rss
email





twitter
facebook


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

- Eu não acredito em você.

- Mas eu não sou um mentiroso.
- É sim.
- No que você se baseia?
"Ah, eu te conheço, seu safado" pensou ela. Ela abriu a boca para falar, mas não encontrou o que dizer. Na realidade, ela baseava sua descrença nele só por querer desconfiar dele. Ela ainda não entendia como ele poderia ser quem ele era. Por tantos anos ela estudou com ele, mas ele ainda parecia ser tão estranho quanto um aluno novo.
- Tudo bem se você não acreditar em mim - ele quebrou o silêncio. - Afinal, eu não te contei tudo que tenho para contar sobre mim.
- Hum, só imagino que tipo de coisa você pode estar escondendo - ela disse, rindo. Ele sustentava uma expressão ilegível, mas sorriu levemente ao fim da frase dela. A lanchonete estava esvaziando, e sobraram apenas os clientes que deixam o dinheiro nas mesas sem se importar com o troco, portanto Mona não tinha ninguém para atender. Ele girou no banquinho de metal e virou-se para olhar a rua enquanto ela ia até a caixa registradora para guardar algumas notas que uma das garçonetes havia deixado no balcão.
- Sabe do quê? Eu não acredito é nesse mundo - disse ele.
Mona parou de mover-se com a mão no ar em direção à um montinho de moedas. "No mundo? E ele ainda me disse que era um cara normal. Mais uma mentira para a lista". Ela soltou as moedas de qualquer jeito dentro da gaveta da registradora e virou-se para ele.
- O que tem o mundo?
- Está perdido - respondeu ele, tirando os olhos da rua para olhar o interior da lanchonete, sem ter um alvo específico. Ela ficou muda. - Pense comigo. Guerras, corrupções, doenças, drogas, mortes. Em contrapartida temos a ecologia, a ciência em evolução, as filosofias que visam mudar a forma que vemos as coisas. O mundo está fora de equilíbrio.
- Todos os dias ocorrem absurdos - ele continuou, sob o olhar atônito dela. - Pessoas são assassinadas, sequestradas, maltratadas sem misericórdia. E o pior de tudo é que certas situações já são encaradas como parte da normalidade par algumas pessoas. É em tudo isso que eu não quero acreditar. Se o mundo for tudo de bom como as pessoas o pintam, então eu espero que eu possa aprender a ver o mundo assim, porque para mim tudo já se perdeu num verdadeiro caos.
Ele virou-se para ela, ainda com aquela expressão ilegível. Mona engoliu em seco.
- Quanto pessimismo - comentou ela, com a voz fraca.
- Eu sei. Eu naturalmente sou otimista, mas não sei se isso funciona mais - argumentou ele. - Não me veja como uma pessoa depressiva que odeia tudo e todos, eu só não sei mais no que acreditar.
Mona então descobriu o que a intrigava tanto sobre Greg. Ele era normal, acima de tudo. Era um garoto como qualquer outro, que jogava futebol e conversava sobre garotas. Um mentiroso de primeira, sabia atuar como ninguém para ocultar as coisas, fosse diante de um inimigo ou de um superior. Além disso, e era aí que estava o problema, ela não sabia diferenciar a sinceridade da mentira na voz dele. Enquanto ela ouvia o que ele pensava sobre o mundo, encontrou mais semelhanças com o seu modo de raciocínio do que esperava encontrar, e isso a deixava desconfortável.
- Quer dizer que você não acredita em mais nada? - perguntou ela, sentindo-se em súplica. - Que o mundo desvirtuou-se completamente e que não há nada a fazer?
- Há o que fazer - respondeu ele, fitando os olhos dela. - E eu não disse que não acredito em absolutamente nada.
- No que você acredita, então? - "Me convença" pensava ela. Ele sorriu e levantou-se do banquinho, andando do lado de fora do balcão até parar na frente dela.
- Eu acredito em você.
_
aeaeae terminei :D
Caaaara, nunca foi TÃO difícil escrever um texto, não me perguntem porquê.
Eu já havia começado a pensar que não ia conseguir descrever os pensamentos de Greg, mas deu certo!
Texto inspirado pela mais nova ending de Bleach (Sky Chord).
Não postei antes porque estava me aventurando em fóruns e irc 'HAHAH;
_
Frase: "Sonhos nunca morrem, os sonhadores é que deixam de sonhar."
_
beeeijo até mais ver :*
ouvindo "I swear I'm wrong, swear I knew it all along" - Dashboard Confessional

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Caos.

