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terça-feira, 22 de abril de 2008

- Vá lá e fala com ela.

- Mas pare de insistir! - retrucava o músico.
- É uma música só! Só pra ver se ela toma uma atitude... - dizia o amigo.
- Então vá e fale você. Diga que você acha que ela não devia fazer tal coisa e tal coisa e pergunta se ela não preferiria sair dessa festa. Daí você me dá um sinal qualquer, eu ligo um CD que tiver à mão e a gente corre lá pro Tiago.
- Você não tinha que passar na locadora antes?
- Tá, então enrola um pouco. Daí me manda uma mensagem... - começou, já impaciente. Percebendo que o amigo iria dizer algo, mudou de discurso. - Se não tem crédito, me dê um toque a cobrar. Porque eu tenho dinheiro pra comprar crédito antes de perder o número do celular.
- Vê se para de me alfinetar. - disse o amigo, correndo os olhos pelo ginásio do colégio, ignorando a decoração mal planejada pela comissão de formatura dos alunos do terceiro ano e prestando mais atenção às cadeiras perto da mesa do ponche. - Tá, fica ridículo eu aparecer e falar isso pra ela. Impossível ser mais direto, logo, eu assusto ela. Você não quer que eu saia contando minhas intenções...
- Então você tem intenções. - interveio o amigo, abrindo um sorriso sardônico. O outro fechou a boca e cerrou os olhos.
- Vai tocar a música. Vai, não quero saber! O que te custa? Tem palheta nova e tudo. Isso é só preguiça que eu sei. Vai logo, senão eu conto pro técnico do seu zero em álgebra.
- Eu não tirei zero em álgebra. - disse o outro, inocente.
- Vai ter tirado se não for lá tocar a música agora! - disse, em tom de ordem. O outro agarrou o violão encostado na parede e subiu até o palco improvisado. Ligou o violão no amplificador, pigarreou num tom baixo demais para qualquer pessoa ouvir e sentou-se num banquinho perto do microfone. Sentia-se um tanto quanto inferior, com sua calça jeans emprestada do amigo com o qual estava conversando segundos antes e sua camiseta branca, comparado aos outros, mais bem vestidos, com suas calças jeans talvez novas e camisas sociais. Mas, ele não tinha ninguém para impressionar, caso precisasse, a música impressionaria, e não as suas roupas. Realmente não gostava de tocar composições próprias a um público tal qual se apresentava, mas era um favor a um amigo, e ele não tinha nada a perder.
- Atenção? - perguntou ele, naquele tom humorado com o qual sempre falava, ou falseava quando não se sentia nos seus melhores dias. O público virou-se para o palco, com seus copos de ponche na mão, ou então digitando mensagens ao celular, e ainda, alguns tentando convencer garotas, ou agarrando as que já haviam sido convencidas. - Esta música é uma composição minha, então eu não garanto qualidade para vocês. Ainda assim, eu espero que gostem.
Alguns deram suas risadinhas sutis, e a música começou. Não era simples, nem complicada, não necessitava do som de muitos instrumentos, mas Greg sentia que uma bateria fazia falta. Mas, já que Tiago não poderia auxiliá-lo no momento, ele fez o melhor que pôde para preencher o espaço que a bateria ocuparia na música. Ele sentiu-se leve ao decorrer da música, e o receio de esquecer a a letra foi embora tão rápido quanto chegara, sendo substituído aos dois minutos de música pelo medo de uma corda arrebentar, que ia crescendo quanto mais perto ele chegava da fatídica frase que já havia lhe tirado três cordas. Tudo era uma questão de segundos. Ele correu os olhos pelo aposento segundos antes da corda não arrebentar para ver onde Fernando se localizava. Ele estava parado perto da mesa do ponche, a uns três metros da garota para quem a música fora direcionada, que estava sentada numa cadeira de metal, escrevendo algo com um lápis de olho num guardanapo apoiado no joelho. Segundos depois Greg sentiu-se tão aliviado pelo "não-arrebentamento" da corda que um sorriso estampou-se em seu rosto por poucos segundos, e ele nem percebeu. Alguns segundos após o término da música, Fernando havia falado com a garota, que havia trocado palavras com outra garota e um garoto por alguns segundos, e segundos depois os quatro estavam saindo pela porta que abria-se para o corredor. Greg levantou-se do banquinho, agradeceu ao público, encostou o violão na parede, disse para o garoto que estava mais próximo colocar um CD aleatório para tocar, pegou o celular que estava vibrando em seu bolso, checou se havia deixado as chaves no outro bolso, pulou do palco pelo outro lado e saiu por uma outra porta que saía diretamente fora do colégio, tudo isso segundos antes de outro garoto, de olhos verdes e uma aliança colocada às pressas na mão direita, se dirigir até a cadeira onde a garota estava sentada e encontrar uma aliança igual à sua, ao lado de um bilhete toscamente escrito num guardanapo, com um lápis de olhos marrom, onde lia-se: "Pela memória do que nós costumávamos chamar de amor."
beijo galerinha:*
Frase: Que bom que a terra é uma bola, porque se fossem duas, seria um saco. (Paulo Bonfá)
ouvindo ♪ "So much to say, but no words to convey." - Motion City Soundtrack


