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domingo, 31 de agosto de 2008

- Cara, eu me sinto tão mal.

- Sério, se te fiz ficar tão mal assim, me desculpe - disse ele, começando a pensar que sempre fora apático e frio demais com ela.
- A culpa não é sua... - começou ela. - Acho que não existe alguém que eu possa culpar. Afinal, por que é que eu procuraria alguém para levar a culpa?
Ele ficou quieto. Não sabia o que dizer quando ela questionava si mesma. Talvez, ne realidade, ela não quisesse que ele dissesse qualquer coisa que fosse. Francamente, ele preferiria falar com Otto do que com Marc naquele momento, pois ela sabia que se Marc começasse a atirar verdades contra ela, ela simplesmente iria começar a gritar com ele, pois já tinha assimilado verdades demais nos últimos dias e sentia-se como uma bomba-relógio esperando por uma vítima desavisada.
- Eu em sinto alheia à todas as coisas - foram as palavras que ela conseguiu usar para descrever seu estado de espírito. Depois de dizê-las ela percebeu que era exatamente aquilo que queria dizer.
- Mas nós estamos alheios à tudo. Só não estamos alheios a nós mesmos.
Ela achou que iria pular no pescoço dele e berrar com ele até a morte, mas não foi isso que sua consciência pensou em fazer. "O pior de tudo'", ela pensou, "é que ele tem razão".
- Por que a gente se meteu nessa confusão? Por que essa confusão há de existir? Por que temos de resolver essas questões sendo que deveríamos nos preocupar com qualquer outra coisa que não fosse isso? Por que, hein? E por que raios o sol NÃO SE PÕE DE UMA VEZ?
Ela havia levantado e andado até a metade do telhado do prédio, mas ele ficara sentado apoiado na casinha da caixa d'água. Ele sentia a indignação, impaciência e desejo por resposta fluindo de dentro do corpo dela e se misturando na atmosfera. A verdade era que ele queria resolver aquelas questões todas de uma vez também, mas ele não estava se sentindo mal como ela parecia estar. Tudo surgira quase que por acidente, mas as personalidades deles não permitiram que eles esquecessem daquilo, e quando se deram por si já estavam esquematizando formas de espionar executivos conversando em seus escritórios e táticas de fuga. Eles não se sentiam como criminosos, e mergulharam de cabeça na aventura de boicotar os planos do governo, numa missão de conseguir trabalhar como pseudo-espiões e manter a fachada de alunos normais de segundo grau ao mesmo tempo. Nenhum deles havia realmente reclamado, mas eles tinham muitos motivos pelos quais reclamar.
- Estou com fome - disse ele, quase que inconscientemente. Dizer aquilo da maneira que ele dissera era como dizer que estava esgotado fisica e emocionalmente. Ela virou-se para ele e estendeu a mão.
- Levanta. Vamos falar com o resto da gangue, fazer uma vaquinha, ir comer uma pizza, voltar para o nosso íncrivel QG e montar um senhor plano para acabar com essa história.
O coração dele repentinamente pareceu ter parado de bater e voltar a bater mais rápido enquanto ele ouvia as palavras dela. Ele levantou-se e seguiu-a até a porta que levava às escadas.
- Adoro quando você toma essas decisões tão autoritárias, chefe - ironizou ele, fazendo um sorriso puramente honesto surgir no rosto dela.

O incrível QG seria o escritório residencial raramente usado na casa de Marc, já que o pai dele carrega seu notebook por tudo quanto é canto e na realidade nem para no escritório.
O resto da história eu irei eventualmente criar, e o que posto aqui são só pedacinhos que eu eventualmente irei embutir numa grande história só.

Cara, os comentários desapareceram. Evaporaram feito naftalina, foram levados pelo vento feito purpurina [rima! \o/]
Ah, tenham dó de mim e comentem, mesmo que vocês me odeiem, galera ;D
Feliz aniversário, Abarai Renji ;)
O tenente mais sexy, e o mais impaciente de todo o Gotei 13!
Na verdade, não sei quem é mais sexy, ele ou Hisagi.
sem frases famosas hoje.
beijo, cara :*
ouvindo ♪ "saa, mabute o akete" - Kelun

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O corredor parecia não ter fim.