- Eu preciso gritar.
- Mas então grite.
- Com você aqui? Eu grito alto, estou avisando.
- Eu tapo os ouvidos - ele sorriu, olhando as nuvens. - Sabe do que mais, eu nunca imaginei você gritando.
Ela fitou a expressão dele e o grito não quis sair. Ela desviou os olhos para o fim do campo, pensando que tipo de efeito analgésico uma pessoa podia criar em outra apenas com um sorriso.
- O que te faz querer gritar? - perguntou ele, sem tirar os olhos das nuvens.
- Você sabe, o mundo.
- Mas você não vê o mundo como eu vejo.
- Se eu visse o mundo como você vê eu já teria ido deste para um mundo além. - argumentou ela, ainda observando a última linha do campo.
Ele virou-se para ela num movimento repentino.
- Eu não sou suicida, se é isso que você quer dizer.
- É sim.
- Não sou, não - ela surpreendeu-se com a velocidade das respostas dele, porque ela sempre era quem respondia rápido, e quando resolveu olhar para ele, não havia sorriso nenhum em seu rosto.
- Tá bom, desculpe então - disse ela, sem muita emoção na voz, desviando o olhar para a trave do lado oposto do campo. - No meu caso, o mundo cansa. Para você, acho que o mundo te frustra, essa é a diferença. Eu cansei das coisas, das pessoas, algumas delas, você entende. O jeito que as pessoas vêem as coisas me cansa. É tudo um verdadeiro caos, um caos diferente para cada maneira de se observar.
- É isso que eu gosto em você.
- Hein? - ela pensou que seu subconsciente entraria em curto ao ter que processar a afirmação dele e encará-lo logo em seguida. Ele ainda não sorria, mas fitava-a com aquele ar de "segundas intenções" que ela já conhecia.
- Você analisa as coisas, o mundo, as pessoas, e sobretudo o caos sem deixar que ele interfira em você. Eu não sei fazer isso.
Ela ficou olhando para ele sem saber o que dizer. "Ele... Foi sincero" pensava ela. "Ele nunca fala de si mesmo. Mas que coisa, o que diabos tem de errado com ele? Será que ele quer dizer que a gente se completa? Não, não! Não pense nas coisas desse jeito, parece uma garotinha apaixonada". Ele ainda sustentava o mesmo olhar enquanto ela tentava entender o que ele havia dito, com imagens e frases passando pela mente dela como um filme, afinal, ela nunca havia cogitado sobre como lidar o caos. Era simplesmente algo que existia, algo que ela não podia negar, mas não precisava sofrer por isso. "Espera, é isso aí" foi a frase que se destacou em sua mente.
- Errado - disse ela, finalmente. A expressão dele tornou-se algo que beirava a confusão. - Não é isso.
- Por quê?
- Se eu disse que eu quero gritar é porque eu deixei o caos me influenciar, então eu também "não sei fazer isso".
Ela sorriu de orelha a orelha como se tivesse acabado de discursar sobre algo extraordinário. O queixo dele caiu, como se estivesse indignado. Ele suspirou e começou a rir alto enquanto ela adquiria uma expressão de quem espera explicações. Ainda rindo, ele passou o braço pelos ombros dela.
- Não é porque se sente assim desta vez que nunca mais conseguirá "se manter longe" do caos. Então, já que o caos está te influenciando, eu te ensino como eu faço para lidar com isso já que eu não sei "ignorá-lo" feito você, e você me ensina a como "me manter longe" para que eu nunca tenha de gritar perto de você, que tal?
- Você é um manipulador, sabia? - comentou ela, fitando os olhos alegres dele. - Acho que pessoas normais nunca entenderiam o jeito que você vê as coisas.
- E você ainda insiste. Se eu não sou normal aos outros, você também não é. - ele encostou os lábios no rosto dela de leve, enquanto o sol desaparecia atrás de uma nuvem.

Haaaa *-*
É o texto mais espontâneo que crio em dias. Afinal, eu ainda me sinto como se tivesse MUITA coisa para fazer e a pilha de coisas nunca diminui ¬¬

Para não parecer que só o texto anterior tem trilha sonora, enquanto eu digitava lembrei de duas músicas HAUEHAUEAHUEH;.

