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sábado, 28 de junho de 2008

Me in verbs :D

Eu quero: atingir o sucesso.
Eu tenho: insegurança para me compremeter.
Eu gostaria de ter: mais certeza das coisas.
Eu gostaria de não ter: tanta espontaneidade em certas situações.
Eu acho: que tenho futuro.
Eu odeio: egoísmo e mudanças.
Eu sinto saudades: do meu pai morar na mesma casa que eu.
Eu faço: milk-shakes nos dias mais frios.
Eu fiz e não faria de novo: me desesperar por pouco.
Eu fazia e deixei de fazer: pensar pouco antes de falar.
Eu escuto: música alta no banho.
Eu cheiro: livros novos e plástico de revista.
Eu imploro: por perdão a mim mesma. Repetidamente.
Eu pergunto-me: por que o céu é azul?
Eu arrependo-me: de ter enganado, mentido, e enganado de novo.
Eu amo: todos eles e todas elas.
Eu sinto dor: no pescoço, quando não no ínfimo do coração.
Eu sinto falta: do avô que eu não conheci.
Eu sempre: espero no máximo três toques para atender o telefone.
Eu não fico: me matando de estudar como pensam que eu fico.
Eu acredito: que existe algo muito maior que tudo que os humanos podem imaginar.
Eu danço: de meias brancas no tapete da sala.
Eu canto: no chuveiro e na frente do computador.
Eu choro: porque se não chorasse explodiria.
Eu falho: muito. E admito.
Eu luto: pelo que eu acredito.
Eu escrevo: em papeís, em vidros embaçados, sobre tudo que gosto, sobre tudo que acontece, para desabafar, para explicar, etc.
Eu ganho: presentes todo ano.
Eu perco: tempo com coisas pequenas.
Eu nunca: subi em árvore.
Eu estou: feliz na maior parte do tempo, mesmo que eu não perceba.
Eu sou: inconstante, extremamente.
Eu fico feliz: ao parar para lembrar do que passou.
Eu tenho esperança: de poder publicar muitos livros.
Eu preciso: imaginar/sonhar menos, agir mais.
Eu deveria: tomar mais iniciativas.
Meme copiado do blog da Neyara, uma que sempre comenta e sempre levanta meu astral ;D

Sabe quando você descobre que tudo que você fez julgando certo até hoje deveria ter sido feito de um jeito mais adoidado? E quando você descobre isso, sabe quando te dá aquela vontade louca de jogar-se ao risco sem medo de se machucar para depois pensar no que vai acontecer?
Eu me sinto assim. Deixei toda a confusão pra trás, e resolvi esquecer que ela um dia existiu.
Vai ver a confusão era TPM!
Tipo a choradeira de quinta-feira. Sim, eu choro na TPM.
Enfim, esqueci e perdoei.
Será que mudei?
Humm, mistério :B

Frase: hip hip hurra \o/ - não sei quem inventou isso
beijosefusivos:*
ouvindo ♪ "tonight you're falling in love, let me go now" - Metro Station *-*

quarta-feira, 25 de junho de 2008

- Tem um celular vibrando.