[preciso continuar textos para esta história.]

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Tédio.

É um sentimento, um estado, ou uma sensação?
Não sei, não faço idéia, sei lá se quero saber.
Sei que estou, sinto e não gosto. Falta do que fazer me deixa inquieta. Existem milhares de coisas para se fazer! Por que é que não faço? Porque não há recurso, ou não há tempo, ou não há companhia.
O que me resta é escrever. Afinal, tudo que me acontece me dá vontade de escrever. Digitar, rabiscar, datilografar, não importa. Mas o tédio é uma coisa que não dá muito espaço para que se escreva alguma coisa sobre ele. É só o que é e pronto, lide com isso. Não há muito o que filosofar, não há muito o que pensar sobre o assunto, não há muito o que escrever.
Até minhas idéias se esgotaram para continuar o texto que não sei porque comecei.
Barulhinhos do msn! Que reconfortante *-*
Pelo menos algo para me distrair da minha filosofia entediada sobre o meu tedioso tédio.
Enfim. O texto sai curto e sem muita animação, mas fazer o quê, o tédio me tira a inspiração.
(uau, consegui fazer uma rima *-*)

- "E ele olhava para ela. Ela não sabia reagir, não sabia se devia reagir, não sabia por que reagir. Alguma coisa naquele olhar que ela julgava ser fulminante fazia com que ela não conseguisse sair do lugar, lhe dava a sensação que tinha que fazer alguma coisa antes de resolver virar as costas e dizer adeus. Do outro lado do cômodo ele olhava para ela. Ela agonizava, questionava, relutava, tudo silenciosamente disfarçado por sequenciais posições de indiferença. Uma hora apoiava a cabeça na parede, ou então cruzava e descruzava as pernas. Queria que algo a fizesse sentir melhor, queria que algo lhe desse uma resposta. Ela não ouvia mais ou colegas fazendo perguntas ao professor, só ouvia seus pensamentos brigando entre o que fazer e o que não fazer. Não conseguia distrair-se resolvendo as equações no caderno, já havia resolvido sem longas contas e colocado o resultado no papel. Tentou fazer as contas pelo caminho mais difícil, mas não conseguia se concentrar. A sensação de um olhar fixado nela fazia com que a concentração para fazer qualquer coisa fosse embora tão cedo quanto chegava. Uma esperança crescia em seu íntimo, mas ela fazia de conta que não sentia. Rerspirou fundo e decidiu não importar-se com o que aconteceria, mesmo sabendo que ia acabar importando-se. A sensação do olhar parecia haver diminuído quando uma voz pareceu chegar mais perto que qualquer outra voz jamais chegara. 'Empresta um lápis?', a voz disse. Ela desencostou o ombro da parede e virou-se numa velocidade que fez seu único lápis cair no chão. Ela então olhou para aqueles olhos que vinham fitando-a. Olhos de uma cor que não impressiona, uma cor que não chama a atenção, uma cor que, tão fulminante quanto as sensações que ela havia sentido, fez com que ela esquecesse de tudo." - ela parou de ler e dobrou a folha ao meio.
- Você escreveu isso? - perguntou ele.
- Foi... - respondeu ela, indiferente. Ele olhava para ela com uma admiração, ou seja lá o que fosse, que ela não conseguia decifrar. Olhava para ela de um jeito que a fazia sentir exatamente como a personagem que criara.

e não é que o tédio rendeu um texto?
viva o tédio! \o/
Vou passar a colocar frases do momento. Não tenho motivo pra isso, mas me deu vontade.
Espera, me dar vontade é um motivo. ^^
Frase do momento: wanna a carrot? (não entendeu, assiste Shoot 'Em Up)
até mais galera :*
ouvindo ♪ "cause Jersey just got colder and, I'll have you know I'm scared to death..." - Mayday Parade


[wanna a carrot? ;D]

domingo, 13 de abril de 2008

- Quero um cachorro.

