas e trinta minutos, e o sol já começava a querer descer por trás das montanhas que agora pareciam tão longínquas no horizonte. Marc estava parado no terraço no prédio a uns sessenta centímetros dela, com as mãos dos bolsos da jaqueta, com um band-aid cobrindo o corte na testa que ele havia adquirido na madrugada do dia anterior.
- Obrigado por não desistir de salvar minha vida lá - disse ele, num tom de voz vago, de quando ele não tinha certeza se deveria estar dizendo o que estava dizendo. - Quando os outros já teriam desistido, você ainda estava lá.
- Você não tem como saber se os outros teriam desistido - implicou ela.
- Eu não estou desmerecendo eles, só agradecendo você por ter me salvado, por assim dizer - explicou ele, tentando contornar o argumento dela. Ela o encarou, mas ele não tirou os olhos do horizonte. Ele não se sentia confortável quando ela encarava ele, por achar que ela pudesse se magoar caso ele reagisse de alguma forma não muito agradável à ela, e tudo que ele menos queria era que ela se magoasse por algo que ele fez ou deixou de fazer.
- Estamos quites, então - disse ela, fazendo ele olhar diretamente para ela e esquecer do horizonte. - Você me salvou aquela vez, eu te salvei agora. Digamos que eu paguei minha dívida com você.
- Eu nunca disse que você tinha uma dívida comigo.
- Mas eu estabeleci para mim mesma que eu tinha.
- Não precisava fazer isso.
- Mas eu fiz.
Os dois eram como uma ligação covalente entre dois átomos. Ambos os lados compartilhavam e se igualavam, criando uma atração mútua e um resultado que permaneceria unido. É claro, nenhum dos dois estava exatamente apto a admitir que havia algum tipo de atração, qualquer que fosse. Ele sorriu levemente e voltou a olhar para o horizonte.
- Você acredita que os opostos se atraem? - perguntou ela, esperando que sua frase fosse entendida com menos segundas intenções do que ela imaginou que poderia ter sido entendida.
- Não somos opostos - disse ele. - Eletromagneticamente falando, os opostos realmente se atraem, não somos opostos, não nos atraímos.
- Você tinha que escolher esse tipo de resposta "universitária", não tinha?
- Você me conhece, é assim que eu respondo perguntas comprometedoras - riu-se ele, voltando-se para ela, agora numa distância de pouco mais de quarenta centímetros. Ela sorriu para ele, como sempre sorria quando ele dizia tudo que ela queria ouvir em palavras que ela não havia imaginado que iria ouvir.
- Foi divertido trabalhar com você, Marc - disse ela. Ele assentiu. Ela olhou de canto para o horizonte e deu às costas à ele. Um ímpeto de voltar a jogar-se aos braços dele acometeu o seu ser, e ela cogitou a idéia a cada meio passo que dava em direção à escada que saía do terraço, mas ela sempre julgou-se controlada, e não era agora que ela iria atirar-se às vontades de seu coração, logo ela, que sempre pensava três vezes antes de fazer qualquer coisa! E aquela situação parecia que não permitia que ela pensasse muito, e ela sentia que já havia decidido, e agora não podia, ou não queria poder, voltar atrás. Por mais dois passos ela sentiu-se como se o tempo tivesse parado de passar, e começou a rever suas ações e calcular se deveria voltar, se não deveria voltar, se deveria tentar depois ou agora, se deveria desistir ou insistir mais um pouco. Mais dois passos e todos os cálculos que ela fez consigo mesma calaram-se ao som de passos apressados logo atrás dela, e ela esqueceu tudo que havia questionado quando sentiu seu braço sendo agarrado por outro alguém que vinha logo atrás.
- Volte aqui agora - foram as palavras que ela ouviu, vindas de Marc, antes dele fazê-la virar-se e ir de encontro ao corpo dele, envolta em seus braços, dispersa ao toque de sua boca. Ela esqueceu tudo que havia pensado segundos antes, e tudo que ela conseguia pensar era naquele momento, naquele rapaz, naquele beijo. Ele soltou-a, mas ela já havia enrolado seus braços ao redor do pescoço dele.
- Mas não foi você quem disse que não somos opostos, não nos atraímos? - perguntou ela, em seu tom de ironia que ele tanto adorava ouvir naquelas horas que ele não sabia exatamente no que deveria pensar. Ele sorriu de um jeito que ela nunca havia visto ele sorrir.
- Ah, Fábia, podemos dizer que vamos contra as leis da física, então.
ual, acabou melhor que eu havia imaginado ;]
então é isso, galera.
"Vista em close, a vida é uma tragédia. Vista de longe, é uma comédia." - C. Chaplin
hasta la vista :*
ouvindo ♪ "honey I'm an honest man" - Augustana





5 comentários:
Acho que é tudo o que a gente quer, naquela dúvida do coração com a razão, uma puxada de braço e um beijo... só isso!
Espero que faça uma boa viajem e curta o finalzinho de férias!
Beijão :]
Pelo menos vc tem q usar a internet discada só qdo vc viajar neah querida,e eo,q tenhu q usar seeempre!akspaos
ui,tadinha de mim !
beijo ;*
Hum... :(
Ela vai nos deixar... :(
Espero teu retorno e mais de teus textos do seu "futuro projeto" (que esteja mais próximo do que se possa imaginar!)
Vê se não some, tá?
Beijão!
Dancer
[www.blogodancer.zip.net]
Olá moça! Lembra d'eu? Espero que sim...
Pois é, eu vim ser tão chata quanto você naquela vez (brincadeirinha :P)
Vim avisar que agora eu estou no blogspot também! E me desculpar por ter te linkado errado.
Então, o novo endereço é: http://ctrl13.blogspot.com
Beijinhos!
UAU!!Bom.. já virei sua fã! Seus textos são ótimos!
Só tenho a dizer que espero que tenha uma ótima viagem e que volte com muuuita inspiração! hahaa
bjos
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