- Ãh? Ah, é o meu! - exclamou Camila, pulando do sofá e correndo até a mesinha. - Oi?
- Hei, o que você tá fazendo agora?
- É, nada! - respondeu ela, mentindo.
- Venha aqui agora!
- Aqui aonde?
- No colégio!
- Por quê?
- Porque sim!
- O que vocês tão fazendo aí?
- Ah, vem logo!
A pessoa desligou. Camila ficou olhando para o próprio celular por alguns segundos.
- Você não vai a lugar nenhum, vai? - perguntou Rob, o mesmo que ouvira o celular vibrando.
- Não, acho que não, prefiro ficar aqui com vocês - respondeu ela. - Não é hoje que quero quebrar um coração.
Os outros quatro ficaram atônitos. Fábia e Marc até pararam de prestar atenção no seriado que passava na televisão.
- Por que poderia quebrar? - foi Fábia quem perguntou primeiro.
- Eu sei que querem que eu vá por causa de um fulano lá.
Marc voltou a assistir televisão.
- E você não quer ir por causa do fulano? - perguntou Otto, enfatizando o quanto sua pergunta era óbvia, principalmente porque ele queria fazer outra pergunta. Camila balançou a cabeça dizendo não. - Que fulano?
- Ah, um da minha sala - Rob mostrou-se mais interessado.
- Você sabe? - perguntou ele, surpreso do jeito que ela nunca havia visto ele ficar.
- Sei! É meio lógico demais para que eu não consiga perceber, mesmo sendo eu! - disse ela, naquele tom de inferioridade que ela falava quando queria que entendessem sua opinião.
- Mas eu achei que você ia ficar com ele!
- Eu não posso!
- Como não pode? Claro que pode!
- Não! Eu...
- Silêncio - disse Fábia. - Quietos, ainda estou com dor de cabeça de ontem. Certo. Rob, como todo elo de um bom triângulo amoroso, sustenta-se pelo princípio de que garotas devem ficar com garotos. Camila, uma garota que se preocupa profundamente com o que os outros acham e ela não pode negar isso, vai pelo princípio que essa situação só é aceita caso a garota queira e é assim que as coisas devem ser. Eu, Fábia, enquanto uma garota que tende a gostar de julgar essas situações e falar palavras cultas para me sentir bem comigo mesma, e não me perguntem o porquê dessa minha mania, eu acho que quem está mais certo é Camila. Mas eu quero saber por que você não quer ficar com o garoto, caramba?
Otto observava a cena e ria por dentro pela posição de Fábia. Marc sentia-se confortado por ela ter dito tudo que ele queria dizer mas sua dor de cabeça que havia aumentado de intensidade não permitia. Rob ficou quieto, refletindo sobre o fato de ter sido considerado um exemplo de "elo de todo bom triângulo amoroso".
- Eu não gosto dele! - respondeu Camila. Fábia abriu a boca para lançar-lhe outra pergunta, mas Camila interveio. - Não desse jeito, entende? Ele é meu amigo e eu gosto dele assim.
- E ela gosta de outra pessoa, além de tudo - disse Otto, chamando a atenção dos outros quatro.
- O que você quer dizer com isso?
- Você é como eu. Você evita de poder ficar com uma pessoa sempre porque gosta de outra ou porque considera demais essa pessoa. Às vezes, ambas as causas ocorrem simultaneamente - disse ele, evitando olhar nos olhos de Fábia. - Acredite, eu sei disso.
- Mas eu não quero quebrar o coração dele! - disse Camila, num tom confuso.
- Não precisa - disse Marc, sem tirar os olhos da tela da televisão. - Pense em Otto e Fábia. Ela não quebrou o coração dele, e eles são amigos até hoje, mas um dia, um deles gostou do outro! - agora era Fábia quem evitava olhar para Otto. - Você precisa explicar a situação para ele, e chegar no que eu gosto de chamar de acordo.
- Mas ele não sabe que eu sei que ele gosta de mim, entende?
- Então você deixa que ele venha falar com você. Se vier, converse. Se não vier, perdoe e esqueça. Ele só tem essas opções: investir ou desistir. É assim que as coisas são.
Ouvir Marc falar era um analgésico para todos naquela sala. Ele tinha um tom experiente, o que fazia com que os outros sentissem como se estivessem aprendendo algo novo, e sempre que ele terminava as discussões, fazia parecer que tudo que falava não passava de simples e pura verdade, exatamente pelo motivo de que tudo que ele falava era a simples e pura verdade.

Baseado em fatos reais, mas não na íntegra, como o texto anterior.
Espero que as pessoas referidas subjetivamente não leiam isso.
Acho que não deveria postar isso se não quero que essas pessoas leiam.
Ah, que seja.