Ele corria, corria, parava, respirava e corria mais um pouco até alcançar as escadas. O ar parecia ficar rarefeito enquanto ele subia os degraus. "Esse prédio é estranhamente comprido. Ou seria eu que estou vendo tudo errado?", pensava ele. Nos outros extremos da construção outro garoto e outra garota corriam em direções opostas, ele correndo mais do que ela, apesar dela estar mais preocupada que ele. Na rua lá fora, o último garoto sondava as portas do prédio e ficava andando em círculos, como se não soubesse exatamente para onde ir, ou realmente não tivesse para onde ir. Eles haviam abandonado o filme e tinham seguido em busca da amiga fugitiva.
"O que é isso?", perguntava-se o rapaz enquanto alcançava o próximo andar pelas escadas. "Estão todos desesperados ou o quê? Ela... Ela só precisa ficar sozinha, é disso que ela precisa. Mas eles sabem tanto quanto eu que atualmente não podemos simplesmente sair vagando por aí como quem não quer nada. Para a sociedade submissa ao governo, somos inimigos de morte", divagava ele, encostado contra a parede do sétimo andar. Não pegara o elevador por ter pressa, e subia as escadas com um desespero incandescente subindo por sua garganta. Ele não se desesperava, mas estava desesperado. Os outros três estavam mais calmos, ou queriam transparecer que estavam. A situação não era crítica, mas era o bastante para deixar Marc Daniel Andreatte II desesperado. Talvez fosse por se tratar dela, mas ele não percebia que poderia estar se importando com ela de verdade. Mal sabia ele que ela estava beirando o limite de seu desespero, e voltou a subir.
Fábia Cedreiro era uma garota complicada. Era assim que ela se descrevia, era assim que ela se aceitava. Mas ouvir outros falando que ela era obcecada fora demais para ela. Não havia cogitado ouvir isso de alguém até aquele dia, e o choque fora grande demais para seu ego aguentar. Ela estava questionando si mesma mais do que normalmente fazia, e todas as outras coisas acontecendo em sua vida ao mesmo tempo fizeram ela se sentir vazia e não conseguir encontrar sentido em nada. Não via sentido em seus sentimentos, não via sentido nas palavras de seus amigos, não via sentido em suas reações, não via sentido no movimento da nuvens que ela observava tentando achar as respostas que nunca teve. O barulho da porta de metal no telhado escancarando-se e os passos cansados do rapaz alto de cabelos negros vindo até ela não chamaram sua atenção. Ele andou até a pequena construção que abrigava a caixa d'água do prédio e agachou-se ao lado dela, sentada com as pernas cruzadas no chão de concreto. Ela virou-se e fitou os olhos dele, profundamente azuis como o céu. Ele não estava ofegante, mesmo depois de subir cinco andares de escada.
- V... - começou ele.
- Por que o céu é azul? - perguntou ela, ainda olhando fundo nos olhos dele, sem piscar uma vez sequer.
- P...
- Não responda - interviu ela, repentinamente olhando para frente. Ele respirou fundo e brevemente, e encostou na parede ao lado dela. Ele não tinha o que dizer a ela. Ele só tinha que deixar ela repensar as coisas e organizar tudo, não importa o quanto ela demorasse.
- Estão correndo atrás de você feito baratas tontas - ele não pôde deixar de dizer.
- Você veio até aqui por que é uma barata tonta que não sabia para onde ir sem a barata-tonta-chefe-de-todos?
- Você não é uma barata-tonta-chefe-de-todos.
- Claro que sou.
- É, você é sim.
- Sou?
Ele abriu um vago sorriso por ouvir uma pergunta dela questionando si mesma.
- É, é a chefe e cobra-se por isso a cada segundo que passa. Mas não é uma barata tonta.
- Bem que poderia né, baratas sobrevivem à ataques nucleares, é o que dizem.
Ele surpreendeu-se por ouvir uma piada infame vindo dela tão cedo. Talvez ele tivesse calculado errado o tempo que ela levaria para curar-se e entender-se.
- Marc? - perguntou ela, sem emoção na voz.
- Diga.
- Pelo menos até o sol se pôr... Promete que vai ficar aqui? - perguntou ela, deixando sua cabeça cair sobre o ombro dele e agarrando seu pulso com a mão esquerda. Ele virou-se para ela, mas ela não estava olhando para ele. Ele nunca fora bom em consolar as pessoas, mas ela não queria ser consolada. Ele também não gostava de fazer promessas, mas não podia deixar de dar à ela a garantia que não a abandonaria. Ele sabia, em algum lugar de seu subconsciente, que devia levá-la de volta e avisar os outros, mas o restante de sua mente não o deixava acessar essa vontade de seu subconsciente. Não podia ficar em silêncio, queria dar uma resposta afirmativa, sem muita excitação, sem clichês. Uma resposta que afagaria o ego da garota que não sabia mais se deveria importar-se com seu ego.
- Prometo - disse ele, sentindo como se tirasse o peso de seu desespero de cima de seus ombros. - Até o sol se pôr... E nascer de novo.
-to be continued-

-porque eu achei muito kawaii :3-
"Só entendi o valor do silêncio no dia que resolvi calar para não magoar alguém." - Anônimo
stay fancy:*
ouvindo ♪ "hearts need a mind, like a clock needs the time" - The Rocket Summer

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

- Você é obcecada, mulher!