"E é difícil ser o único a saber."
The Right to Write Me Off - Amber Pacific
"Você não liga para o impossível; uma coisa que eu gostaria de aprender"
The Sky Could Fall Tonight - Amber Pacific

Sim, acho que a história é inspirada por Amber Pacific e The Early November HAHAH;.


Aizen - Tousen - Gin ;)
Capitães traidores em Bleach. Simplesmente não resisti aos uniformes deles e à pose do Gin! HAUEHAUEH ^^
Beijo galera fui ver Kuroshitsuji :*
ouvindo ♪ "to say that I miss you, say that I love you" - Amber Pacific

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

- Qual é a dele?

- Quem? - Thiago parecia confuso. Mona olhou de canto para a outra ponta da mesa, sinalizando. - Ah, o Greg? Sei lá.
- Como "sei lá"? Você tem de saber, seu incompetente - disse ela, sorrindo. - Vocês andam juntos. Toda vez que eu olho vocês estão juntos.
- Quer dizer que você anda olhando? - perguntou ele, abrindo um sorriso de malícia. Ela deu uma cotovelevada de leve nas costelas dele, fazendo-o mudar o discurso. - Veja bem, ele é só o Greg. Não há nada de diferente nele. A não ser pelo fato de ele saber usar as palavras melhor que outros.
Mona suspirou e Thiago desviou o olhar para a rua. "Está tarde" pensava ela, olhando para o céu estrelado através do vidro da janela e encostando-se na parede atrás deles.
- Vai embora como? - perguntou ela, virando-se para ele.
- Mandei uma mensagem para o meu primo vir me buscar já que não consegui pegar o carro hoje. - respondeu ele, ainda com o olhar distraído em direção à rua. - E você?
- Perguntei porque preciso de carona.
- Eu levo você.
Mona olhou para a frente num sobressalto ao ouvir a voz. Greg havia trocado de cadeira agora que os outros já haviam ido embora e estava sentado exatamente à frente dela, sorrindo. Ela abriu a boca sem encontrar palavras para dizer qualquer coisa. Thiago soltou uma risadinha breve e levantou-se da mesa quando um carro escuro encostou ao lado da pizzaria.
- É minha deixa, até mais. - disse ele, saindo da pizzaria. Mona virou-se para Victoria, sentada logo ao seu lado.
- Eu combinei com a Lyn para ela me dar uma carona - disse ela, apontando com a cabeça para a amiga numa cadeira mais além antes que Mona perguntasse.
- Não sou um mau motorista, sabe - comentou Greg, olhando distraidamente para a rua como Thiago fizera. - Nunca bati minha moto, pergunte à qualquer um.
- Se você acha que estou calculando minhas chances de morrer se pegar uma carona com você, está enganado - disse Mona, "o problema é só ficar perto demais de você" pensou ela, começando a calcular as chances de arranjar outra carona dentro dos seguintes cinco minutos. "Está ficando mais tarde" lembrou ela. Fernando e Vin conversavam ainda em seus lugares na mesa, perto de onde Greg antes estava sentado.
- Vem - disse ele, levantando-se da cadeira. Mona lançou um olhar à Victoria e Evelyn, que responderam com expressões de encorajamento. Ela deixou seus cálculos de lado e o seguiu para fora da pizzaria.O vento leve levantou o cabelo dela quando eles saíram e andaram até a moto azul-escura de Greg. Ele alcançou o capacete reserva à ela e fez menção de ajudá-la a colocar, mas ela virou a cara antes que ele pudesse fazer qualquer coisa. Ele subiu na moto antes dela, e quando Mona assim o fez, segurou nas curtas barras laterais ao lado de suas pernas. Greg colocou a chave na ignição e ficou esperando.
- Eu não vou a lugar nenhum se você ficar aí parada feito uma estátua - ele estendeu o braço esquerdo para segurar a mão dela e a puxar para perto do corpo dele, olhando para trás até encontrar os olhos dela. - Entenda, é uma questão de segurança.
- Claro, segurança - repetiu ela, observando o sorriso que ele não tirara do rosto, mesmo enquanto a repreendia por não segurar-se a ele por vontade própria. Ele ligou a moto e saiu devagar da vaga entre uma caminhonete e um carro esporte, ganhando mais velocidade quando atingiram a avenida principal. Andaram em silêncio, talvez por Mona imaginar que Greg queria concentrar-se em dirigir e ele estar medindo palavras para dizer e não conseguir formar uma frase para o momento. "O caminho parece mais curto" pensou Mona, começando a observar as ruas para entender se ele pegara um atalho.