Frase: "No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade." - Einstein

beijogente:*
ouvindo ♪ "someday I'll see you again, and you'll look me in my eyes and call me your friend" - Yellowcard

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"Wake up, wake up, I think this is not the end..." ♪

A música do celular entra por um ouvido e sai pelo outro. Ela vira para o lado da janela e aperta o costumeiro botão para desligar a música do despertador. Eram cinco para as sete da manhã. "Não, hoje não", ela pensa. "Pá, tem prova de física", ela lembra. Depois de alguns onze minutos, ela decide que vai ter que levantar. Dormiu com uma blusa de lã velha, coisa que ela nunca faz, e de sutiã, coisa que ela faz quando presume que a manhã estará fria demais para ficar trocando de roupa. Veste a calça do colégio e coloca o moletom azul-escuro sobre o sutiã, o pijama e a blusa de lã velha, nessa mesma ordem. Escova os dentes, o cabelo, reclama para si mesma que o cabelo está uma nhaca, certifica-se que a mochila está com todos os livros, calça o tênis, toma um copo de água, pega a mochila e vai para o colégio. Prova de física, em dupla, com consulta no livro, que prova! As coisas estavam espetaculares até ali. Uma amiga como dupla na prova, um professor que acaba dando as respostas certas se você insistir do jeito certo. Próxima aula, português. Ficar ouvindo os outros lendo sobre o trovadorismo português, e rindo internamente das tentativas de ler a linguagem utilizada na literatura da época. Intervalo. As costumeiras rodinhas para a jogatina diária de truco formaram-se rapidamente, e ela, como nos últimos dias, ficou sem dupla para jogar. Pegou o celular e sentou-se perto de uma mesa de jogo, onde haviam duas pessoas que realmente apreciam as músicas do celular dela. Uma dessas pessoas pisou no pé dela, e outra lhe deu uma cotovelada na cabeça e acertou um tapa no seu dedo. Nada demais, é claro. Ela desistiu de ver o jogo e foi conversar com outros. O professor de biologia entrou na sala, ela não olhou para ele, afinal, ela não vai com a cara dele, nem um pouco. Jogou um papel de bala no lixo e passou pelo professor com a música do celular tocando. Ele anunciou que iriam ao laboratório, como praticamente toda aula de biologia. Ela começou a guardar o material e estava fechando a mala.
- Guarda um lugar pra mim perto de vocês. - disse Mateus, o garoto da carteira de trás. Ela pensou "nem preciso guardar lugar, vamos acabar entrando ao mesmo tempo na sala". Dito e feito. Ela resolveu isolar-se por alguns segundos, deixar que os pensamentos se organizassem, tudo não estava tão "espetacular". Ela subiu pela rampa, o Mateus e o Taylon pela escada. E os três seguiram até o laboratório. Mateus olhava para ela com um ar estranho, enquanto viravam à direita para o corredor largo onde ficavam os laboratórios.
- A J. está com uma cara de... apaixonada. - disse ele. Taylon virou-se para ela, como se pensasse a mesma coisa.
- É o primeiro que descobre o que eu tenho a semana toda. - respondeu ela. "Uoooooou", foi o que ela ouviu dos dois.
- Eu pensei em dizer isso... - disse Taylon. "Pensou nada", imaginou ela, sorrindo por poder finalmente dizer a verdade à alguém.

Baseado em fatos verídicos.
Extremamente verídicos.
Frase: "Não é uma ação que vence uma paixão. É uma paixão mais forte que vence outra mais fraca." (Bento de Espinosa)

- valeu o apoio Tay e Moonte :D -
beijogente:*
ouvindo ♪: "'cause you're everyone I see. So tell me, do you see me?" - Yellowcard

domingo, 15 de junho de 2008

- Eu acho que estou com ciúmes.