- Não queira cachorros pequenos. - disse ele, tentando desamassar um vinco em sua camiseta. - Não valem a pena. São fofinhos e cuti-cuti, mas são mimadinhos, e não te protegem.
- Quero um cachorro para fazer carinho, não para assustar os outros.
- Scarlett me protege sem assustar os outros. E eu posso fazer carinho nela - respondeu ele, chamando a pastora alemã e jogando um biscoito para ela. Victoria deu um passo curto para o lado. - Ah, vai dizer que você tem medo dela? Que animal melhor que um cachorro assim como ela?
- Você não me convence, M! - disse ela, pendurando a mochila no ombro. - Então, o que vamos fazer amanhã, Mona?
- Estou sem dinheiro para outro filme. - disse Marcel.
- Que irmão você tem! - disse Victoria, sob um olhar sarcástico de Marcel. Mona riu.
- Sei lá... A gente podia sair, afinal, não temos mais nada pra fazer...
- Abriu um pizzaria nova lá perto da prefeitura. - disse Marcel. - O Rafael conseguiu um emprego de garçom lá... E o Tiago disse que ia levar a galera do time se eles ganhassem os mini-jogos...
- E como o Tiago joga basquete melhor que qualquer outro que nós conheçamos, eles vão ganhar e vão na pizzaria, por isso nós vamos também. - completou Mona.
- Ele é bonito? - perguntou Victoria, de deboche. Marcel desatou a rir.
- Pior que é. - respondeu Mona, rindo também.
- E o Caio?
- Que mané Caio! - respondeu Marcel.- Minha irmã não é do tipo que se prende ao namorado assim, certo, Mona?
Victoria olhou para a amiga com um certo espanto. Mona deu risada e concordou com o irmão. O pai de Victoria chegou e ela prometeu ligar no dia seguinte para combinarem que horas iriam à pizzaria. Marcel foi lavar a louça, que não passava de uma tigela de pipoca e três copos, mas mesmo assim era uma das primeiras vezes que Mona via o irmão lavando a louça. Aliás, era uma das poucas vezes que o irmão ficava em casa numa sexta-feira para passar tempo com ela. Inspirando-se, teve uma idéia. Correu até uma sala ao lado da escada e voltou carregando um colchão, e mais outro, depois trouxe dois lençóis e um cobertor king-size da cama dos pais. Quando Marcel voltou da cozinha, ela havia montado um dormitório entre os sofás da sala, e estava procurando por um seriado no guia de programação da televisão. Ele observou a cena atônito.
- As melhores séries começam a passar depois das onze. - disse ela. - Ah, podemos dormir até as quatro da tarde amanhã, se quisermos. Lembra das vezes que o pai e a mãe viajavam...
- E eu ia dormir no chão do seu quarto porque você tinha medo do escuro. - completou o irmão, sorrindo. - É, podemos fazer de conta que eles viajaram, certo?
Mona olhou para a cortina branca da janela, como sempre fazia quando pensava sobre algo. Parecia que ela tinha um milhão de coisas com as quais se preocupar, mas sua mente estava dando o mínimo de atenção à essas coisas. Ela sentia que queria ligar para o pai e conversar, falar que ele era tudo para ela, e que ele tinha que voltar o quanto mais cedo pudesse, sentia que devia falar com Caio, falar que não estava se sentindo "o máximo" perto dele, que os olhos verdes dele tinham começado a incomodar ela, devia perguntar se ele gostava dela, porque ela não acreditava mais que houvesse algo entre eles. Sentia que precisava de alguma coisa, não sabia se era da companhia do irmão, se era de falar com alguém, se era de alguma coisa nova. Parecia que alguma coisa ia acontecer. Era estranho, como se ela soubesse que algo estava chegando até ela. Não era a primeira vez que sentia isso, e, depois de algumas experiências passadas, ela havia aprendido a não confiar muito nessa sua intuição. Ela levantou-se. Marcel imaginava que ela ia escovar os dentes, vestir um pijama, e sentou-se no sofá, segurando o controle que ela deixara num dos colchões. Mas ela não foi escovar os dentes, tampouco foi vestir o pijama. Ela foi até o irmão e beijou-o na bochecha com vontade. Naquela noite, não importava mais o que ia ou não ia acontecer. Tudo que importava era que ela se sentia bem, melhor que na semana anterior, melhor que naquela hora da tarde que um garoto de olhos verdes estranhamente familiares estava indo de encontro à outra garota do outro lado da rua.

