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quinta-feira, 31 de julho de 2008

- Estive pensando.

- Uau, você pensa - respondeu Camilla, debruçada com a cabeça apoiada nas mãos.
- Não é hora para tirar da minha cara - respondeu Rob, sentado com as pernas cruzadas.
- Lembre-se, só estamos aqui porque Marc tinha que ir fazer pose diante da família riquinha dele e Fábia tem um encontro. Então, como boa substituta, posso fazer o que eu quiser - disse ela, com um sorriso malicioso no canto da boca. - Mas enfim, o que você pensou?
- O mundo está acabando, percebe.
- Sim, Fábia pensa a mesma coisa.
- E Marc discorda?
- Você sabe que ele adora discordar dela.
- Sim, ele adora ela e adora discordar dela, certo.
Silêncio. Camilla e Rob não eram como Marc e Fábia. Eles funcionavam bem demais juntos tanto quanto os outros dois, não eram opostos, não eram semelhantes, eram pólos idênticos, que se repulsam. Os dois eram instintivos, mas conseguiam equilibrar o instinto com uma pitada de lógica e estratégia. Eram poucas as diferenças, ela sabia mentir, ele sabia improvisar. Ela gostava de pensar no que os outros poderiam vir a pensar, ele pensava longe demais, desconsiderando os outros.
- Não sabia que era entediante ficar em vigilância numa laje - disse ele.
- Ser uma laje não faz a diferença - disse ela, e logo refutou: - Não é entediante.
- Lógico, tem você para discordar de mim nas pequenas coisas e sustentar as idéias das quais eu tendo a desistir fácil - disse ele, naquele tom de voz que Marc adquiria quando estava declarando uma verdade irrefutável.
- Insinuando que nos completamos? - perguntou ela, sem pensar muito.
- Estou insinuando que o que coisas que faltam em mim, faltam em você, mas juntos parece que as coisas que faltam se tornam supérfluas.
- Eu sabia que você era dependente de mim - disse ela, naquele tom humorado e levemente arrogante que fazia dela o que ela era. Ele sorriu. Nenhum dos dois sabia se alguma coisa do que estavam falando fazia sentido, mas talvez eles nem esperassem que fizesse. - O que te faz pensar que o mundo está acabando, considerando que você pensa diferente de Fábia?
- Todo mundo percebe os problemas que existem, todo mundo quer resolver os problemas, e nada demais acontece. Todo mundo se mobiliza pelas causas diversas que todo mundo defende, e nada demais acontece. Me parece que tudo que seja feito para salvar o mundo vai resolver em nada, porque o mundo já não pode mais ser salvo - disse ele, sem pensar exatamente no que queria dizer.
- Você é pessimista - disse ela. - Mas se você for ver...
- Exatamente. Parece que os esforços que contamos para faezr algo acontecer vão por água abaixo diante de outra coisa que acontece, entende? É como se tudo conspirasse para que nada desse certo.
- O universo conspira a nosso favor, é o que dizem.
- Sim, mas diante de tudo que nós fizemos e estamos fazendo, parece que vencemos a conspiração do universo - disse ele, sob um olhar apático da garota, agora sentada com os joelhos dobrados. - Eu sei que não faz sentido.
- Não precisa fazer - respondeu ela.

Até que gostei de fazer um texto sem Marc ou Fábia ^^
Ooo la la, o weblogger faliu \o/
Copiei meus arquivos para cá bem a tempo, hein ;D

Ooo la la! me indicaram para um prêmio. É nessa horas que fico radiante, cara! (por radiante, leia-se 'ual, eu faço sucesso') Todos os agradecimentos do mundo para Neyara por ter me indicado. Então aqui vão meus sete indicados, que fazem desse universo um lugar mais humorado e/ou reflexivo: Lee, Mah, Juu, Dancer, Daiane, Mariana, Edson Marques .
Gustavo e Jack que me perdoem, mas seus blogs não estão mais disponíveis, e eu só posso escolher sete. Além disso, nunca mais vi vocês por aqui.

Textos mais interessantes estão por vir. Sabe como é, começam as aulas, durmo pouco, tudo fica lento, minha imaginação não funciona direito.