- Ciúmes de quem?
- Do meu primo - respondeu ela, correndo os olhos pela tela do computador, abrindo uma janela de conversação. - Quer dizer, do amigo do meu primo.
Ele pareceu interessar-se sobre o assunto, e largou a revista que estava lendo.
- Por...
- Ele arranjou uma namorada - respondeu ela, com um quê de exclamação na voz. Ele olhou para ela com aquele ar duvidoso de quando ele achava que ela estava sendo fútil.
- Sim, quer dizer que você quer uma namorada também? - foi a única pergunta que ele pôde formular. Ela o encarou com aquele olhar "engraçadinho mas não leva 10%" que ela dava aos garçons quando faziam piadinhas sobre a roupa dela. - Não, mas sério, o que é que o fulano arranjar namorada tem a ver com você?
- Olha, você está bem sem ninguém para você abraçar nessas tardes friozinhas, mas eu queria alguém para mim, entende? - disse ela, naquele tom nu, puro e sincero que ele tanto apreciava nela. - Eu estou carente.
Ele riu da frase dela, da qual ela mesma estava rindo. "Carente coisa nenhuma", ambos pensaram. Ela sabia que ela queria alguém para ela porque ela precisava, simples assim. Era uma necessidade que ela sentia de tempos em tempos quando não tinha ninguém para satisfazer essa necessidade.
- É uma coisa quase que patológica - disse ele, filosofando. - Todo inverno você se sente assim. Todo inverno eu me sinto assim. A diferença entre eu e você é que eu tento preencher o espaço que me falta com alguma coisa além, quando você fica se alimentando de esperanças em vão.
- Não são em vão! - retrucou ela. - A maioria das minhas esperanças tem uma base sólida.
- Sim, mas aquelas que não tem são aquelas pelas quais você mais sofre.
Ouvir as palavras dele era como se alguém atirasse pequnos dardos contra ela. A verdade sobre si mesma era mais impactante que a realidade de precisar de alguém.
- Bom, mas as minhas esperanças recentes têm se mostrado bem fundamentadas - disse ela, ironizando um pouco, para não soar extremamente culta como ela sentia que estava soando.
- Então mergulhe de cabeça! Arrisque-se - disse ele - Sinceramente, você tem pouco a perder. Paixões assim como as que você chama de "esperanças" são um analgésico para a alma. São como o vento que faz um navio navegar ou afundar, mas sem ela não haveriam viagens, nem aventuras, nem novas revelações.
- Você soa tão teocrático citando Voltaire - disse ela, rindo-se. - Eu penso em me arriscar, mas eu não sei, eu sou uma covarde.
- Não é uma questão de ser covarde! Ah vá, o ciclano ali, sim eu sei de quem você está falando, e ele já te deu bola três vezes. Você não fez nada porque não quer se arriscar. Se mexa! - disse ele, correndo os olhos pela janela de conversação que ela deixara aberta e tomando nota mentalmente sobre tudo que o ciclano havia dito.
Eles riram alto. Ele estava certo, e ela sabia disso. Parecia que uma parte medrosa do seu bom senso queria desconsiderar a idéia dele, mas uma parte audaciosa do seu ego queria acatar a sugestão e atirar-se da cabeça na idéia.
- Quer saber, por que não? - disse ela, tendo a sensação como se uma batalha tivesse sido vencida dentro dela. - Sabe, eu não sei o que faria sem um garoto para me ajudar nessas questões. Você é quase como um intérprete, sabe?
- É, eu não saberia o que fazer se não tivesse uma amiga assim como você para me ajudar a entender todo esse universo de garotas tão diferente do meu.
Eles riram mais um pouco. Às vezes ela se surpreendia por não ter se apaixonado por ele antes, e aquela era uma das ocasiões. Ele era tudo que ela prezava num bom amigo, com alguns quesitos a mais, os quesitos que ela achava que prezava num namorado. E tudo que ele era para ela, ela era para ele, e assim eles se entendiam, e assim eles tentavam entender os outros.
Frase: "Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata." (Clarice Lispector)
Texto baseado na minha vontade de ter um amigo desses para conversar, pois a minha situação é parecida com a personagem (falling in love again ♪) !
beijogalerinha:*
ouvindo: "let me be the one who calls you baby all the time" - The Used ♥

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O sol parecia querer começar a surgir de trás das nuvens.

