So navigate me, through your body ♪
"Eu jamais quis que as coisas terminassem do jeito que terminaram" era o que estava escrito no bilhete que Fabrício encontrara colado à porta da geladeira antes de sair para o colégio. Ele apertava o bilhete com força enquanto saía do pátio do colégio, onde passara a tarde em detenção, indo em direção à rua. Na calçada, Cátia balançava-sa para a frente e para trás levemente, esperando pelo rapaz.
- Fa, você está bem? - perguntou ela.
- Na verdade não - disse ele, fitando os olhos dela.
- Posso ajudar?
- Na verdade sim - ele sorriu e ela o abraçou com força. Na próxima esquina, outro rapaz e outra moça esperavam pelos dois. O sino da catedral bateu às seis horas, e o sol se colocava por trás das montanhas quando os quatro atravessaram a rua em frente do colégio, aproximando-se da catedral.
- O que foi que você fez hoje? - perguntou o rapaz.
- Dormi na aula, e quando me acordaram eu devo ter respondido a professora e fui parar na detenção.
- Você não tem jeito mesmo.
Fabrício não se deu ao luxo de replicar. Ninguém sabia o que se passava com ele melhor do que ele mesmo, então ele não devia explicações à ninguém. A sensação que apertava seu peito era de que as pessoas já não precisavam mais dele, e ao menos ele sabia que Cátia tinha alguma noção sobre como era se sentir assim. Quando ele estava ao lado dela, ele sabia que precisava dela, e que ela sempre precisaria dele, e isso não o permitia deixar que a solidão devastasse sua existência. Eles já haviam passado pela catedral quando ouviram um som de vidro quebrando, seguido de um grito abafado. Cátia parou e olhou para trás, fitando a porta da catedral. Os dois rapazes continuaram andando, falando sobre um novo jogo que chegara à cidade.
- C, o que foi? - quis saber a outra garota que a acompanhava.
- Você ouviu esse grito, não ouviu, Lee?
Fabrício e o outro agora vinham ao encontro das duas garotas, que estavam voltando em direção à catedral para ver se encontravam alguma coisa. Cátia olhou cautelosamente para a porta, e esta abriu-se lenta e subitamente, deixando uma pequena brecha. Um som do que pareciam ser vozes vinha do interior da catedral.
- Vocês não acham melhor ir ver o que é? - perguntou Lee.
- Com certeza Maria Helena, vamos logo entrar na catedral que já deveria estar fechada para ver o que é, talvez seja um padre psicopata fazendo cortes em si mesmo - zombou o outro rapaz. Cátia e Fabrício já subiam as escadas da catedral quando ele virou-se rindo para que os outros o acompanhassem na piada. - Hei, esperem aí!
Maria Helena e o outro rapaz seguiram os dois, e os quatro entraram na catedral. Os olhos de Cátia caíram sobre o chão mal iluminado, e ela logo saiu andando rápido pelo corredor central. Fabrício tentou segurá-la, mas o que viu o impediu de movimentar-se. O chão da catedral estava tingido de vermelho, logo na metade do corredor, corpos se contorciam e gemiam em meio ao sangue, alguns sentados nos bancos pareciam não conter a dor e arranhavam-se, debatiam-se. Maria Helena encolheu-se atrás do rapaz que zombara da ideia de entrar na catedral, e Fabrício andava a passos lentos enquanto tentava compreender a cena. Cátia saíra correndo quando avistou uma criança em meio aos corpos, cujas roupas estavam limpas, e cujo corpo não possuía machucados.
Fabrício alcançou Cátia e a segurou pelo braço. A garota não falava nem piscava, apenas observava a cena, horrorizada. Ela agarrou-se ao braço de Fabrício com força, e o rapaz a puxou para perto. Os corpos ainda gemiam, levantavam os braços para o alto, clamavam por alguma atenção ou salvação. Uma figura de vestes escuras surgiu próximo ao altar. Fabrício abriu a boca para tentar gritar, mas nenhum som saiu. Ele não sabia se era pelo horror que sentia ou apenas por não ter toda a boa intenção de ajudar as pessoas que ali agonizavam. A parte de sua consciência que estava descontente com a vida parecia lhe dizer "não faça nada, eles devem merecer", enquanto a parte que ainda restava de seu bom-senso, a mesma parte que o fez segurar Cátia o aconselhava a ajudar.