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." - Chaplin
beijosgalerinha:*
ouvindo ♪ "miageta yozora no hoshitachi no hikari" - Orange Range
obs:.(1ª abertura de Bleach)

domingo, 27 de julho de 2008

Para a alegria da criança infantil, estou de volta para todo o Brasil \o/

Absteram-se de meus textos? HAHAH

subtítulo: Dúvidas.
Quem nunca teve dúvidas?
Aliás, eu sempre fui do tipo que gosta das dúvidas.
Sempre gostei de procurar as respostas às minhas dúvidas.
Mas, eu nunca encontrei a resposta das minhas dúvidas.
Sempre, desde que eu me lembro, a dúvida me levava a uma escolha a fazer, eu escolhia, e depois me arrependia. Sou do tipo que sempre, desde que eu me lembro, fiz a escolha errada.
É uma definição um tanto quanto boa para a minha situação atual: errada.
Eu fiz TUDO errado!
Sabe quando você sente que foi grossa e/ou magoou meio mundo?
Eu me sinto alheia às coisas, sinto que não faço falta à ninguém, sinto que não faço diferença, sinto que represento uma profunda insignificância, sinto que errei e não posso voltar atrás.
Eu fiz TUDO errado!, é o que eu digo.
Barulhinhos de msn vêm me animar.
Mas não muito. Incrível cara. Parece que tem algo faltando (é lógico que tem algo faltando, é o que meu subconsciente me diz).
E eu continuo com essa sensação de que fiz algo errado.
Interessante, a garota volta de uma magnífica (no sentido literalmente literal da palavra) viagem, depois de ter torrado "verdinhas" em roupas e bijus maravilindas, ter engordado (coisa que não deveria ter acontecido), e ter se divertido mesmo, volta e fica se sentindo assim. É quase que injusto ;D
E, a partir dessa situação, vem as dúvidas.
O que devo fazer?
Lembram do Fulano X?
Pois é, eu esqueci o Fulano X e estou pensando em me concentrar no Fulano A.
Espero que ninguém entenda quem é o Fulano A (duvido que alguém vá entender, mas enfim), porque desse eu sei o nome, idade, onde estuda, que cara tem, quanto mede de altura, qual o som da voz, apesar do fato de nunca ter falado com ele pessoalmente sobre alguma coisa que realmente fosse interessante (UAHAUHAUH). Além de tudo isso, acho que ele ficou achando que eu virei a cara para ele na rua hoje. Sim, eu sou do tipo que acha que as pessoas acham tais coisas aheauiehaiuehaieu (:

Aiai, essa vida bandida.
E não é que Dercy Gonçalves veio a ir desta para outra?
Não façamos um minuto de silêncio, mas sim vários minutos rindo em memória dela que sabia fazer rir. Uau, profundo.

Então, eu voltei galera, como eu disse que voltaria, porém, mais cedo. Voltei cheia de pequenas dúvidas, mas depois de escrever tudo isso, não me sinto mais tão insignificante, e acho que posso acertar algumas vezes daqui em diante, certo?
Afinal, a esperança é a última que morre. Isto é, se é que ela morre!

"De nada vale viver sonhando e esquecer-se de viver." - Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore
kisskiss:*

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Cause she's bittersweet, she knocks me off of my feet ♪

And I can't help myself, I don't want anyone else.
She's a mystery, she's too much for me, but I keep comin' back for more...
She's just the girl I'm lookin' for !

- The Click Five (maior saudades de ouvir ._. )

Então, pitchulas e pitchulos, eu vou pausar esse negócio aqui. Deixar isso "on stand by", procurar uma sombra, respirar um pouco de ar puro, digo, ar poluído. O ar poluído da metrópole que é São Paulo. É rotineiro das minhas férias de julho ir para São Paulo. Aliás, estranho seria se eu não fosse ;D E por lá, onde eu fico, a conexão é discada, vocês entendem o dilema. E tudo que eu menos tenho para encarar um dial-up para vir postar um texto qualquer é paciência.Mas, como excelente estudante que sou, eu volto logo. Afinal, só tenho mais uma ínfima semana de "férias".
Na real, eu até poderia vir postar algo enquanto estou lá, mas eu realmente estou sem qualquer tipo de inspiração ultimamente, então, talvez eu volte mas fique sem postar mesmo assim, tá lgd? ;]
Eu não quero deixar isso aqui com uma mensagem piegas dessas de hiatus que sempre colocam nos blogs, certo? Vamos prezar a originalidade, enquanto eu ainda consigo ser um pingo original nesse mundo rotulado em que vivemos.
Deixarei vocês com um texto daquele tipo costumeiros de "textos entre ele e ela". Essa é a idéia que eu tenho para o fim de um projeto. (por projeto leia-se: livro, trilogia, roteiro e/ou o escambal)

