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sábado, 28 de março de 2009

2 - Círculo da Luxúria.

"Cada pecador confessa, ouve sua sentença, e é atirado no abismo onde uma ventania incessante os arrasta. O abismo é um lugar escuro onde só se ouve o som das vozes melancólicas - emanando de um enorme redemoinho - que se assemelham ao som de uma grande tormenta. São almas sofredoras, sacudidas pelo vento que nunca cessa."

Ela não havia imaginado que Greg poderia ser alguém tão conveniente para se formar uma dupla num trabalho de história, especialmente com o tema "conspiração da pólvora". Ela sentia-se como se quem ela era estivesse em guerra contra quem ela se tornava quando estava perto dele. Ela não queria agir diferente, mas era quase que inevitável. A aula chegava ao seu fim, e Greg levantou-se para carregar a carteira até seu lugar original.
- Mona! - chamava Fernando.
- Diga - disse ela, sem muito interesse.
- A galera tava combinando de irmos almoçar na lanchonete do meu pai hoje, que tal?
- Quer dizer que eu vou mais cedo para o trabalho hoje? - perguntou ela, em tom de ironia, sorrindo.
- É, digamos que sim - respondeu ele, sorrindo também, jogando a mochila sobre um dos ombros. - Quem vai? - quis saber ela.
- Ah, as meninas, o Vin e o Thiago, e o Greg, aparentemente... - respondeu ele, virando-se por um momento para localizar Thiago conversando com Greg. Mona suspirou, e confirmou sua presença para o almoço. "Passar um tempo com eles vai me fazer sentir melhor" pensou ela. Ela não sentia-se mal, mas algo parecia estar sufocando-a, algo que a deixava ser saber o que fazer. "Uma verdadeira luta entre meus sentimentos e a razão" imaginou ela, rindo poucos segundos depois do que havia imaginado.
O sinal tocou e os alunos começaram a deixar a sala. Mona colocou sua mochila sobre a carteir para guardar seu caderno e olhou pela janela antes de ir embora. No pátio lá fora, um aluno do oitavo ano agredia outro garoto, consideravemente menor que ele, culpando-o por não ter passado as respostas da prova. Ela continuou observando até o garoto mais alto dar um soco no menor e ir embora. Um momento depois, um grupo de quatro ou cinco garotas saíam do prédio do colégio, conversando alto, enquanto a última delas carregava os livros das outras, alguns passos atrás.
- Quanta futilidade - disse Mona à si mesma.
- Quando eu digo que o mundo vai acabar, ninguém me escuta - disse uma voz por trás dela.
Mona virou-se rapidamente, parando a poucos centímetros do rosto de Greg.
- Não apareça de repente assim, as pessoas não gostam - disse ela, olhando para ele com ar de reprovação. - E não por coisas assim que o mundo vai acabar, não exagere.
- Você uma vez escreveu um texto sobre a teoria do caos. Então, o bater de asas de uma borboleta podecriar um tufão do outro lado do mundo, logo, coisas assim podem fazer o mundo acabar eventualmente.
Ele abriu um sorriso, mas ela continuou a observá-lo com ar de reprovação.
- Não foi isso que eu quis dizer com o texto, era só uma análise da teoria...
- Mas você concorda comigo que o mundo vai acabar, não é?
- Não - disse ela, agarrando a mochila e andando em direção à saída. - O mundo pode beirar o desastre, mas eu não tenho a mesma visão psicopata das coisas que você tem.
- Me chama de psicopata e ainda assim gosta de mim? - perguntou ele, seguindo-a.
- Exato. Eu me dou ao luxo de gostar de você - respondeu ela, rindo alto enquanto os dois saíam para o corredor do colégio.
- Luxúria é pecado - comentou ele.
- E eu ligo para isso? Por acaso, você liga? - perguntou ela, estranhando a afirmação dele.
- Não, mas os pecados que as pessoas tanto categorizam podem levar o mundo ao seu fim.
- Ah, pare de falar no fim do mundo, que coisa mais deprimente - sugeriu ela, parando antes da porta principal do saguão e virando-se para ele. - Viva a vida. Coisas ruins sempre acontecerão, assim como as coisas boas. Então não pense no fim do mundo, pense em...
- Você? - perguntou ele, sorrindo com uma expressão maliciosa.
- Pode ser, se isso te deixa feliz - respondeu ela, piscando para ele, virando-se e saindo em direção à rua. Minutos antes, ela estava se perguntando o que fazer sobre ele, mas agora ela encontrara a resposta mesmo sem querer. Momentos antes, ela havia cogitado se não seria melhor desaparecer, mas agora ela sentia que não precisava disso. "Tudo depende do ponto de vista" foi a frase que veio à sua mente. Agora o que importava não era o futuro, nem o mundo, o que importava estava ali, alguns passos atrás, estendendo a mão para que ela saísse do abismo em que sentia que estava.