- Jesus... - balbuciou Maria Helena.
- Mas o que é isso, por Deus... - murmurou o rapaz ao seu lado, encostando-se contra a porta. A catedral começava a ficar mais silenciosa, ao passo que os corpos pareciam ir perdendo suas forças. O vulto de vestes negras percebeu a presença dos quatro jovens, e parou em frente ao altar.
- Na realidade, Jesus e Deus nada tem a ver com isso - afirmou o padre.
Continua num eletrizante próximo post.
O problema é que a inspiração simplesmente não vem, e o tempo acaba sendo usado em outras coisas, então me desculpem, enquanto eu tento desculpar a mim mesma.
Marketing!
Como vocês bem sabem, se acompanham o blog a tempo, eu sou moderadora de um fórum sobre animes/tecnologia/design. Este fórum é o Shounen, e agora eu venho pedir a ajuda de vocês para que o site do Shounen possa crescer cada vez mais e ganhar espaço na net. Para isso, tudo o que vocês tem de fazer é clicar no banner abaixo e confirmar seu voto para o Shounen como um dos Melhores da Net ;D
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Frase famosa!
"Se você não controla sua mente, alguém o fará" - Anônimo
Trilha sonora! (uma música que melhorou meu dia)
"Mas eu juro eu nunca deixarei você aqui
Porque nós merecemos uma segunda chance
Eu prometo que não vou olhar para trás
Eu vou te amar até o fim disso
Eu vou levar o teu medo embora"
- The Best of You and Me (Number One Gun)
Essa semana eu decidi usar uma blusa que jamais havia usado para ir à aula de curso técnico à tarde. A blusa é preta, com zíper e pregas ao redor dele, parece até um corpete, e por este mesmo motivo eu não costumava usá-la.
Estava eu, alegre e indiferente à tal da blusa, quando minhas amigas me dizem "Ah, e a Jú que fica vindo com essas roupas sexy para o colégio".
Minha reação foi a mesma que você leitor(a) pode ou não pode estar tendo agora mesmo: "HÃ?". Aí foi uma sequência de perguntas. "Mas esse zíper abre mesmo?", "Não tem nada por baixo?". Hoje me disseram que eu tinha tantas roupas legais. Eu, que pensava não possuir tanta variedade de roupas assim, fiquei um tanto quanto surpresa.
Ah, e eu ri da cena.







6 comentários:
Uoooou! A D O R E I! *-*
Quero mais :D
Já disse, essa é a minha trama preferida \o/
Beijo Júlia =*
Boa hein... suas descrições estão muito boas...
me senti jogando resident evil 2 denovo... que nao jogo a muito tempo...rs
serio mesmo ta lindão...continue...
Obrigado pela visita la na minha humilde pagina...e no circo sem lona, o palhaço chora, pois nao tem espetaculo...e o picadeiro fica vazio.
mulheer!! o que foi isso! simplesmente aterrorizantemente fascinante! Acho que é o melhor de todos! COntineu!
bjoos
PS: não precisa agradecer, pra mim é um prazer visitar seu blog!
Nossa fico até mal comentar depois das pessoas elogiarem tanto
Nem gostei dos nomes não...
Mas gostei bastante desse trecho
E sobre o resto do post não sou a pessoa recomendada a fazer algum comentário
“Cátia saíra correndo quando avistou uma criança em meio aos corpos, cujas roupas estavam limpas, e cujo corpo não possuía machucados”
É, eu também sairia! Não tem jeito, o que deixa os contos de gênero suspense ou terror mais alucinantes são as crianças. Estou até começando a ficar com medo de estar na presença delas... KK. Esses dias eu sonhei que tinha adotado um bebê e ele tava possuído pelo demônio, foi horrível. Quando vi esse trecho, tenho que confessar, fiquei arrepiada! Fico criando suposições de quem pode ser essa criança... Parabéns pelo trecho, está muito bom!
xx Seu voto no site Portal Comunidade Shounen foi adicionado com sucesso!
Li só o "Virada Olímpica" mas,logo nas primeiras linhas,vê-se que vc tem um talento nato.Vc tem futuro nisso...escreve mto bem.
Parabéns!
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