- Então - disse ela. Eram seis horas e trinta minutos, e o sol já começava a querer descer por trás das montanhas que agora pareciam tão longínquas no horizonte. Marc estava parado no terraço no prédio a uns sessenta centímetros dela, com as mãos dos bolsos da jaqueta, com um band-aid cobrindo o corte na testa que ele havia adquirido na madrugada do dia anterior.
- Obrigado por não desistir de salvar minha vida lá - disse ele, num tom de voz vago, de quando ele não tinha certeza se deveria estar dizendo o que estava dizendo. - Quando os outros já teriam desistido, você ainda estava lá.
- Você não tem como saber se os outros teriam desistido - implicou ela.
- Eu não estou desmerecendo eles, só agradecendo você por ter me salvado, por assim dizer - explicou ele, tentando contornar o argumento dela. Ela o encarou, mas ele não tirou os olhos do horizonte. Ele não se sentia confortável quando ela encarava ele, por achar que ela pudesse se magoar caso ele reagisse de alguma forma não muito agradável à ela, e tudo que ele menos queria era que ela se magoasse por algo que ele fez ou deixou de fazer.
- Estamos quites, então - disse ela, fazendo ele olhar diretamente para ela e esquecer do horizonte. - Você me salvou aquela vez, eu te salvei agora. Digamos que eu paguei minha dívida com você.
- Eu nunca disse que você tinha uma dívida comigo.
- Mas eu estabeleci para mim mesma que eu tinha.
- Não precisava fazer isso.
- Mas eu fiz.
Os dois eram como uma ligação covalente entre dois átomos. Ambos os lados compartilhavam e se igualavam, criando uma atração mútua e um resultado que permaneceria unido. É claro, nenhum dos dois estava exatamente apto a admitir que havia algum tipo de atração, qualquer que fosse. Ele sorriu levemente e voltou a olhar para o horizonte.
- Você acredita que os opostos se atraem? - perguntou ela, esperando que sua frase fosse entendida com menos segundas intenções do que ela imaginou que poderia ter sido entendida.
- Não somos opostos - disse ele. - Eletromagneticamente falando, os opostos realmente se atraem, não somos opostos, não nos atraímos.
- Você tinha que escolher esse tipo de resposta "universitária", não tinha?
- Você me conhece, é assim que eu respondo perguntas comprometedoras - riu-se ele, voltando-se para ela, agora numa distância de pouco mais de quarenta centímetros. Ela sorriu para ele, como sempre sorria quando ele dizia tudo que ela queria ouvir em palavras que ela não havia imaginado que iria ouvir.
- Foi divertido trabalhar com você, Marc - disse ela. Ele assentiu. Ela olhou de canto para o horizonte e deu às costas à ele. Um ímpeto de voltar a jogar-se aos braços dele acometeu o seu ser, e ela cogitou a idéia a cada meio passo que dava em direção à escada que saía do terraço, mas ela sempre julgou-se controlada, e não era agora que ela iria atirar-se às vontades de seu coração, logo ela, que sempre pensava três vezes antes de fazer qualquer coisa! E aquela situação parecia que não permitia que ela pensasse muito, e ela sentia que já havia decidido, e agora não podia, ou não queria poder, voltar atrás. Por mais dois passos ela sentiu-se como se o tempo tivesse parado de passar, e começou a rever suas ações e calcular se deveria voltar, se não deveria voltar, se deveria tentar depois ou agora, se deveria desistir ou insistir mais um pouco. Mais dois passos e todos os cálculos que ela fez consigo mesma calaram-se ao som de passos apressados logo atrás dela, e ela esqueceu tudo que havia questionado quando sentiu seu braço sendo agarrado por outro alguém que vinha logo atrás.
- Volte aqui agora - foram as palavras que ela ouviu, vindas de Marc, antes dele fazê-la virar-se e ir de encontro ao corpo dele, envolta em seus braços, dispersa ao toque de sua boca. Ela esqueceu tudo que havia pensado segundos antes, e tudo que ela conseguia pensar era naquele momento, naquele rapaz, naquele beijo. Ele soltou-a, mas ela já havia enrolado seus braços ao redor do pescoço dele.
- Mas não foi você quem disse que não somos opostos, não nos atraímos? - perguntou ela, em seu tom de ironia que ele tanto adorava ouvir naquelas horas que ele não sabia exatamente no que deveria pensar. Ele sorriu de um jeito que ela nunca havia visto ele sorrir.
- Ah, Fábia, podemos dizer que vamos contra as leis da física, então.

ual, acabou melhor que eu havia imaginado ;]
então é isso, galera.
"Vista em close, a vida é uma tragédia. Vista de longe, é uma comédia." - C. Chaplin
hasta la vista :*
ouvindo ♪ "honey I'm an honest man" - Augustana

segunda-feira, 14 de julho de 2008

- O mundo está acabando, cara.