Texto inspirado numa frustração pós aula de educação física e em certas coisas que acontecem num certo fórum por aí :B
Trilha sonora do capítulo de hoje:
"Você ensinou ao meu coração um sentido que eu nunca soube que podia sentir."
- My Heroine (Silverstein)
"Nós falamos com vozes diferentes, quando brigamos com aqueles que amamos."
- Voices (Saosin)


Horo & Lawrence, de Ookami to Koushinryou (Spice and Wolf)
- abrindo uma temporada de imagens deles.
Porque eles são fofos, o anime parece ser bom (não assisti ainda) e porque eu gostei deles, vou até fazer um pack avatar e sign dos dois :B
Ah é! não contei essa novidade aqui.
Eu, autora do oohmygod, recentemente peguei uma doença chamada Photoshop, conhecem?
Estou fazendo designs feito uma louca HAUHEHEUAHEUAH;
Um dia aí eu posto alguns por aqui ok? :D

Desculpem a demora, eu juro que voltarei mais cedo na próxima.
beijosamovcs:*

sexta-feira, 20 de março de 2009

1 - O Limbo.

"O limbo é o local onde as almas que não puderam escolher a Cristo, mas escolheram a virtude, vivem a vida que imaginaram ter após a morte. Não têm a esperança de ir ao céu pois não tiveram fé em Cristo."

- Então, para complementar a nota bimestral, vocês estarão me entregando um trabalho - anunciou o professor, escrevendo a data no quadro branco, e depois encostando-se de costas para o quadro. - E este trabalho, é em dupla.
O professor baixou os olhos enquanto vozes estouravam pela sala. Os garotos falando em tons altos, combinando horários e parcerias, as garotas sinalizando umas às outras para formar as duplas. Mona apoiou a cabeça numa das mãos e ficou esperando, correndo os olhos pelas carteiras, até encontrar um olhar. Aquele olhar de olhos castanhos intrigantes. A sala foi se aquietando, o professor continuava a olhar para baixo.- Porém, eu vou formar as duplas - disse ele por fim. Um murmúrio de desaprovação foi entoado em uníssono. Mona suspirou, com certo alívio, imaginando que assim suas chances de fazer dupla com Greg caíriam. História era a matéria favorita dele, e ela sabia disso, mas suas suspeitas sobre ele não haviam diminuído, não importava o quanto ela começasse a gostar realmente dele. O professor começou a escrever os tópicos do trabalho num caderno, carregando-o pela sala enquanto formava as duplas. Carteiras começavam a ser arrastadas enquanto as duplas iam se reunindo para começar a organizar-se. Mona observava enquanto suas amigas iam distanciando-se, e demorou a perceber a carteira que fora carregada até o lado da sua.- Dia - disse ele, sem emoção na voz.
- É assim que você me trata? - perguntou ela, sem pensar muito, olhando para ele pelo canto do olho.
- Quer que eu diga "querida, cheguei"?
O sarcasmo na voz dele soou carregado demais, o que a fez virar-se para encará-lo. Ele parecia estar se divertindo. "É claro, é aula de história" pensou ela, tentanto controlar os sentimentos que ameaçavam despontar a cada momento. "Por que é assim? Antes não era assim. Antes era fácil ficar ao lado dele, agora não é mais" disse uma voz em sua mente. Desde aquela sexta-feira, ela não havia conseguido parar de pensar nele. Como poderia ele ser tão diferente e tão correto ao mesmo tempo? Uma voz lhe dizia que ele era o cara certo, mas alguma parte de seu ser tinha medo que isso fosse verdade.
- Então, o tema de vocês é a conspiração da pólvora, estamos de acordo? - perguntou o professor, agora parado logo em frente à eles com uma expressão de contentamento no rosto, quebrando o silêncio dos pensamentos confusos de Mona.
- Mas claro - confirmou Greg. - Tudo bem, certo, parceira?
Um calafrio desceu pela espinha de Mona ao ouvir Greg chamando-a de parceira. "O que é essa sensação?" perguntava-se ela. O ar parecia ficar mais pesado, ou então parecia haver mais pressão sobre o corpo dela do que de costume. Ela fez um esforço para balançar a cabeça em confirmação, antes do professor distanciar-se.
- Certo, risadas à parte, você está bem? - perguntou ele, fitando os olhos dela, com o sorriso desaparecendo lentamente de seu rosto.
- Acho que não - respondeu ela, quase que inconscientemente. - Acho que... Estou escolhendo o  caminho errado.
Ele continuou a observá-la, sem nada dizer. "Eu sabia que ela ia dizer isso, eventualmente" pensou ele.
- Você pode escolher outra dupla se for muito problemát...
- Não é problemático - interveio ela. - Eu só não sei se é certo.
- Isso ainda podemos descobrir - disse ele, num tom encorajador. "Isso que dizer que somos um casal agora?" foi a dúvida que surgiu na mente dela. Havia algo no jeito dele, algo que a convencia das coisas que ele dizia. Por mais que ela se sentisse no fundo do poço e afundando, toda vez que ele estava por perto, ela conseguia enxergar a saída. - Como faremos o trabalho?
- Não é um tema difícil. Se você tiver tempo, podemos fazer a parte teórica e montar a apresentação juntos, aqui no colégio mesmo...
- Ou então podemos ir à sua casa - sugeriu ele, fazendo-a observá-lo com receio no olhar. - Afinal, sua conexão à internet é melhor que a do colégio, e meus primos estão visitando, portanto minha casa não será o local mais silencioso para se fazer um trabalho.
- Que atrevimento - comentou ela.
- Só um pouco, eu tento moderar - disse ele, sorrindo daquela forma que a intrigava tanto, voltando-se para o professor que começara a falar novamente.

