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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Confusão.

A confusão é um sentimento chato. Aliás, é uma sensação, como o frio, a tristeza e a decepção (que talvez gostem de acompanhar a confusão), não um sentimento propriamente dito.
Aliás, ainda, é a sensação que explica perfeitamente a fase da minha vida.
Na verdade, não só a minha.
Pense comigo. Nós, enquanto seres baseados em carbono, estamos sujeitos à segunda lei da termodinâmica (tá, talvez não estejamos, mas meu raciocínio não depende unicamente disso, e é claro que eu não quero estragar meu raciocínio.): "a ordem tende ao caos". Aliás, por acaso, também à teoria do caos: "o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo".
Leia-se por "caos" e "tufão", a confusão.Seja a confusão sua contra você mesmo, causada por algo que você fez ou deixou de fazer, a confusão sua para com as coisas ao seu redor, que pode ser causada pela ação natural das próprias coisas que vieram a te confundir, ou então a sua confusão por algo que parecia certo e veio a dar errado.
Toda essa divagação para explicar que eu estou confusa, indecisa. E eu não gosto dessa situação.Não gosto porque eu sei o que a causa, e eu não gosto da causa.
Não gosto da causa porque é algo que diz respeito à mim, e só a mim, e eu não sei consertar isso.
Eu não sei eu me rendo ao meu teimosismo e esqueço os pormenores e mantenho este blog, ou se luto, perdôo e esqueço meu teimosismo e parto para outro servidor.
Eu não sei se eu tento lidar com o meu egocentrismo e me conformo, ou se eu continuo a saber que sou egocêntrica e continuo a não querer lidar com isso.
Eu não sei se eu admito que tudo está bem, ou continuo tentando achar um erro para as coisas não funcionarem do jeito que eu quero.
Afinal, admitindo que tudo está bem, eu estarei contradizendo meu egocentrismo, porque lá no fundo do meu ego, eu não acho que está tudo bem.
Resumindo, eu não sei.
Ainda, eu aceito ajuda :)

Frase: "Lee Scoresby morto!" - fala de um avantesma-dos-penhascos, no terceiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, com absoluta certeza, minha trilogia favorita.
HUG OF THE BEAR!
efusivos beijos:*


[copiado do arquivo do weblogger]

sexta-feira, 23 de maio de 2008

- Não estou a fim.