As palavras dela caíam como flechas sobre o corpo dele.
- E é por isso que estamos aqui tentando adiar o fim, por assim dizer.
- Não - disse ela. - Não use frases feitas. Soam como mentiras. São mentiras. Vindas de você são mentiras. Nada que você não fale, faça ou seja sem espontaneidade é verdade.
As palavras dela perfuravam como punhais contra o ego dele.
- Aquele guaraná em pó te deixou algo mais do que só mais alerta, não é?
- Me dê café, na próxima vez - disse ela, calma. - Estou entediada, cara.
- Nas férias a gente acaba ficando entediado, quase sempre.
- Tá, mas eu, você, nós arranjamos coisas a fazer nessas férias, coisas divertidas e aventureiras, por assim dizer. E aventuras não são entediantes, isso vai contra a natureza das aventuras.
- Aproveita a aventura, cara! - disse ele, deitado de barriga para cima, com os olhos fechados. - Por que é que eu e você ficamos responsáveis por essas vigilâncias nessas confortabílissimas plataformas de pintura tão convenientemente colocadas do lado de fora de prédios de escritórios?
- Porque nós somos os que conseguem ser mais discretos, mais quietos e conseguimos correr longe caso tenhamos de fugir. É meio irônico, afinal, somos os dois que passamos mais tempo falando da vida que qualquer outra pessoa normal que conheçamos.
- Então quer dizer que por sermos capazes de conversar sobre a vida e ao mesmo tempo ser discretos e prestar atenção no que acontece à nossa volta, nós somos mais indicados para ficar nessas vigilâncas do que eles. Interessante.
- Personalidades são interessantes, né cara? - disse ela, debruçada na parte mais alta da plataforma, logo acima dele. - Estamos aqui por sermos assim, ou somos assim por querer estar aqui?
- Suas metáforas são confusas, minha cara - disse ele, sorrindo para ela.
As palavras normais e verdadeiras dela acalmavam como analgésicos fluindo pelas veias dele. Ele confiava nela, mas ela não sabia. Ela francamente achava que ela não era do tipo que pessoa que se pode pôr muita fé. Francamente ela achava que isso era mais um sentimento de modéstia, e naturalmente ela passava tempo confusa sobre o que ela era ou o que ela deixava de ser. Conversar com ele era um jeito e se encontrar, um jeito de descobrir coisas que ela mesma não havia se dado conta ainda. Até ficar em silêncio com ele fazia ela pensar mais baixo, mais perto da realidade que sempre, fazendo com que ela reconhecesse algumas coisas que não reconheceria em outras situações. Ele virou-se de bruços e observou com seu binóculo uma van de uma cor escura de prata descer a rua e virar a esquina.
- Espere - disse ele, após um silêncio. - Não, mas eu nem te dei guaraná em pó.

Eu sei que o fim NÃO teve graça. Mas eu gosto de escrever situações entre ela e ele. E eu estou profundamente entediada, então minha criatividade não funciona à mil maravilhas. Na verdade, eu não sei se é tédio, ou falta, ou decepção, ou meu egoísmo materialista incontrolável no momento, ou a mais pura tristeza.
Eu sei que há algo terrivelmente errado comigo.
Enfim, esperava que meu texto anterior tivesse feito mais sucesso. Quem tiver lido até aqui, por favor, leia o texto anterior :(
Ah cara, eu me sinto tão mal :/

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz." - F. Dostoievski

beijo:*
ouvindo ♪ "and will you tell all your friends, you've got your gun to my head?" - TBS

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Platônico.

"um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas. Parece que o amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia."