E a história começa.
Eu resolvi organizar essa bagaça HAUEHAEAUH;
Eu dividirei esses trechos da trama principal em nove capítulos, inspirados nos nove círculos do inferno de Dante Alighieri. O primeiro capítulo refere-se ao texto de hoje, pouco tempo depois do primeiro beijo de Mona e Greg (vide aqui) e o nono capítulo ocorre antes da "revelação da verdade" sobre Greg (vide aqui).

1. O Limbo
2. Círculo da Luxúria
3. Círculo da Gula
4. Círculo da Avareza
5. Círculo da Ira
6. Círculo dos Heréticos
7. Círculos da Violência
8. Malebolge
9. Cócito

Fiquem felizes, a inspiração surgiu o/\o
*música tema de Indiana Jones ao fundo*
Prometo (vejam só, é uma P-R-O-M-E-S-S-A), vou postar com mais frequência.

Trilha sonora:
"Bem, eu sou o que você vê
Não sou o que eles dizem,
mas se isso eu me tornasse,
você poderia me amar de qualquer jeito?
Estou na anonimidade, esperando que o seu coração
acorde e me chame pelo nome."

You'll Ask For Me - Tyler Hilton

beijosamovocês:*

domingo, 15 de março de 2009

Procura-se.


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. 

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. 

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. 

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

- Vinícius de Moraes

Fugindo da história "Incógnita", me perdoem por isso :D
Mas é um texto lindo, que eu copiei numa folha de caderno que recentemente achei perdida por aí. Além do mais, pelo menos para mim, a minha vida é mais colorida porque tenho amigos.

Frase famosa!
"Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos." - Virginia Woolf

Trilha sonora ♪
"Diga que isto é uma bagunça, digo que eu sou forte.
Diga eu eu sou uma bagunça, diga que eu estou errado."
Sick Hearts - The Used ♥

kisses ppl:*

terça-feira, 10 de março de 2009

Calor obscuro;

"Física. Calor fornecido, sem emissão de luz, por um corpo cuja temperatura é elevada."