- Ótimo, não poderíamos desejar um tempo melhor, certo? - resmungou Camilla, puxando as cortinas da janela para que a claridade fraca da manhã entrasse na sala.
- O que é que ela tem? - sussurrou Otto, debruçado sobre o teclado do notebook com os óculos de Marc caindo de sua mão num ângulo estranho.
- São aqueles dias do mês - respondeu Rob, espreguiçando-se na poltrona de couro mais próxima. - Quer dizer que ninguém usava essa sala antes?
- Aparentemente sim. Acho que essa casa tem mais salas do que as que Marc poderia ocupar durante toda a vida - respondeu Otto, num tom sonolento. "Hipérbole", ele pensou, antes de levantar a cabeça do teclado, deitar os óculos sobre a mesa e esticar-se como Rob estava fazendo. Fábia vinha entrando pela porta com um binóculo pendurado ao pescoço, sendo seguida por Marc, que trazia um mapa enrolado na mão esquerda, e uma térmica de café na direita. Ele deixou a térmica numa mesinha próxima e estendeu o mapa na parede metalizada, pregando-o com um imã amarelo com uma carinha feliz. Fábia pegou uma caneta permanente vermelha que encontrou sobre a pilha de cds ao lado da poltrona de Rob, e riscou um círculo em certa área do mapa.
- Entendam esse círculo... - começou Marc.
- Esse círculo imperfeito - interviu Fábia, naquele tom de ironia típico dela.
- Entendam esse círculo imperfeito como um alvo - finalizou Marc, acatando a observação irônica de Fábia. Camilla veio arrastando os pés para visualizar o mapa de perto.
- Quer dizer que vocês viraram a noite numa bela e desconfortável plataforma de pintura do lado de fora daquele prédio para descobrir isso? - perguntou ela, irritada.
- Foi - respondeu Marc. Rob não pôde conter a sua surpresa ao ver a calma que Marc diante da estressada Camilla. - Mas, passar a noite naquela plataforma de pintura escutando as conversas de executivos metidos e conversando sobre a vida me deu uma idéia.
- Vocês falaram sobre a vida? - perguntou Otto, mostrando-se ligeiramente interessado.
- A idéia, é atacar o alvo. Simples assim. Fazer com que eles pensem que é uma ação interna, que alguém deles está traindo os outros - disse Fábia, ignorando a pergunta de Otto.
- Espera, sobre que coisas da vida vocês falaram, exatamente?
- Uma vez que entrarmos lá, podemos tentar roubar mais informações, e, pelo que eu sei da planta do edifício, podemos ter acesso a três fontes sem sermos detectados - continuou ela, ignorando Otto novamente.
- E não ser vistos como? - perguntou Camilla, mais irritada.
- Eu posso tentar entrar na rede deles e controlar as camêras. Tiro um instantâneo do corredor vazio, por exemplo, e troco a imagem de vocês passando pelo corredor por esse instantâneo. Afinal, eu já entrei no sistema de trânsito do meu bairro, então eu tenho 65% de certeza que posso fazer isso.
- Por instantâneo você quer dizer foto? - perguntou Camilla, recebendo uma confirmação de Rob. - Certo, então poderemos caminhar livremente pelos corredores, mas como vamos entrar lá?
- Falei com meu primo, afinal, meu pai e meu tio tem influência, e eles conhecem pessoas que conhecem pessoas. Enfim, consegui uma entrevista com o presidente - disse Marc, com o semblante sereno, um pouco prejudicado pelo sono que começava a cair sobre seu ser.
O queixo de Camilla caiu, Otto levantou as sobrancelhas e Fábia suspirou.
- Mas, mas... - começou Camilla, procurando algo mais para contestar.
- Não tem mais nenhum "mas". Vai dar certo, vamos ser como sombras anônimas para eles. - disse Rob, levantando-se e indo até a térmica. - Me sinto tão terrorista!

Curti! Sabe, eu quero escrever um livro. Então, é provável que eu poste alguns "instantâneos" desse meu projeto, enquanto eu não arranjo tempo para sentar e digitar as coisas no word.
Ah, claro! Eu tinha que enfiar a palavra "anônimo" em algum lugar ;D
Anônimo, obrigada por ter me favoritado, obrigada por me visitar, elogiar e tudo o mais.
Eu realmente precisava que alguma coisa fizesse a minha auto-estima subir x)
Valeu ! (obg todo mundo que comentou também, pra vcs não se sentirem desprezados xD)

beeeijopovo:*

terça-feira, 10 de junho de 2008

- Conhece Photoshop?

