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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Se você quer que eu espere,

eu esperarei por você.
Se você me disser para ficar,
eu ficarei com toda certeza.
Se você não quiser dizer absolutamente nada,
eu estou feliz só imaginando.






Wondering - Good Charlotte
 
Essa música foi uma das primeiras a tocar no blog.
A letra é incrivelmente simples, de forma que eu a sei de cor até hoje. Simples, mas diz tudo que eu precisava ouvir na primeira vez que a ouvi. Até hoje, quando a ouço, alguma coisa nela parece encaixar. Por isso eu resolvi postá-la aqui hoje. A simplicidade das coisas me parece mais... Ah... "Percebível", ultimamente. Dias atrás, eu estava me mordendo por questões fúteis. Agora, eu consigo admitir que eram questões fúteis sem me morder. HAHA. E aí, uma felicidade inexplicável me acomete. E eu não estou nem aí para o motivo dela. Drummond já dizia, "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". E ah, como Drummond estava certo. Meses atrás eu escrevi aqui sobre como parei de procurar pela felicidade, como percebi que não é algo que se procure, é algo que simplesmente se sente, simplesmente se é, algo que não precisa ter motivo, e é melhor que não tenha. É melhor que seja inexplicável, que seja impossível, que seja improvável.
Quando é dito que algo é inexplicável, impossível, improvável, atribui-se ao "algo" uma soberania, por assim dizer. Uma grandeza. E aí, aceita-se o inexplicável, impossível, improvável como algo maior que você, algo que lhe conforta, talvez.
Porém, a reação pode muito bem ser outra. O que é impossível e/ou improvável gera a curiosidade, a vontade de se descobrir, de por à prova a aclamada impossibilidade e/ou improbabilidade. Esse "querer descobrir" amplia o seu senso de realidade. Faz com que você acredite no que há além, queira saber o que há além. Ampliando-se a realidade, há mais coisas para imaginar, para sonhar, para desejar. E aí você também quer explicar o inexplicável.
Não é preciso desistir de algo quando reconhece-se a inexplicabilidade, impossibilidade e improbabilidade deste "algo". Não precisa-se crer que tais três condições existam, afinal de contas. Afinal, se nada for inexplicável, impossível e improvável, tudo está ao nosso alcance.
O mundo é nosso.
A vida é nossa.
A felicidade é nossa.
Tudo passa a parecer simples. Simples como as gotas de chuva, como um beijo apaixonado, como palavras lidas numa tela de computador. Simples e adorável. Simples e acreditável, imaginável, alcançável. Simples e... Feliz.



Não sei se esse meu texto fez algum sentido, espero que tenha feito, porém.
A questão é que estou feliz e quero que todo mundo seja feliz também.
Que frase infantil, oh.

Opa, cheiro de grama molhada. CHUVA *-*

4 comentários:

William disse...

Algumas questões de ordem filosófica, as vezes, demoram a ser percebidas por nós. Porém, quando chega a hora o resultado não é diferente, dados os efeitos que expirementamos... e a sua causa reside tão somente na votade de enxergar além.
Gostei muito do texto! Sempre tenho por base de julgamento apenas meus sentidos. Se me toca logo aprecio!
Parabéns! William

júlia. disse...

Você me contagiu *-*
Felicidade é a alma do negócio.

-berserk disse...

quase me convenceu da felicidade!!!

Mah disse...

vc tb me contagiou... andarei cantarolando pela rua (de verdade hahah)
"Simples e... Feliz!"
Amo Drummond, Amo CHuva...
bjos