- Você tem hora para chegar em casa? - perguntou ele, ao pararem num sinaleiro.
Isso pegou-a desprevenida.
- É... Digamos que sim.
- O que isso quer dizer? - mesmo não podendo olhar para ele, ela imaginou que um sorriso estava formando-se novamente.
- Que se você tem planos de ir à algum outro lugar, esqueça. - disse ela, num tom animado de voz, mesmo que estivesse questionando as ruas que ele estava seguindo.
- Não é isso. É só que, não é tão tarde assim, não são nem onze horas ainda. Eu só estou indo por outro caminho, não vou fazer nada de errado - ele pronunciava as palavras como se estivesse se divertindo. - Confie em mim.
- Não confio. - disse ela quase que instantaneamente.
- Eu sei. - comentou ele.
O sinaleiro ficou verde e Mona pôde avistar sua casa depois de uma esquina. No intervalo de tempo entre sair do cruzamento e a quadra da casa dela Mona começou a imaginar o que já havia iniciado horas mais cedo: como "classificar" Greg. Ele não era o excluído da turma, não era o palhaço, não era o estudioso, não era um dos atletas que ficavam contando vantagem de si mesmos. Ele não era. Por mais que ela procurasse, ela não encontraria uma "classificação" para ele. O que Thiago dissera ecoou em sua mente: "ele é só o Greg". A moto diminuiu de velocidade e parou em frente à cerca. Ela ficou aliviada ao perceber que o barulho do veículo não acordara a pastora alemã que dormia no piso da garagem. Ela desceu e tirou o capacete, entregando-o imediatamente, demorando um pouco para perceber que ele já havia descido da moto e tirado o próprio capacete também, encostando-se na moto, olhando para a casa atrás dela e depois para ela.
- Então, eu não fui normal o bastante? - perguntou ele, com uma expressão estranha, mas levemente curiosa. - Imagino que uma ocasião social entre outras pessoas possa provar o quão humano e normal eu sou, certo?
- Que comédia - comentou ela. Ele ficou esperando. - Quer dizer que você ficou tentando provar isso o tempo todo?
- Não, é lógico. - ele fechou a cara. - Mas provei algo?
- Não sei. De fato, agora eu não consegui achar nada muito errado sobre você. - ela pronunciou as palavras com certo tom de despedida, tentando ignorar os desejos de ficar mais tempo com ele que surgiam no fundo de sua consciência. - Então... Até amanhã, na aula?
Ele olhou para o fim da rua, arrumando sua postura. Mona ficou com certa dúvida se o deixava ali e entrava em casa ou esperava uma resposta. Greg voltou a olhar para ela, como se analisasse sua expressão indecisa, e então levantou uma mão, passando os dedos gentilmente pelos cabelos dela que caíam sobre seu ombro.
- Acho que ainda não provei exatamente tudo à você - ele abriu um sorriso, baixando a mão até o pescoço dela e curvando-se para frente até encostar seus lábios nos dela. Ela tentou respirar fundo, mas lhe faltou tempo. Ela quis mover suas pernas, mas ficou em dúvida se deveria afastar-se ou ir para mais perto. Decidiu-se por apoiar as mãos abertas no peito dele, empurrando-o. Greg fitou-a como se exigisse uma explicação.
- Fiz algo errado? - perguntou ele, não baixando a mão que a segurava pela nuca. Ela dobrou os dedos, segurando a camiseta dele com força.
- Eu não sei - ela respondeu, levantando os olhos para o que antes havia sido o sorriso dele. - Acho que você é diferente demais.
- Nem humano, nem normal o bastante? - perguntou ele em deboche.
- Não. Além de normal o bastante. Melhor que... Isso.
Ela sorriu e resolveu que um passo à frente era o certo, sem soltar da camiseta dele. Ele baixou a mão da nuca dela até as costelas da garota e passou o outro braço por trás dela para poder segurá-la mais perto dele e beijou-a novamente.
- O problema é que eu não consigo entender o que sinto por você - murmurou ela, quando eles se afastaram numa distância de um ou dois centímetros. - Eu tenho certeza que você está longe de ser normal para mim. 
- Shh - ele levantou um dedo no espaço que havia entre os dois, baixando-o logo depois e abraçando-a com mais força. - Você tem tempo para descobrir tudo que você quiser.
"É essa falta de normalidade que eu adoro tanto em você" pensou ela, ficando quase na ponta dos pés quando ele investiu num beijo mais apaixonado.