- Obcecada, eu? - perguntou ela, indignada com o que ela classificou como petulância dele.
- É, e muito, se me permite analisar.
- Obcecada coisa nenhuma! Pelo que é que eu tenho obsessão?
Ele ficou em silêncio, em sinal de que não queria ou não sabia realmente explicar o porquê da obssessão dela. Ele sentia profundamente em seu íntimo que havia algo a ser explicado, mas ele não conseguia encontrar as palavras certas.
- Você sabe que ele está certo - disse Rob, sem cautela nenhuma, para surpresa de Uli e Otto. Rob nunca confrontava Fábia, não importava o que ela dissesse, ele não se deixava abater pelos argumentos geralmente bem-fundamentados dela, mas não retrucava de forma alguma. - Você tem uma obsessão. Uma obsessão por não querer ter obsessões.
Uli não pôde deixar de pensar "como sempre, ele não diz coisa com coisa", mas havia algo coerente por trás do pensamento de Rob. Talvez fosse essa coerência que Marc não havia conseguido expressar quando chamou Fábia de obcecada.
- Não foi bem isso que eu quiz dizer, mas tudo bem - disse Marc.
- Como assim tudo bem? - alterou-se Fábia. - Quer dizer que um acha que tenho uma obsessão e o outro já encontrou mais uma? Que tipo de pessoa vocês pensam que eu sou?
- Uma obcecada - observou Otto, sob um olhar frio de Uli.
- Ele encontrou uma obsessão em você, mas você luta com todas as armas que possui para deixar claro que não tem nenhuma. Você se preocupa com conservar um equilíbrio entre as questões da sua vida e se desespera internamente quando algo dá errado.
- Por "dar errado" ele quer dizer quando algo pequeno acaba te aborrecendo sem razão. Você acaba odiando esse pequeno aborrecimento e a sua obsessão por controlar o equilíbrio das coisas, como Rob disse, faz você odiar o fato que odeia se importar com o fato pequeno, porque você acha que não deveria odiar nada, entende?
- Desde quando vocês dois se inscreveram num curso de psicanálise? - perguntou Uli, que já não aguentava mais segurar suas piadinhas infames. Fábia estava com o olhar parado, como se procurasse algo apra observar, e Uli não gostava muito de ver sua amiga daquele jeito. Fábia naturalmente sabia se virar ou simplesmente disfarçar quando Marc atirava verdades sobre ela e fazia seus pensamentos leves como as nuvens despencarem, mas a participação de Rob na discussão fazia com que a realidade caísse como uma bigorna em sua cabeça e a forçasse a voltar ao chão. Fábia era a que eles mais podiam analisar sem que ela deixasse transparecer que estava doendo em seu íntimo ouvir as palavras deles. Ela havia aprendido com o tempo que muitas coisas que as pessoas dizem não são verdade, mas as que eram perfuravam seu senso de crítica sobre si mesma de forma que ela demorava um tempo para discernir o que ela era ou o que ela deixava de ser.
- É, vocês têm razão - disse ela, virando-se em direção à porta e deixando os outros quatro na sala, alguns segundos antes do filme que estavam assistindo voltar do intervalo.

-to be continued-

Continua num eletrizante próximo post, aguardem!
"Matem todos os homens entre aquele careca e aquele além." - Caio Júlio César Augusto Germanicus (Calígula)
beijopodemmeligarhoje:*
ouvindo ♪ "remember how you made me crazy, remember how I made you scream" - The Ataris
PS:. A-ha! Sem músicas de Bleach hoje. No post que vem elas voltam, provavelmente, então não se iludam galera.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Um meme e uma aula de química.

Como disse no post anterior, vou postar um meme.
Meme interessante encontrado no blog da Neyara onde eu encontro de tudo! (levemente modificado):
Digite sua resposta para cada pergunta na pesquisa de imagens do Google. Escolha uma das imagens da primeira página de resultados para postar no seu blog.