- E o Greg?
- O que tem? - retrucou ela, com um tom de voz de quem não quer estender a conversa.
- Como vão as coisas com ele, ué! - disse Thiago.
- Vão indo.
- Você tá bem hoje? - perguntou ele, distraindo a atenção dela para a expressão relativamente preocupada que ele sustentava.
- Sim... Deve ser falta do Greg - disse ela, querendo fazer uma piada.
- Ah sei, mas daqui uns cinco minutos ele disse que chegaria - replicou ele, rindo. - Ele é gente fina, não desista dele.
Thiago virou-se para a mesa de sinuca, ouvindo seu nome ser chamado por alguém. Mona suspirou e tomou um pouco do refrigerante que restava em seu copo. "Ele é um mentiroso bom demais, ninguém conseguiria ser assim" pensou ela, e então uma idéia lhe veio à mente.
- Thiago, você nunca percebeu nada de errado com o Greg? - perguntou ela, disfarçando as intenções por trás da pergunta.
- Não... - começou ele, analisando a pergunta antes de continuar a responder. - Ele é diferente, do jeito dele. É enturmado e tudo o mais, mas tem um jeito de pensar alternativo, a gente às vezes diz que ele é um "filósofo entre nós". Ele sempre...
- ...Pensa além - completou Mona. Thiago sorriu, como quem diz "então você sabe do que eu estou falando", e foi jogar sinuca com Marcel.
Mona levantou-se da cadeira e andou até a porta da garagem, de forma que poderia ver a rua. Uma moto azul-escura estava estacionada a alguns metros do portão, e foi uma questão de segundos até um garoto usando um casaco de capuz preto surgir andando pelo corredor que levava à garagem. Mona encostou-se na parede, de braços cruzados, observando Greg andar. Era incrível como ele poderia ser tão diferente e tão igual aos outros ao mesmo tempo. Ela poderia sentir-se uma das garotas mais sortudas do colégio, por chamar a atenção do "filósofo", do fotógrafo, do aplicado e descontraído Greg. Talvez, sob o olhar de suas amigas, ela fosse uma garota feliz por ter ele por perto. Toda vez que ela pensava sobre isso, a lembrança dos crimes que ele havia cometido vinha à sua mente, e ela não compreendia exatamente a realidade de ninguém ter cogitado o fato dele ser algo além de uma pessoa normal. Para ela, ele era o foco de toda a atenção, de todas as perguntas. Ele a fazia sentir como se ela fosse normal, coisa que ela não era e sabia disso, até o dia em que ele resolveu aproximar-se e perguntar "Foi você quem escreveu aquele texto?". Ele era o último de quem ela esperava ouvir comentários sobre seus textos, era o último das possíveis paixões que ela poderia ter.
- Cheguei atrasado? - perguntou ele, parando de frente à ela.
- Você não me disse que horas chegaria, então isso não qualifica um atraso.
- Nossa, ela está tão categórica hoje - comentou ele, passando um braço pela cintura dela. Ela continuou de braços cruzados. - Eu sei que você está meio indecisa quanto à mim por eu "ser quem sou", como você diz, mas quem sabe seja só uma questão de tempo.
A última frase dele soava mais como uma interrogação do que uma afirmação.
- É uma questão de tempo - disse ela. - Mas eu fiz uma descoberta sobre você.
Ele levantou as sobrancelhas e esperou que ela continuasse.
- Por você ser quem você é, eu cataloguei você como "obscuro". Porque obscuro é o desconhecido, o mistério, aquilo que talvez não se possa entender. O fato de ser obscuro cria um certo medo, e também uma certa curiosidade.
- Essa é sua descoberta? - disse ele, como se esperasse mais dela.
- Já ouviu falar de calor obscuro? - perguntou ela, desconsiderando o comentário dele. Ele abriu a boca para falar, mas nada disse. Ela riu brevemente e descruzou os braços, e ele abriu um sorriso, passando o outro braço ao redor dela para abraçá-la.
- Só você para utilizar um termo da física para explicar o que eu sou - disse ele. - Acredito que, se eu sou o calor, você não vai ficar longe, mesmo que tenha medo da obscuridade.
- A obscuridade pode ser interessante, depende do ponto de vista - argumentou ela, dando-lhe um beijo na bochecha.
"A verdade é que eu ainda quero entender você" pensou ela, enquanto passava os braços pelos ombros dele para abraçá-lo.

Inspirado na aula de física de hoje ;D
Ai ai, histórias Mona e Greg são as melhores de se escrever.
Tirando as história Sean x Lara, aquelas sim são as minhas obras-primas (não há quase nenhum delas no blog, me desculpem).
Galera, vocês estão me motivando a postar mais rápido hahah; continuem comentando, eu adoro muito tudo isso *-*

Szayel Aporro Granz - Bleach;
Meu cientista louco favorito ♥

beeijosamovocês:*
ouvindo ♪ "só assim pude trazer você de volta pra mim" - Legião Urbana

sábado, 7 de março de 2009

oh my god, I can't believe it.