- Nem eu. - completou a garota, apesar de sentir que a pergunta não era para ela.
Tabatha virou-se a voltou para a cozinha. Greg estava entretido em mexer seu leite com chocolate, ou pelo menos fingia estar, mas de minutos em minutos lançava um olhar furtivo para Mona, apoiada sobre o balcão, olhando para a janela. Ela era do tipo que adora silêncios, porque sempre que precisava de uma deixa para pensar e deixar-se imaginar, silêncios surgiam nas conversas. Mas ficar em silêncio com Greg tinha um efeito contrário, apesar de ela relutar em aceitar isso. Ela queria conversar, queria dizer tudo que tinha para dizer, queria que ele entendesse, que dissesse o mesmo, que ele contasse tudo que ele tivesse para contar, segurasse ela em seus braços e saísse correndo porta afora. Aquele silêncio a irritava mais que qualquer outra coisa, fosse a amiga que não andava lhe dando o maior apoio do mundo, fosse o professor de matemática que insistia em fazer com que ela se sentisse a pior aluna do mundo.
- Tem certeza que não quer o especial do dia? - perguntou a voz doce de Tabatha, surgindo pela janelinha da cozinha e diminuindo a aflição de Mona.
- Eu... - começou Greg, aparentemente procurando por uma resposta no ar. - ...agradeço mesmo, Tabatha, mas realmente não estou com fome.
Tabatha olhou para Mona, como quem diz "fale logo com ele, eu não estou pedindo, estou mandando". Por algum motivo que nenhum deles poderia enumerar qual, Mona resolveu deixar seu eu mais racional de lado e atirou-se às emoções, mas antes que ela pudesse declarar qualquer coisa, Greg falou.
- Sobre ontem...
- Eu não quero falar sobre ontem. - interveio ela, forçando-se a acreditar que não fora grossa.
- Tá bom. - disse ele. - Caso você queira saber, eu não quero que seja só um "ontem".
Ela demorou para racionar ao redor da metáfora dele.
- Não quer? - perguntou ela, fingindo um tom de voz como se dissesse "achei que era isso que você queria", apenas fingindo, é claro.
- Não, mas é claro que eu não quero! - disse ele, deixando a colher do chocolate girar sozinha dentro da xícara. - Me escute, ontem foi tudo pelo que eu podia esperar já faziam algumas semanas, e eu não quero que isso soe estranho. Não foi a melhor das experiências ter de ver você namorando meu melhor amigo, e eu...
Ele parou. Engoliu em seco.
- Eu não quero perder... Sempre fui do tipo que só se importa em competir, mas, esquece, isso não tem nada a ver, eu...
- Eu também não quero perder você de jeito nenhum, se era isso que você ia dizer. - disse Mona. - Você, você, é o único que me escuta. Tá, eu admito, não é o único, mas enfim! Só você se importa, só você realmente presta atenção e me diz tudo o que eu preciso, exatamente o que eu preciso. Você... por mais clichê, careta, ou o diabo a quatro que isso pareça, você me completa, você me faz tão bem. E tudo que eu mais quero nesse mundo, agora nesse segundo, é que você entenda, e talvez, por uma emenda feita no destino, se é que se pode acreditar nisso, você sinta o mesmo. Eu adoro você, e eu quero ficar com você, agora e para sempre, mesmo que eu não acredite em "para sempre". Porque estar com você me faz até contestar as coisas que eu julgava ser verdade.
"Eu te amo tanto, Gregory" foram as últimas palavras dela, as quais ela disse sem emitir som algum. O garoto a observava com uma expressão no olhar, aquela expressão que ela conhecia, aquela expressão de quando ele concordava com ela e se empolgava sobre o assunto. Mas todo o resto de sua pessoa não parecia estar tão empolgada. Ele levantou-se, andou até a caixa registradora, deixou uma nota de cinco, passou para trás do balcão, agarrou as mãos dela e a beijou, como se fosse a última coisa que ele fosse fazer na vida. Ela deixou a caneta que segurava na mão esquerda cair no chão, e atirou-se aos braços do garoto, apoiando as mãos sobre o peito dele.
E como ela sempre se sentia quando Greg estava com ela, junto dela, abraçando ela, ela esqueceu-se de tudo, e em tudo que podia pensar era no forte cheiro do perfume dele, aquele perfume que ela queria sentir para sempre... mesmo que essa coisa de "para sempre" fosse mentira.


PS 1: Perdoem a demora para postar, mas eu estava procurando meios alternativos de não desistir do meu antigo blog, porque eu ainda não me conformo.
PS 2: Esse texto pode vir a tornar-se parte de um livro, um projeto que eu tenho em mente mas não consigo levar para frente já fazem algumas semanas.
beijogalera:*
comentem, por favor!

domingo, 18 de maio de 2008

Vooltou!

Voooltou!
*gritos histéricos*
Uau, eu vi passar um mês, sofrendo da angústia que é não poder postar aqui!
Oks, os sentimentos não são tão mórbidos assim.
Maaaas, o que é da minha vida sem esse pequeno espaço neste vasto universo quase que intergaláctico que é a internet?
Era aquela expectativa, com a imaginação e a vontade de escrever textos à toda, entrar aqui e conseguir postar um texto novo! E qual foi o meu inconformismo ao ver que teria de mudar de servidor! DANE-SE o que os fóruns dizem, eu gosto do weblogger e não é uma opinião de alguns fórunautas (S.F. pl. Aqueles que frequentam fóruns) que vai fazer com que eu desista disso aqui!Perseverança é a palavra chave, galera!
Ok, chega de comemorações.
Ah, chega coisa nenhuma. Estava já meio para baixo por não conseguir um convite para uma festa que eu estou LOUCA para ir, e, numa nova tentativa para ver meu blog atualizado, eu chego aqui e me deparo com o negócio funcionando! Mas que realização! Haaaaaaaja coração! Ah, é bom estar de volta.
Daqui uns dois dias, ou até menos, eu volto com aqueles meus posts de sempre ok?
A todos que não tiveram seus comentários respondidos, minhas humildes desculpas.
A todos que pediram ajuda, ajudados serão, prometo!
A todos que foram redirecionados para o outro blog, VOLTEM, AGOORA!
Percebi que, o weblogger voltou logo depois de eu ter reclamado lá na área de "Fale Conosco".(uahauhauahauah)
Lógico, soltei os cachorros encima deles. Não gente, que é isso, eu não sou malvada assim (muahaha :B).