Parece que uma coisa que a gente precisa periodicamente é se apaixonar platonicamente ;D
Faz bem para o íntimo do ser humano, saber que a gente gosta de alguém, mesmo sabendo, ao mesmo tempo, que esse alguém é inatingível, distante. Vai ver a gente nunca falou com a pessoa, conhece de vista. Talvez nem nome a gente saiba! O que sabemos é que essa pessoa de algum jeito tem alguma coisa que deixa a gente sonhando com esse platonismo. Esse conforto da paixão faz bem, e isso a gente não nega, certo?
Sou do tipo que, 75% do tempo que tem para parar e pensar sobre a vida, eu passo sonhando. Isso faz de mim uma mentirosa das ruins, porque bons mentirosos imaginam pouco, logo criam história convincentes. Quem imagina demais viaja, esquece a realidade, se perde, sonha.
E isso me faz ser do tipo que arranja um amor platônico novo a toda hora. É verdade, fazer-o-quê! Claro, sempre me deparo com a realidade e despenco das nuvens da minha imaginação (: Mas a queda nunca dói tanto quanto eu imagino que poderia doer x)
Não é aquela situação tipo "Aii ele me viu, MEUDEUS ele sorriu pra mim! Acho que ele me ama", mas aquele tipo de ocasião que faz a pergunta "Será?" ficar pairando sobre a sua cabeça por dias e mais dias, até que uma resposta positiva ou negativa te convença e você esqueça.
O que me leva a falar sobre amor platônico é a minha recente paixão...

... platônica, claro ;)
Mas a parte interessante é que o dito cujo é a cara do Gregory Smith!
É IGUAL, eu juro! De longe é, pelo menos. UAHUAH'
Para quem ficou se perguntando, Gregory Smith é um ator californiano de 25 anos, que fez o Thomas no filme O Pianista, mais popular como Ephram Brown na série Everwood, da Warner.
Voltando ao sósia dele :3
Sabe aqueles olhos azuis que você vê de longe que são azuis?
E aquele tipo de cabelo que te dá aqueela sensação de saúde? HAHAH
É apaixonante, não tem como descrever melhor.
Sou do tipo curiosa e xereta, e eu admito. Então nada melhor que uma bela pesquisa no orkut, para achar ele. PORÉM, não sou xereta o bastante para encontrar um fulano que eu nem sei o nome. Por isso, caso eu venha a me referir à ele, será o Fulano X.
Sei que trabalha, ou tem parentes que trabalham, na Varig Log aqui da minha cidade, à duas esquinas de casa, e lá foi o único lugar que vi ele até o presente dia de hoje.
Se eu puder descobrir mais coisa, eu descubro :B

Aiai, esses platônicos de hoje em dia.

Frase: "Um beijo é o uma amável travessura criada pela natureza para nos calar quando as palavras se tornam supérfluas." - Ingrid Bergman

beijooos povo:*
Boas férias pra quem está de férias tipo a fooolgada aqui ;)
ouvindo ♪ "and I ain't missing you at all" - Tyler Hilton

sábado, 5 de julho de 2008

Abstinência.

"caara, eu sou gorda."
É o que digo ao espelho toda vez que olho pra ele. TODA VEZ! Oks, oks, existiram vezes que eu me dei ao luxo e à delícia de olhar o espelho e me sentir uma Wonder Woman. Mas, na maioria das vezes eu me sinto uma gordinha foufènha que ama sorvete de morango mais que tudo nessa vida. Eu sou uma pessoa estranha, eu sei. Esses dias eu fiquei radiante por poder tocar na minha asa do íliaco (aquele osso pontudinho do quadril, que é super perceptível quando se tem pouca carne ao redor dele). Não que seja uma coisa difícilima você poder sentir os próprios ossos, mas para uma gorda como eu é uma realização poder ver sua escápula saltando do seu ombro quando você dobra seu braço para trás. Eu disse que eu sei que sou estranha ok.

É um fato interessante da vida. Toda garota, em alguma situação aleatória de sua vida, por algum motivo aleatório, se sente gorda. Algumas levam ao extremo de abster-se, mutilar-se, e derivados degradantes que só fazem mal a ela mesma. Coitadas. Mas todas nós nos sentimos gordas, mesmo que seja por um momento só.
É patológico, é o que eu digo! \o/
Mas é claro que ninguém se dá ao luxo de gastar dólares/reais/libras para estudar a causa patológica da situação. Principalmente porque já existem formas de controlar as descontroladas que fazem de -literalmente- tudo para perder os pneuzinhos que têm (ou imaginam ter).