- Ah, mas claro! Então seremos belos rostos plastificados, certo? - retrucou Otto. - Não quero fazer de conta que sou alguma coisa.
- Principalmente porque você não precisa fazer de conta que é algo. - disse Marc, falando com as nuvens.
- Você é o riquinho por aqui, seu almofadinha. - respondeu Otto, num tom estranho, como se contasse uma piada.
- Afinal, por que precisamos criar um emblema com nossas fotos em photoshop mesmo? Aliás, por que um emblema? - perguntou Fábia.
Os outros quatro ficaram em silêncio. Rob, que havia dado a idéia, de certa forma surpreendeu-se por não poder arranjar um bom motivo para tal idéia. Otto não iria se dar ao trabalho de responder, de certa forma por não querer falar com Fábia, de certa forma por não saber o que responder à ela. Marc estava remoendo a idéia de Rob, ficando estranhamente alegre por ver que era uma idéia um tanto quanto descartável.
- Depois vocês discutem a capacidade dela para ser líder, ok? - disse Uli, sarcasticamente. Ela adorava quando a amiga tomava as rédeas da situação e deixava os três garotos pensando sobre a morte da bezerra. - Agora, seria melhor a gente se preocupar com o fato de ficarmos presos à coisas insignificantes como essa. Porque sim, é assim tão insignificante, e eu digo isso com toda a veracidade de todas as células do meu corpo. - finalizou ela, diante do olhar seco de Rob, que mostrava-se ligeiramente incomodado toda vez que ela explicava suas frases com aquela vivacidade e convicção de sempre. A verdade era que nenhum dos cinco sabia o que fazer. Eles sabiam que alguma coisa eles tinham de fazer, mas ficar se entretendo em criar um nome para o grupo e fazer o design de um emblema era a melhor forma de fazer de conta que eles podiam esquecer os fatos e deixar a responsabilidade de lado. Mas eles sabiam que não poderiam ficar "enrolando" por muito tempo.
- É chato saber disso. - disse Fábia.
- Saber o que, exatamente? - perguntou Rob, fazendo cessar seu desejo incontrolável de falar alguma coisa.
- Saber tudo isso. Ter noção que tudo que nós já passamos até agora, não que tenhamos feito grande coisa além de crescer, arrumar encrenca e estudar, mas ter noção que tudo isso que nós vínhamos chamando de vida era controlado, assistido. Eles controlam tudo, e ninguém jamais contestou isso com provas realmente concretas, concretas como essas que nós temos. É tudo controlado, eles controlam tudo. - ela falava num tom desanimado, como quem quer desistir. Otto olhava para o céu acima deles, digerindo as verdades que ela dissera, Uli seguia o voô de um passarinho com o olhar, Rob sentia-se tão desanimado quanto Fábia parecia estar.
- Não. - disse Marc, focando a atenção dos outros quatro em sua expressão sonhadora de quem fala com as nuvens. - Eles não controlam nada do que a gente pode fazer contra eles.

Pensou que eu ia contar quem são "eles"?
Perdeu, playboy ;P
Texto inspirado numa recente aversão que eu venho sentindo pelo Photoshop.
Ual, aversões criam textos bons ;)
beijo:*

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Desespero.