recado OMG: ok. eu admito, nenhum template que eu coloque vai me agradar. Então, já que aparentemente eu não devia ter feito nenhuma mudança. Enfim! Template continua o mesmo, não quero saber. Os que eu encontrava tinham um espaço pequeno para texto. Escrevo muito, preciso de espaço, e é melhor esse, que fica bonito, bom e grande o bastante muahahaha :B
beijo gatos e gatas:*

[saudade da minha pastora-alemã ;( ]

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Se um dia lembrar de mim...

... Saiba que eu, eu tentei mudar também" ♪
Quero cortar o cabelo :/Quero porque quero!
E ninguém vai mudar essa minha vontade parcialmente incontrolável. Mas eu aceito sugestões :B
Uma moedinha pra quem me der uma sugestão boa, mas boa mesmo. Pensei numa coisa meio Hayley Williams, sabe? (ver AOL music - Paramore)
Pensei também em fugir de todas as limitações de estilo que a sociedade impõem, mas é difícil uma coisa dessas hoje em dia :S
Bom, se ficar ruim, um dia o cabelo cresce :D Tomei uma decisão. O template vai mudar, sem ter motivo mesmo. Não sei porque é que eu ainda fico digitando palavras aleatórias sobre a tal mudança do template, da qual eu falo falo falo falo, mas não faço. Então. Resolvi modificar geral. Entrei nos meus favoritos templates shops e layout designers, e o que eu encontro: aqueles mesmos layouts dos quais eu desisti quando escolhi este. Resolvi procurar no Google (lógico! 8D). Encontrei mais um punhado de layouts, nenhum do jeito que eu quero. Ou é escuro demais, ou gótiquinho demais, ou sério demais, ou "bob sponja" demais. Procurei mais, e mais um pouco. Revirei, virei de lado, virei de cabeça para baixo e procurei embaixo do tapete de todos os sites que pude encontrar pela frente. Em alguns que me abriam uma esperança de encontrar o tão desejado "template novo", quando ao clicar do mouse, bati com a cara em belas letrinhas "Site fora do ar.", "ACABOU" e derivados do gênero.
Mas eu não desisti. Depois de meio pacote de salgadinhos calóricos, um copo de iogurte, quase ter cortado a língua com uma tesoura (não faça perguntas.) e um álbum inteiro de The Starting Line, eu encontrei. Encontrei, por incrível que pareça. O template no qual eu podia usar um título que causasse um impacto correto, no qual eu podia realmente escrever o que eu quisesse. Um template que dissesse tudo que um template precisa dizer, ou seja, não muito.Você está olhando para este template neste exato momento.
Às vezes a gente quer mudar tudo, quando na verdade deveria deixar do jeito que está.
[nunca arranjo um coisa revolucionária para fazer ao cabelo.]

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Basflêmia!

Ou falta de consideração.Ou preguiça. (servidores de blog sofrem do pecado 'preguiça'? Ok, quem cuida dos provedores, que eu estimo tratar-se de um ser humano, sofre.)
A memória falha quando se trata de lembrar das últimas coisas que deixei por aqui, ou melhor, esqueci por aqui. Ah, claaro! A divagação megalomaníaca sobre aquarianos numa aula livre de informática instrumental o-o
Então, voltemos à realidade do presente.
Passei por dias um tanto quanto normais para o meu gosto. É verdade, fazer-o-quê. Às vezes a vida não deixa muitas opções para você, a não ser viver a 'normalidade'. Agora, quando se trata de definir o que é que vem a ser normal, eu não faço idéia do que estou falando.
Nesse tempo, o normal para mim foram tardes fazendo trabalhos, andando pela cidade, pagando milkshake para terceiros, jogando truco, fazendo amigos melhores, tirando umas fotos aqui e ali, reclamando, fazendo provas, levando uma bronquinha aqui e ali, pintando as unhas, cobrando o dinheiro dos milkshakes de terceiros, jogando mais um pouco de truco, perdendo uma festa, rindo, passando um pouco de frio, assistindo um filme ou outro, e principalmente conversando, conversando MUITO, mas MUITO MUITO mesmo! Falando sobre tudo, tudotudotudotudotudo!
COLÉÉGA, a maior festa dessa vida é ela mesma.


duvido tu me achar ali.
Ah :*

[ê, adeus weblogger.]