Oh. *-*
Deixando claro para eventuais consultas: Greg é humano. HAUEHUAEHU. Nessa história não existe nada além de humanos e suas respectivas personalidades.
Eu gostei deles ! :D
Digamos que de todos os casais e pseudo-casais (que são muitos) em todas as minhas histórias e pseudo-histórias, eles são os mais difíceis de criar HAEUHAEUAHEU. Os outros ou são mais melosos, ou mais "eu te odeio, mas fique aqui comigo", ou são "contra as leis da física". Greg e Mona são um perfeito casal bipolar, digamos assim ;D

ouvindo ♪: "I know something is wrong, 
I just don't know what to do. 
You say it's only me, and, that I'm so perfect for you. 
I don't want to try no more, 
I don't want to make this right.
I just want you to be true to me one time. 

And you know it's not so easy when you're all alone, 
And I wonder if I'm alone in your head." - Sunday Drive (da banda The Early November)

Ha, achei uma música para a história, viva eu. *-*


VÍCIO.
Assistam One Piece, faz bem para o ego.
Hahah, baita marketing, mas enfim. O fato é: eu quis tirar uma foto da camiseta ok.
AUHEUAHE.

beeeijos fui ver One Piece :*

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Have I MURDERED our love? (U)

Ela era uma garota que não queria todas as coisas do mundo. Ela sabia que não poderia ter todas as coisas, porque para ela, o mundo era grande demais. Ela já tinha tantas coisas que não se sentia no direito de reclamar. Ela tinha sua família, sua casa, seus amigos, seu colégio, suas roupas, sua inteligência, seu celular, seu computador. E havia um garoto, que não era diferente dos outros, ou pelo menos ela não achava que ele pudesse ser diferente. Era só mais um entre os outros, entre aqueles com quem ela convivia. Mal sabia ela que tudo podia ser diferente, quando se tratava daquele garoto que era igual aos outros. Ela não havia percebido que de “igual aos outros”, ele não tinha nada. Porque então ela começou a ver que o jeito dele não era igual, que o humor dele não era igual, que os comentários dele eram mais interessantes, que a voz dele soava diferente. Eventualmente ela veio a descobrir que o perfume dele era mais perfumado, que o cabelo dele era mais macio, que a cor dos olhos dele era mais bonita, que o abraço dele era mais forte, de um jeito que a fazia querer dizer "não vá embora" quando ele abraçou ela. Ela se viu pensando nele, lembrando dele. Ela percebeu que talvez, para ela, ele fosse todas as coisas do mundo.
_
Então, será que ela quer todas as coisas do mundo agora?

É, eu tirei a inspiração de uma propaganda da Tim ! UAHEUAHEUH.
Mas a minha versão ficou diferente, é claro ;D
Além da propaganda da Tim, hoje me bateu uma CERTA falta de uma CERTA pessoa ._.As aulas voltam, pessoas novas aparecem, as pessoas já conhecidas voltam também. Ai, ai, é a vida.
E todas as coisas do mundo estão só um pouco longe demais para alcançar, igual uma música da Jimmy Eat World: "she's as she'll always be, a little far for me to reach".

Esse texto, relativamente curto, que eu precisava DESESPERADAMENTE postar, por questões daqueela falta ter batido logo hoje, possui sua própria sountrack, vejam só :)
Como eu estou sem fazer nada e me deu vontade, e o texto ficou curto, seguem os trechinhos -traduzidos- que embalam o post de hoje, seguidos de seus respectivos títulos e bandas.
(deixemos os rótulos 'emo' de fora, ok. Eu SEI que as letras podem ser meio melosas, mas as música são tão lindas em si *-*)

♪ "Pense duas vezes, é só mais um dia para você e eu no paraíso"
Another Day In Paradise - Copeland

"Eu sei que não é o bastante dizer que estou errado,
você sabe que irei sentir sua falta agora você se foi"

Fall Back Into My Life - Amber Pacific

"Você pegou de volta;
você arrancou meu coração fora e o colocou de volta.
Estou puxando meus cabelos,
eu te deixei só um milhão de vezes,
eu te amo apesar disso não ser justo"

Greener With The Scenery - The Used

"Você é tudo que eu conheço,
que me faz acreditar
que não estou sozinho.
Você está em todos que vejo,
então me diga: você me vê?"