OOH, MY GOD!
É tudo que eu digo.
"Incógnita" está fazendo mais sucesso do que eu esperava. 
Obrigada pelos superhipermega comentários, o blog bateu seu recorde pessoal.
7 comentários em DOIS dias.
6 comentários (de 4 autores diferentes) em um único dia /o/\o/\o\
Respondendo alguma questões *momento autora de best-seller*
1. Greg só quer pegar o vilão?
 - Não. *risada maléfica* Ele é o vilão em carne, osso e coração.
2. O que aconteceu com ele? Ele não tem o perfil de serial killer.
 - Então. Originalmente, ele só teria matado um cara, sendo que os homicídios seriam parte de uma ação em grupo e tal, quase como um terrorismo. Depois eu reformulei e fiz ele ser o killer sozinho; imaginando uma coisa tipo o Kira de Death Note ou Lelouch de Code Geass: ele quer fazer justiça, pois não vê muitas opções sobre o que fazer com o mundo (vide aqui). Para ter uma idéia, a Daiane chegou perto: ele mata os perturbadores da paz. Por enquanto, na minha mente, ele matou três pessoas.
3. O que ela estava fazendo no quarto dele?
 - HAUEHAUEHAUEH; ri muito quando li! Isso eu deixei para a imaginação de vocês :3 Eu tinha que criar a cena do quarto, mas ainda não pensei exatamente sobre o que a levaria lá... Mas nada mais normal do que visitar a casa de um amigo/namorado! Além do mais, eu imaginei algo do tipo: ela só iria até o quarto dele porque ele diria que tem algo a contar para ela, e sairia para o corredor em direção ao quarto. Aí ela, sendo curiosa tal como eu a criei para ser, ia atrás dele e acabava entrando, mas sem passar da porta.
_
No trecho de hoje eu coloquei alguns pensamentos do Greg em evidência. Normalmente eu coloco apenas pensamentos da Mona no meio do texto, e não os dele. Antes, eu tinha pensado em fazer ela contar a história (tipo Bella em Twilight), mas eu não me dou com textos em 1ª pessoa. Ok, agora senta que lá vem história :)

- Eu disse que tinha uma explicação - disse Greg, olhando para ela. "Olhe para mim, agora. Por favor não me ignore" pensava ele. Mona olhava para baixo, para a garrafa de refrigerante de limão sobre a mesa arredondada da cantina.
- Sabe, eu sei que você deve ter uma explicação e tanto - começou ela, ainda olhando para a garrafa. - Se você fosse uma criatura diferente, algo que precisasse disso para sobreviver, alguma coisa fantástica e fora do normal eu até tentaria entender. Mas já que você não passa de um garoto normal, humano, um dos únicos que me escuta, você deve ter um motivo, e esse motivo eu tenho quase certeza de que eu não vou querer aceitar, aí eu não vou conseguir olhar na sua cara. Porque eu gosto de você, seu sociopata assassino idiota.
Ela levantou os olhos para ele, que agora olhava para uma parede distante. Quando ele virou-se para ela, pareceu surpreender-se por vê-la olhando fundo em seus olhos.
- Você acha que há pessoas que não merecem viver neste mundo?
- Eu acho que o mundo pode ser melhor sem certas pessoas - respondeu ele, quase instantaneamente. "Não ponha palavras na minha boca" pensou ele. - É assim, eu não matei ninguém sem ter noção do que eu estava fazendo e sem saber...
- Saber o quê? Que a pessoa era dispensável?
- Me deixe terminar - pediu ele. Ela esperou. - Pense comigo. Todos queremos paz para o mundo. Pelo menos eu não conheço ninguém que não queira. Mas a questão é: como vamos conseguir a paz para o mundo? 
- E então, num belo dia, você pensou que matar pessoas fosse uma solução? - perguntou Mona, num tom desinteressado. Greg não sorriu, mantendo uma expressão deprimida. - Eu não te entendo.
- Eu não disse que você precisa entender, ou aceitar, ou concordar comigo - respondeu ele, como se travasse uma batalha contra seu "eu" interior. - O meu objetivo é não magoar você.
- Não é uma questão de me magoar... É só que eu... Se eu não puder te entender, eu não vou saber lidar com você. E eu quero saber lidar com você porque eu gosto de você, não vou dizer que não.
- Não quero que você se torne o que eu sou. - disse ele, abruptamente.
Mona fitou os olhos dele com certa preocupação. O tom de sua voz era decidido, ele estava convicto do que estava dizendo. "Ela não vai entender, eu sei que não vai" pensava ele, encarando o olhar preocupado de Mona sem modificar sua expressão deprimida. "Está tudo bem, não conte para ela. Não agora".
- Não... - disse ela, quase inconscientemente. - ...Não pense nesse tipo de coisa - ela fez uma pausa, enquanto a depressão dele parecia começar a diminuir. - É estranho. Outro alguém poderia ser o culpado, e não você. Poderia ser outro garoto do colégio, e não você. Poderia ser uma pessoa que não tem nada a ver comigo... Mas é você. Você é o assassino, o culpado, o cara que está sendo procurado pela polícia. Um dos únicos que escuta o que eu digo, um que me entende. Então, se é para ser assim, eu acho que posso conciliar o fato de você ser um homicida com o fato de você ser tudo que você é para mim. Veja só, eu me apaixonei por um assassino.
Mona desviou o olhar para a mesa enquanto falava, e não percebeu que Greg havia pulado para o lado dela, ao invés de ficar na cadeira à sua frente.
- Então está bem - disse ele, inclinando-se para frente. - Se você acha que podemos lidar com a situação, com a situação nós lidaremos. Porque eu não quero perder você.
Ela riu baixo ao ouvir a frase dele. "Que clichê, será que eu não consigo pensar em nada melhor?" perguntava-se ele.
- Só me prometa uma coisa - comentou ela. - Se o mundo te intriga e você não conseguir melhorar o mundo, não o abandone. E não reaja dizendo que você não é suicida porque eu ainda tenho minhas dúvidas.
- Certo - disse ele, abrindo um sorriso, para o alívio dela. - Então você me prometa que não vai me chamar de "homicida", nunca mais.
Ela sorriu por um segundo antes dele se aproximar e tocar os lábios dela.
_
Hum, eu esperava que tivesse ficado melhor.
Minha imaginação tá falhando hoje xD mas tudo bem, talvez esse trecho não vá para a história na íntegra.
Desculpem a minha demora, eu não consegui postar antes..
Tempo livre é quase algo extinto da minha rotina HAUEHAUEHAUH; exagerei agora.
Sem trilha sonora ou frases famosas hoje.