Sabe uma pessoa que duvida de si mesma, que acha que não é metade do que poderia ser, que se subestima ao ponto de sentir-se a mais incompetente do planeta e não consegue fazer o próprio astral subir porque aquele sentimento de inferiodade insiste em ser superior (ou parecer superior) que qualquer coisa que ela possa fazer para melhorar o astral, que já teve fama de estressada, mas jura por tudo que conhece de bom que não é estressada coisa nenhuma, que precisa se auto-afirmar sobre as coisas para seguir em frente, que sente-se como se passasse por mais baixos do que altos, que quer ser cada vez mais e não percebe que já é o bastante, que cobra demais de si mesma, apesar de achar que está cobrando exatamente que precisa cobrar, que não se contenta com si mesma, mas se contenta com situações ao seu redor, que (literalmente) se desespera por coisas pequenas, e quando se dá conta que eram coisas pequenas se sente mal por ter perdido tempo se desesperando, apesar se depois se dar conta que ela precisa se dar ao luxo de desesperar-se para que possa colocar um ponto final no assunto e seguir em frente, aquela pessoa que quer mais que qualquer outra coisa no mundo se realizar, não para que os outros possam ver, mas para que ela mesma possa se dar conta que é tudo que é e/ou poderia ser, que é competente, que é tudo que ela imaginava não ser?

Não, não sabe de que tipo de pessoa eu estou falando?
Muito prazer, eu me refiro a mim mesma como J, sou dona deste blog, e eu sou essa pessoa.

Isso foi um desabafo desesperado que eu precisava colocar para fora, afinal, eu necessito de auto-afirmação, como eu já disse.
beijogente:*

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Frio.

Inverno é a melhor estação do ano. É a melhor, e comigo não se discute :P
É melhor que o verão, porque é bem mais fácil de se esquentar no inverno do que se refrescar no verão. E é melhor que os meios-termos primavera e outono, pelo fato de essas estações serem meios-termos.
Correr ali na locadora da outra rua, pegar AQUELE filme que finalmente chegou na cidade, que você queria tanto ver, com aquela sorte de encontrá-lo lá na prateleira, fazer um chocolate quente nervoso, pegar o cobertor mais quente que você encontrar pela casa, estourar uma bela de uma tigela de pipoca, e ficar naqueeela vadiagem. Vê se não é uma maraviiilha.

Mas, essa não é a minha realidade. Tenho uma pilha de coisas para fazer e parece que a pilha aumenta de magnitude toda vez que eu penso nela! E o tempo está contra a minha pessoa ¬¬
Ah, nessas manhãs que o celular toca a rotineira música do despertador, e eu levanto com AQUELA vontade de ir para o colégio e ficar ouvindo adultos falando. E nessas tardes que tudo que eu quero é dormir, e eu não posso.
Pensar que tudo que eu tenho que fazer é desprezível comparado à todo o mundo. E eu ainda tenho mais recursos para fazer tudo que eu tenho que fazer do que parte do mundo.
E agora eu me perguntou: por que é que eu reclamo?

Frase: "A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afetar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente." - Leonardo da Vinci

Obs¹: layout novinho *-* Coisa fofa, uma relíquia, já que é uma das coisas mais difíceis do mundo blogueiro encontrar um template básico no formato para blogspot que tenha o seu "quê" de original.
Obs²: o layout não exibe balões em homenagem ao Padre Adelir de Carli (vulgo "padre voador"), mas sim para dar aquela sensação de liberdade, capiche? ;D

beijogalera:*

domingo, 1 de junho de 2008

REVOLTA!

E das brabas.
Eu sei que é chato ficar postando sobre esse assunto, mas é o assunto dos meus últimos dias, fazer o quê!
Então, para que não fique monótono, eu vou contar uma historinha:
Lá estava a garota desocupada que adorava ter um blog, modificando o código de seu blog no weblogger, colocando um redirecionamento, mais para certificar-se que funcionava do que para realmente redirecionar para um novo site. Ela terminou o código e o salvou. Sabendo que precisava postar algo para o código entrar em vigor, ela vai lá, coloca dois pontos e posta. O que acontece? NÃO FUNCIONA. Ela vai de novo, e percebe que precisa colocar um código a mais para que realmente funcione. Ela coloca o código de novo, posta, e dá certo (:
E você, visitante, é o coadjuvante nessa história, vindo parar aqui, redirecionado daquela página que não estava mais cooperando com o garota.
FIM.

Uma história simples, objetiva.
Olá visitante, seja bem vindo à minha tentativa de me salvar nesse universo de blogs, sempre procurando pelo meu lugar ao sol.