Everywhere (Michelle Branch Cover) - Yellowcard

♪ "Alguém que te faz sorrir,
alguém que vai te abraçar,
quando a escuridão cair,
quando você precisar.
De alguém que não vá mentir,
que não quer te machucar.
Segundos antes de dormir,
de mim você vai lembrar."
Alguém Que Te Faz Sorrir - Fresno (HAHAH, é a única deles que eu escuto x) )

"Me faça uma oferta que eu não possa recusar
Me pergunte aquelas coisas
Aquilo?
O som está ligado
Para tocar suas músicas favoritas.
Me prometa que você sempre será o único,
que fará meus sonhos de realizarem."

Promise Me - Quietdrive

"Deixe-me nos salvar
Eu sufoquei a nós dois, eu matei o nosso amor
Eu posso sentir, esse sangue em minha boca
Essa faca em meus pulmões
Eu matei o nosso amor?"

Earthquake - The Used


Sakura x Syaoran - Tsubasa Reservoir Chronicle
O melhor exemplo de "um pouco longe demais" que eu consegui encontrar :D
E eles são tão lindos *-*
Um dos meus próximos layouts é deles, tenho dito!

beeijos fui arrumar umas coisas :*

Edit 23:42 - BLINK 182 IS BACK! \o_ _o/ Sim, eu descobri agora :D uhul.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

@_@

HA! Primeira postagem em meses para a qual eu não consigo arranjar um título. É que eu estou perdendo a cabeça, nada sério ok (:
O que será que acontece com uma garota quando ela vai fazer 15 anos, hein?
Porque essa ansiedade que me acomete não é normal, com certeza não é.
Além disso, eu queimei meus ombros nesse magnífico sol desse verão, aqueles dias chegaram atrasados, não consegui mais fazer progresso nenhum com aquela história que eu tenho que corrigir, minhas costelas doem toda vez que eu respiro fundo, acho que só no dia de hoje chorei tudo que não chorei nas últimas quatro semanas e agora (ironia: on)  me deu uma VONTADE de ir para aula logo na segunda-feira, entende (ironia: off). É, só espero colocar a cabeça no lugar até amanhã :D

Desculpem-me (é sério, eu me arrependo MUITO) por ter demorado tanto para voltar, eu não estava em casa e não havia um único computador por perto. E eu já disse, eu andei perdendo a cabeça.
Porque esta sexta-feira, os meus 15 anos chegam. OH Deus. ;D

Título do projeto: Incógnita
título provisório do trecho: Humanamente impossível. 