Comédia, comédia.
beijogalera:*

[HA, a volta foi um engano.]

quarta-feira, 14 de maio de 2008

- Você é feliz?

Ele ficou em silêncio. Um silêncio irritante, daqueles que faz você ficar na expectativa por uma resposta e te dá uma sensação que nunca a terá. Ela ficou fitando os olhos castanhos profundos que ele mantinha em direção à rua na frente deles.
- Eu não sei. - foi a triunfal resposta. Ele virou para ela e deparou-se com a expressão de indiferença que ele não imaginava que veria. - Olhe, eu não tenho namorada, não tenho um carro, não ganho muito por mês...
- É disso que você espera que a felicidade seja feita? - perguntou ela, daquele jeito desafiador que ela sempre perguntava as coisas para ele.
- Não! Exatamente. Ainda assim, eu tenho boas notas, um futuro promissor, mais amigos e pessoas que realmente se importam comigo do que eu imaginava que chegaria a ter, e uma garota que realmente presta atenção nas coisas que eu digo, e não só se contenta com um olhar de tal jeito ou um talento tal. Então é, eu sou feliz.
Ela calou-se, seguindo um garotinho num triciclo descendo a rua com o olhar. Ele sorriu, ainda olhando para ela, apesar de não saber por que estava sorrindo. Ele passou um braço sobre os ombros dela.
- E você, é feliz? - perguntou. Ela ainda olhava para a rua, com uma expressão de quem está pensando em algo, pensando numa resposta. Mas ela não estava. Ela não pensava nas desventuras da vida, nos amores perdidos, nas paixões infundadas, pois ela sabia que todas as aventuras e a paixão que ela sentia pelo amor que ela não imaginava perder tão cedo superavam todas as desventuras, não imaginava o que mais poderia desejar, pois ela sabia que tinha tudo que jamais quis, não pensava sobre o que iria fazer da vida, ela só queria saber do que estava acontecendo ali, naquele momento, naquele segundo, naquela tarde sentada no terraço da sua casa com um garoto que realmente presta atenção no que ela diz. Tudo que ela sabia, e tudo que ela queria saber, é que ela estava feliz, que ela era feliz, e que, toda vez que aquele mesmo garoto falava com ela, era só nisso que ela conseguia pensar. Ele era como uma garantia, algo que a fazia sentir segura, segura de si mesma e em segurança em relação ao mundo. Ela não sabia, mas ela tinha o mesmo efeito sobre ele. Ele ainda estava esperando pela pergunta, fitando aquela expressão de profunda concentração que ela adquirira.
- Sou. - respondeu ela, tornando a olhar para aqueles olhos castanhos. - E quer saber mais?
- O que mais? - perguntou ele, tirando o braço dos ombros dela e segurando os joelhos, num tom de dúvida que ela não percebeu, ou fingiu não ter percebido.
- Eu só percebo isso quando estou perto de você. - disse ela, com a maior inocência que uma garota de dezesseis anos poderia adquirir. Ele levantou as sobrancelhas, sentindo uma chama de felicidade acender e brilhar intensamente dentro de seu peito, sentindo o maior alívio misturado com surpresa que um garoto de dezesseis anos que pensava haver sido reprimido pela vida poderia sentir. E ali eles ficaram, ele sentado segurando os joelhos, ela com as pernas cruzadas, até o namorado dela, melhor amigo dele, chegar, e eles irem até a pizzaria.

Ah, essa inspiração que veio dos céus *-*
uhauah.
Aviso: inspirações vindas do céu criam textos românticos.

Frase: "O amor alivia como a luz do sol depois da chuva." - William Shakespeare.

beeeijopovo!:*
ouvindo ♪ "I just want you to know who I am." - Goo Goo Dools

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Minhocas.