1- Seu nome:
2- Idade que completará no próximo aniversário:

15 anos ;]3- Um defeito:

Teimosia4- Nome de um animal de estimação que já morreu:

Muréri. De acordo com meu pai, o nome era esse.5- Seu primeiro amor:

Foi um platônico.6- Nome dos melhores amigos:
[o Google não encontrou imagens para os nomes Jehmysson e Lislie]

7- O que você estuda:
Colégio Técnico (Ensino Médio Profissionalizante)
8- Cidade onde você nasceu:
Também não irei me localizar no mapa, obrigada.
9- Lugar favorito:
A janela do meu quarto.
10- Lugar para onde você gostaria de viajar:
Tóquio
11- Objeto favorito:
Lapiseira e caderno
12- Cor favorita:
Branco e preto. Nem uma mais que a outra.
13- Animais favoritos:Cachorros! Mas também filhotes de foca, gatos e leões.
14- Comida e bebida favoritas:
Água e torradas com manteiga.15- Cheiro e som favoritos:
Música e livros novos.
Perdoem o tamanho do post oks ;]

Uma aula de química memorável
- Professor, existe a substância H2O9? - pergunta o Taylon, vice-representante de turma, minha dupla dinâmica, com seu projeto de cavar um túnel até Beijing antes do fim das olímpiadas, sentado à minha frente.
- Não - responde o professor de química Edson, mais conhecido como Barney. - Existe H2O2, H2O24...
- H2O24? - o povo se pergunta, com um burburinho silencioso.
- É, H2O, é água, e o 24 é o quê? - pergunta o professor, escrevendo no quadro branco.
- Viado - respondeu o Taylon.
- E viado é o quê? - perguntou o Barney.
- É você! - foi a resposta.
- Aiiii! - professor Barney faz a maior encenaçãozinha. - Então... Viado é fresco, água fresca!

AUEHUEHAUE. Fatos verídicos.
Porque eu achei engraçado.
Sem frases de gente famosa (ou não) hoje ok.
Vou dormir porque meus olhos estão pesando demais para ficarem abertos.
beijofuidormir:*
ouvindo ♪ "ienai itami kanashimi de kizu tsuita kimi yo, kesenai kako mo seoi atte ikou ikiru koto wo nage dasanai de" - UVERworld
ouvindo também ♪ "itsu mo arigatou, hontou arigatou; Tatoe doko ni ita tte kimi no sonzai kansha shiteru yo" - Home Made Kazoku
obs:. 2º opening e 2º ending de Bleach, respectivamente.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Desânimo.

Profundo. É uma coisa quase crônica. Talvez eu seja fria, sem coração, sem piedade, uma cretina, uma condenada. Talvez eu esteja me iludindo, ou iludindo outros, me perdendo numa ilusão que eu talvez queria que fosse verdade. Talvez eu esteja exagerando, me entregando ao egocentrismo egocêntrico do meu ego, e esquecendo que há uma caminho à frente. Talvez eu esteja não só ignorando o caminho, como voltando atrás, ou querendo voltar atrás. Talvez eu relute, talvez eu esteja pouco me importando com o voltar atrás e com o passado, ao qual eu me agarro feito uma criança e seu cobertor numa noite escura de tempestade. Talvez eu queira mudar, inovar, fazer diferente. Talvez eu calcule que errei demais, talvez eu tenha realmente errado demais. Talvez eu odeie errar tanto quanto eu odeio odiar os erros. Talvez eu nem odeie nada. Talvez eu esteja mais confusa que cego em tiroteio, mais indecisa do que nunca estive na vida, indecisa sem nenhuma decisão a fazer! Talvez eu esteja me confundindo cada vez mais por tentar explicar o porque de qualquer confusão que venha me acometer nesses próximos instantes e dias. Talvez eu queira renunciar a todas essas possibilidades e partir para outra, mais outra qual? Talvez eu não entenda mais nada, não saiba de mais nada, queira começar de novo, sem saber se posso. Talvez eu nem esteja duvidando tanto assim, talvez a confusão tenha me absorvido e colocado numa situação irremediável. Talvez tudo esteja bem e eu simplesmente ache que não.

E tudo isso de saber ou não saber, me desanima.
Eu não consigo encontrar algo para me agarrar, algo para aliviar essa minha condição que eu mesma posso ter vindo a causar. Não sei o que sentir ou deixar de sentir, o que fazer ou não, o que dizer ou não, o que deixar claro, pelo que me irritar, o que esquecer, pelo que se desesperar ou não se desesperar de forma alguma.
Não sei de mais nada, não sei de mais nada.