- Por que isso, hein?
- Isso o quê?
- Você. - respondeu ela, ríspida. Seu gênio parecia descontrolar-se quando ele chegava perto. Por mais que ela tentasse lutar, ele não parecia mais normal aos olhos dela. Por mais que ela desviasse os olhos quando encontrava os dele, quando ela voltava a olhar lá estava ele, sorrindo.
- Então eu faço parte de mais uma das suas teorias conspiratórias?
- Não é uma teoria. Não dessa vez. Dessa vez eu tenho certeza que tem algo errado. - ela tentava focalizar tudo abaixo da linha da boca dele para não perder-se em sua linha de raciocínio caso ele sorrisse daquele jeito que a intrigava tanto. Não era um sorriso diferente de um garoto qualquer como os outros que ela conhecia, mas toda vez que ele sorria parecia que era especialmente para ela, como um sorriso de um em um milhão. E agora que ele estava ali parado sorrindo unicamente para ela, as coisas poderiam ficar mais confusas do que já estavam.
- Você é impossível. Impossível de um jeito que até mesmo eu não entendo - disse ela.
Ele aparentemente ficou mais feliz ao ouvir a parte "até mesmo eu" da frase e abriu aquele fatídico sorriso que a fazia estremecer.
- É melhor ser impossível do que não ser humano, como você sugeriu semana passada - argumentou ele.
- Ainda tenho minhas dúvidas quanto àquilo - disse ela, virando-se e encarando a parede de tijolos a um metro e meio de distância. Ele segurou o pulso dela com força para que ela não virasse completamente de costas para ele. Ela levantou os olhos para um patamar mais alto dos tijolos na parede enquanto percebia que ele chegava mais perto para falar ao ouvido dela.
- Eu sou normal. Sou o mesmo garoto que você conheceu a nove anos atrás, o mesmo com quem você estudou todo esse tempo. É claro que não literalmente, afinal, as pessoas crescem, mas eu acho que você entende aonde eu quero chegar.
- Esse é o problema - ela fechou os olhos por um tempo prolongado. - Eu sei, ou eu tento me convencer de que você é aquele mesmo garoto que adora fotografias e estudar história geral, mas então me diga como é que só agora você tem esse efeito tão impossível sobre mim?
- Porque é só agora que esse mesmo efeito que você diz que eu tenho sobre você, você passou a ter sobre mim. - ele encostou os lábios contra a orelha dela, o que causou o maior calafrio que ela tivera dentre todos os momentos em que ele estava por perto.
- Pare com isso. - ela puxou o braço que ele estava segurando esperando conseguir libertar-se, mas ele era mais forte do que ela havia calculado. Ela acabou por virar-se de frente para ele e foi empurrada para mais perto da parede enquanto ele soltava o pulso dela e esticava o braço em direção aos tijolos na parede, apoiando a mão aberta logo ao lado da cabeça dela.
- Isso o quê? - ele perguntou, com um sorriso ainda esboçado no rosto, os olhos castanho-escuros fitando-a.
- De ser impossível. E não se faça de desentendido se você entende como é a sensação tão bem assim - ela encarava os olhos dele como se quisesse abrir buracos através deles. Agora ela não tinha mais idéia de qual era sua expressão ao encará-lo, com tanta confusão formando-se em sua mente. 
- Eu paro quando você parar de fazer o mesmo - sugeriu ele, abrindo um sorriso maior, mostrando os dentes impecáveis. "Ah é, era ele um daqueles que usava aparelho dental antigamente" lembrou-se ela, por um segundo ou dois. 
- Você tem um sorriso diabólico - comentou ela, quase que inconscientemente, sem saber realmente quais seriam as coisas certas a dizer.Um canto daquele sorriso intrigante entortou-se para baixo e ele  olhou para ela com uma expressão ilegível, como se não fosse aquilo que ele queria ouvir.
- Eu não pensei que fosse assim. Você é a única que o qualificou assim até hoje - ele desapoiou-se da parede e tomou certa distância. Ela respirou fundo enquanto deixava sua percepção das coisas voltar ao normal enquanto ele se afastava. - Agora você vai começar a me evitar ou ainda nos veremos mais tarde?
- Eu não posso te evitar enquanto não descobrir o que te faz tão impossível - respondeu ela, torcendo para que ele não entendesse a resposta como um pedido para que ele se aproximasse novamente. Para seu certo alívio, ele simplesmente fechou o sorriso, sem deixá-lo desaparecer completamente.
- Ótima resposta.

| continua numa sequência eletrizante para a qual eu acabei de ter idéias *-* |


Mona x Greg - os personagens do trecho (:
Perdoem a minha assinatura capenga e os borrõezinhos aqui e ali, eu tive uma certa dificuldade com algumas partes do desenho, como as expressões. Os braços de Greg deveriam ser levemente mais finos, ele deveria parecer um pouco mais alto e a expressão de Mona deveria ser mais de dúvida, como se ela não soubesse o que fazer em relação à ele, mas não quisesse sair de perto, entende ;)

UI! É inacreditável como as idéias para essa história estão surgindo com mais frequência ultimamente @_@
Acho que é porque agora eu consegui encontrar o dilema certo e as idéias estão engrenando, entendem como? E o fato de uma pessoa real inspirar o personagem de Greg ajuda bastante a montar as partes dele da trama HAHAHAH.
Qualquer semelhança com alguma pessoa que vocês conheçam é PURA coincidência do destino  xD

Frase: "Vocês são tão bonzinhos, eu errei pra caramba." - Renato Russo

Beeijos fui me olhar no espelho:*

ouvindo ♪ "a little far for me to reach" - Jimmy Eat World