Estava gastando uns minutos do meu tempo que está sobrando folheando uma interessante edição de uma SuperInteressante (que redundante!) e uma interessante matéria surgiu aos meus olhos com o interessante título: AQUI ESTÁ A PRIMEIRA MÁQUINA DO TEMPO

Sinceramente, quando eu vi a foto estampada acima do título, antes de lê-lo, imaginei que era um laboratório onde estavam criando um novo combustível nessa 'corrida biodieselista' de atualmente. É um túnel enorme, feito de compartimentos enormes, bombeando nêutrons e prótons com uma força enorme, gerando como se fossem alguns 'big bangs', fazendo, pasmem agora, um corte no cosmos. Um corte tão minúsculo, desprezível, pelo qual nem um átomo pode passar. Resumindo, horas de pesquisa e mão de obra de cidadãos suíços para construir uma engenhoca que, como dizem no artigo, serve para tanta coisa quanto a eolípila de Heron de Alexandria. Ok, na teoria, o negócio VAI funcionar! Só que, para que pelo menos uma criança de uns noventa centímetros de altura pudesse realmente passar por esse 'corte', a fim de viajar para o futuro, já que a engenhoca não abre portais para o passado (o que eu acho que seria mais interessante que o futuro), seria necessária uma energia absurda, para que o negócio bombeasse nêutrons e prótons o bastante para criar o que eles chamam de "buracos de minhoca", que ligariam o nosso presente de São Paulo, por exemplo, a um Rio de Janeiro ou uma Londres no futuro. Por enquanto, tudo é teoria, afinal, é fácil falar, difícil realmente fazer algo.

Mas a questão que eu quero criticar é: para que fim havemos de querer viajar para o futuro?
Heein?
Tá bom, pode ser para ir até uns séculos adiante para descobrir curas, formas de um mundo sustentável (supondo que daquiuns séculos o mundo será sustentável), e descobrir novos biodiesels. Mas então porque não investe-se todo esse dinheiro, tempo, inteligência, mão de obra, canetas, papéis, quadros-negros, gastos em máquinas para ir ao futuro, em pesquisas sobre as coisas do presente? Não vai acabar dando na mesma?
É, é isso que eu acho.

Republicação, afinal, há um público novo agora uhauah *-*
Esse foi o último texto que cheguei a postar no antigo blog (sim, eu vou passar dias falando do antigo blog, porque eu não me conformo com o que aconteceu com ele), e eu realmente gostei desse meu texto UAHAUAHUAH :D

Aula amanhã!
Em pleno sábado, que alegria.
Antes fosse como a última aula de sábado, começando às 9hrs. Mas NÃO! E lá vou eu acordar cinco para as sete, lavar a cara, vestir o conjunto de roupas previamente escolhido, passar um rímel, tomar uma meia xícara de café, escovar os dentes, escolher entre a bolsa e a mochila e sair enfrentar o frio do sábado de outono.

Ah, essa vida de estudante. UHAUAHAUAh :B

Frase: "Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões." - Friedrich Nietzche
beeeijogrande:*

ouvindo ♪ "she is electric, can I be electric too?" - Oasis

terça-feira, 6 de maio de 2008

Uma reviravolta do destino.

A situação é simples, a explicação é breve, e a vontade de explicar-se é pequena.
Eis que o blog que eu mantive com tanto carinho e afeto por um ano e cinco meses bem aproveitados, foi para o brejo, e eu fui forçada à dizer-lhe um vago "Adeus". Vestiu o pijama de madeira, abotoou o paletó, foi descansar para sempre, até uma segunda ordem, por motivos de "força maior". Leia-se por "força maior" o fato do provedor se recusar a postar meus textos tão carinhosamente inspirados e digitados com tanto empenho.

Enfim! O que há de ficar-se lamentando.
Águas passadas não movem moinhos, é o que dizem :)
Então vamos aproveitar essa mudança para fazer algo melhor! UHAUAHAUHAUAH
Ok, chega de frases de efeito.
Estive passando por alguns fóruns, e percebi que o meu antigo servidor é tido como o pior dos piores, e o atual que escolhi aleatoriamente principalmente pelo fato de já possuir uma conta que estava estacionada por aqui, recebe muitos comentários como o melhor dentre muitos. É, depois que você pega a manha dos html's e xml's, realmente, a coisa fica fácil e muito melhor que minhas experiências anteriores. E eu tenho um pressentimento que VAI FUNCIONAR
(não, eu não confio nos meus pressentimentos ;)
Enquanto o redirecionamento da outra página para esta não funciona, eu não espero muitos comentários, a não ser que eu já tenha me tornado realmente popular *---*
uahauhauahauah, estou comediante hoje xD

Frase: "The truth is... You know what? I'm the Iron Man." - Robert Downey Jr. em Iron Man, definitivamente, meu super-herói favorito 8D
beeeeeijogrande:*