Se meu desânimo me impedir de criar um próximo texto, na próxima venho com um meme interessante que encontrei.
Talvez eu volte cedo, ou talvez nem volte.
Mentira, eu vou voltar, disso eu sei e tenho certeza.
Começaram as Olímpiadas :D
Quem curtiu a abertura levanta a mão o/
"O mal não está em ter faltas, senão em não tratar de emendá-las." - Confúcio
beijonãomeliguem:*
ouvindo ♪ "cause I need more time, just to make things right" - Oasis
ouvindo também ♪ "I'll be just fine, pretending I'm not" - The Used

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

- Tudo manipulação do sistema!

- Literalmente - completou Marc.
- Parece coisa que as pessoas falam quando não sabem explicar algo - imaginou Camilla. - Entende, tipo, como é que o fulano jogou na loteria pela primeira vez e ficou milionário e o outro que jogava toda semana nunca ganhou um centavo?
- Manipulação do sistema - respondeu Otto, só para completar o pensamento.
- Ninguém realmente chegou a imaginar como seria se tudo realmente fosse manipulação, né?
As perguntas que Fábia fazia sempre penetravam os outros como flechas pontiagudas lançadas sem piedade. Principalmente porque ela sempre fazia exatamente as perguntas que ninguém queria responder nas determinadas situações. A verdade, é que tudo era uma manipulação, e eles sabiam disso melhor que ninguém. Desde aquele dia em que haviam conseguido penetrar no servidor do governo por puro acaso, mesmo que nenhum deles admitisse o acaso propriamente dito, e depois de terem visto que tudo era monitorado e controlado, que tudo era obra governamental, e que tudo que acontecia ao redor deles era premeditado, eles não conseguiam pensar nas coisas da vida sem lembrar que tudo era uma enorme manipulação, quase uma conspiração. O fato de saber disso machucava o ego deles, machucava tanto que eles não sabiam exatamente o que tinham que fazer além de tentar impedir toda aquela situação com as próprias mãos. Sabiam bem que eram somente um bando de cinco adolescentes revoltados, mas também sabiam que era aquele bando de adolescentes que iam fazer toda aquele sistema cair por terra.
- Pensar que se a gente conseguir impedir eles, ninguém saberá quem somos nós ou o que fizemos, pois se contarmos, a CIA, o FBI e o diabo a quatro vão ficar no nosso pé - disse Otto.
- Não, eles não vão ficar no nosso pé - comentou Marc. - Eles vão apostar por quem arranca nossas cabeças fora antes.
- Não consigo mais digitar - disse Rob, repentinamente, virando-se de costas para o computador onde estava digitando código sobre código já faziam duas horas e meia, com os punhos cerrados e uns três cortes em cada dedo indicador.
- Deixa que eu faço - disse Fábia, colocando-se na frente do teclado que Rob abandonara.
- Ninguém aqui digita mais rápido que Rob - comentou Otto, falhando em sua tentativa de alfinetar Fábia.
- Mas ninguém aqui consegue ler, decodificar e codificar mais rápido que Fábia, então não importa quão rápido Rob digite se ele demorar três vezes o que ela demora para transformar isso naquilo, entende - discordou Camilla, com uma chama de superioridade queimando no fundo de seu ser.
- Voltando ao assunto, eu não entendo como conseguem controlar tanta gente por tanto tempo.
- Eles tem a tecnologia ao lado deles, assim como nós, e são espertos o bastante para fazer todo mundo acreditar que não havia nada - disse Rob, enrolando band-aids nos dedos. - Eles são o governo, eles podem tudo!
- Não - disse Marc, naquele tom de discórdia aristocrata típico dele. - Nós invadimos o servidor do governo. Eles não podem nada contra a gente. Acho que, nós podemos tudo.
criei um Marc egoísta, viva eu.
não, é só em algumas situações que ele é assim ok.
AUEHUAEHAU.
Minha incógnita J foi desvendada e destruída.
Mas eu não conto minha verdadeira identidade (leia-se: nome). Não conto.
Vão descobrir de qualquer jeito mesmo, então que assim seja.

"Que sorte para os ditadores que os homens não pensem." - Adolf Hitler (heil! \o/)
beijopovo:*
ouvindo ♪ "quantas vezes eu fugi, distraindo os meus sentidos" - CPM 22

PS:. o blog ooh-mygod nem sua autora são adeptos e/ou concordam com as ideologias de Adolf Hitler. Não custa nada deixar isso claro x)