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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oiê.

Desculpem a demora, aconteceu TANTA coisa. :D
Finalmente aquele projeto de scans deu certo, confiram!




Vamos ao texto que é isso que importa. Escrevi esse na última tarde de aula :B

De onde foi que você veio?

Ouvi alguém me chamando. Era a mãe, queria se despedir antes de sair para resolver algumas coisas no escritório à noite. Ela não gosta de trazer trabalho para casa, parece que assim ela está sendo uma mãe ruim, e ela não quer pensar assim. Gritei que logo ia até a sala, esperei que meu coração parasse de bater rápido do jeito que estava, para que ela não pensasse que eu estava taquicárdica. Ela saiu sem muitas delongas, e eu fiquei sozinha. Arranjei algo para tomar e fui ligar o computador no quarto, a janela ainda aberta, a chuva quase parando. Enquanto o computador ligava, entreti-me em prender o cabelo todo desarrumado pela chuva. E de novo eu começava a indagar qual seria a causa daquela sensação estranha que me acometia. De repente, eu me sentia tão... Completa. Como se tudo no mundo se encaixasse, como se tudo ganhasse sua coerência de volta, e era estranho ficar contemplando tal sensação. Minutos antes estava eu andando na chuva e me sentindo como um caderno abandonado, sem nada em suas linhas. E aí, tão surpreendentemente quanto um piano caindo de um prédio na calçada bem na minha frente, que era como eu havia me sentido momentos antes, eu...

"E de onde foi que você veio?"

"Quê?", eu perguntei. Não em voz alta, evitava falar em voz alta quando estava sozinha em casa. Porque se o fizesse, continuaria a fazê-lo mesmo quando houvesse mais alguém em casa, e aí eu me sentiria uma louca por estar falando sozinha, por mais que não seja loucura... Mas não é isso que vem ao caso. O que vem ao caso era o que eu havia acabado de ouvir. Até esqueci da janela aberta, de que o som poderia vir de lá, já que minha mente não se ocupou em imaginar que poderia ser um bêbado gritando na rua...

"Demorei a chegar aqui"

De novo. A estranha sensação de completude foi substituída por uma curiosidade talvez até mais estranha num piscar de olhos. Não poderia ser um bêbado gritando na rua. Era claro demais para vir da rua, baixo demais para um grito, e soava gentil demais para um bêbado. O computador já estava ligado, iniciando um programa de mensagens instantâneas. Nem percebi. Fui até a janela, com certa cautela. Silêncio. "Vamos, diga algo, seja lá quem for você", pensei. "Ótimo, agora estou conversando telepaticamente com alguém que não sei quem é, e que talvez seja fruto da minha imaginação", disse à mim mesma. Driblando a opção de que realmente fosse apenas minhas imaginação, cheguei à janela. Só então percebi um fato interessante. O garoto da porta ao lado também era o garoto da janela ao lado, diretamente ao lado do meu singelo quarto. Estiquei o olhar à janela dele, tentando me esconder atrás das persianas. A cama dele ficava ao lado da janela, igual a minha. Ele estava sentado com um caderno no colo, olhando pela janela, com uma expressão de quem não tem exatamente para onde olhar, igual eu, quando deixava o computador de lado e ia escrever redações para o colégio, olhando pela janela, sentada na cama. Ele era um escritor, então. Poeta, talvez? Não pude tirar nenhuma conclusão, fiquei ali, só olhando, sem um ponto fixo para olhar, como ele estava segundos, ou minutos, antes. Meu único erro foi esquecer das persianas.
- Oi, você - disse ele, surgindo sorrateiramente no canto da janela, mais perto da minha, me acordando do meu transe, me mostrando que a minha enevoada imaginação não era nada comparada à realidade.

Num momento menos eufórico eu venho e falo mais, e mais, e mais.
AH, um mês de namoro com o fofo do Felipe Leroy hoje (L) 
Porque ele foi o melhor que me aconteceu.
Porque ele me faz sorrir da forma mais verdadeira possível.
Porque tudo que eu queria era poder abraçar ele agora e dizer o quanto ele significa para mim.
Porque ele mudou meu mundo.
Porque ele agora é tudo para mim.
Porque eu quero passar todos os meses da minha vida ao lado dele. 
Porque ele é o melhor namorado do mundo. :D 

Beijos, galerinha :*

2 comentários:

Leroy disse...

Amor, eu te amo muito.
Mais do que tudo nessa vida.

Tenho muito orgulho de ser seu namorado. Sério.

Beijos, e obrigado.
Amo você.

Mah disse...

hey... namorando?? perdi muita coisa aqui... mas PARABÈNS!!! [me atualizarei agora hahah)
e adorei o texto (como sempre)
bjos