Eu, como uma simples e desocupada blogueira, optei pelo simples e básico método da abstinência ;D
Simples, extremamente simples. Se você está com fome, coma. Se está com fome logo depois de ter comido, tome água. Se não estiver com fome mas quer comer alguma coisa, tome água.
Você não sentirá sede, e a água mata a sua fome. É verdade por mais absurdo que pareça. Talvez a água não tenha o verdadeiro efeito de matar a sua fome, mas engana o seu subconsciente sobre o fato de querer comida UAHAUHAUAH'

Funciona comigo, isso é fato.
Eu sou o tipo da louca que fica sem comer de um almoço ao outro, que toma um comprimido de vitamina no café da manhã, que fica feliz quando um amigo vai dar-lhe um beijo da bochecha, acerta seu osso zigomático (aquele redondinho abaixo dos olhos), diz que doeu e fala "Mas também, a menina é virada em osso!"
Só depois de alguns segundos que eu fui pensar no fato de estar feliz por ser virada em osso.
Só depois que fui pensar na expressão cadavérica.
Só depois que fui me tocar que eu sou magra do jeito que eu penso que não sou.

Afinal, pra que fim essa sociedade se importa com o ser magro e a estética?
Hãn?
Não existem coisas melhores não?



Frase: "A beleza é o resultado de uma vida feliz." - Eliane Giardini
stay fancy! :*
ouvindo ♪: "now I'm ready to be free" - The Used ♥

quarta-feira, 2 de julho de 2008

- Eu sou cruel assim como penso que sou?

- Não - respondeu ele, olhando para a parede - Você é cruel do jeito que se deve ser.
- Devemos ser cruéis de algum jeito, por acaso? - perguntou ela, indignada com a resposta dele.
- O que eu quero dizer é que você não é cruel desse tipo de crueldade de matar filhotinhos. Você só acha que é cruel por ter de magoar os outros. Mas não importa o que você faça, algum dia alguém irá se magoar por alguma coisa que você eventualmente virá a fazer.
Ela adorava conversar com ele porque ele sempre sabia qual verdade contar a ela. Existem vários tipos de verdades. Aquelas verdades nas quais você quer acreditar, aquelas que você tem de acreditar, aquelas que fazem você acreditar, aquelas que você reza para serem mentiras e aquelas que você acredita profundamente que são verdade, mas acaba se decepcionando. As verdades de Marc eram do tipo conveniente, que te confortam quando você precisa ouvir exatamente aquilo que quer ouvir, e te alertam sobre as coisas que você não queria acreditar, mas não vai poder negar.
- Já magoou alguém, Marc?
- Já magoei, já fui magoado, já entrei em briga, já apartei briga, já choraram por mim, não me pergunta porquê...
- Porque nenhuma garota se sentiria o máximo de perder você - disse ela.
- Mesmo?
- Mesmo - respondeu ela. - Você é daquele tipo com quem uma garota sabe que pode contar, que vai estar lá por ela mesmo que ela não chame. E no fim, o que todos nós precisamos é de alguém que escute e esteja lá pela gente, entre outras coisas.
Ele adorava conversar com ela pois ela sempre ouvia tudo que ele tinha a dizer, e sempre acabava adicionando alguma coisa a mais à todo o conhecimento sobre a vida que ele aparentava ter.
- Olha, eu sei que eu posso não ajudar muito, mas há formas de se magoar pouco, e eu sei que você sabe disso. Conversar é tudo que você tem de fazer.
- Eu sei, mas a situação não permite que seja uma mágoa "leve".
- Eu sei que não permite, mas uma mágoa haverá, disso você sabe e você não pode fugir disso, não pode - disse ele, daquele jeito enfatizante de quando ele dizia as coisas tanto para os outros quanto para ele mesmo.
- É, eu não posso mais ficar escondendo e aguentando a situação, certo?
- Certo.
- E não posso me sujeitar a tudo isso por dó dos outros, certo?
- Sim.
- E você vai me ajudar a formular um diálogo "não-magoante", certo?
Ele olhou para ela com uma profunda ternura que ela não decodificou. Ele estimava ela muito mais que muitos outros, e queria que ela soubesse disso subjetivamente, sem ele ter que afirmar isso.
- Estou aqui - disse ele por fim.

Preciso resolver uns assuntos. Preciso de alguém para falar. Preciso. Preciso.
Frase: "A imaginação é mais importante que o conhecimento." - Einstein
beijopovo:*
ouvindo ♪ "you see, I'm not gonna write you a love song" - Sara Bareilles