beijomeliga:*
ouvindo ♪ "if I could, I would kiss you, believe me" - Quietdrive

domingo, 1 de março de 2009

O quarto de Gregory Matthews.

Hola, muchachos & muchachas :D
Eu estive recebendo uns comentários positivos sobre a minha história provisoriamente entitulada Incógnita, principalmente sobre o personagem chamado Greg.
Pois então, até agora eu não revelei a verdadeira e superhipermega-esquematizada trama da história :3
*voz de narrador*
Hoje, uma inspiração dos céus surgiu, e no texto de hoje, será revelada a verdade.
*efeitos especiais e uma música de suspense ao fundo*
A história passa-se numa cidade tão grande quanto a capital do estado (não definido para que não seja necessário definir país, nacionalidade e tudo o mais). Nesta cidade, recentes homicídios chocam os moradores.
Dentro desse contexto, existe o casal Mona e Greg, estudantes de um dos colégios mais famosos do local. A personalidade deles vocês já conhecem (pelo menos quem leu os textos anteriores).

O texto de hoje tem como cenário o quarto de Greg.
Sem mais, vamos à história *cortinas do palco abrindo*

- O... Quê...
- Mona, me escute.
- O QUE DIABOS É ISSO?
Mona recuou um passo para trás, apoiando-se na maçaneta da porta. Greg, encostado na parede branca do quarto, respirou fundo e suspirou. Ela virou-se para ele com uma expressão de horror.
- Imagino que agora você pense que estava certa  ao me dizer que não sou normal - comentou ele, olhando para frente.
- Você... - começou ela, mordendo o lábio, a voz falhando. Ele olhou para ela, com uma expressão que a fazia pensar que ele esperava ouvir uma "teoria conspiratória" para exemplificar seu espanto. Palavrões e clichês de filmes de terror de segunda mão passavam por sua cabeça rápido demais para que ela conseguisse pensar numa frase completa. "Eu não posso acreditar nisso" foi o que ela pensou.
O quarto de Greg, à primeira vista, não poderia ser classificado como diferente. Havia uma cama, um guarda-roupa e uma escrivaninha, nada mais do que se pode esperar de um quarto de um estudante. Entre a cama e a escrivaninha havia um espaço. Um espaço preenchido com uma "decoração" um tanto peculiar. Manchetes de jornais locais, bilhetes e fotografias de resolução baixa estavam coladas umas sobre as outras preenchiam o centro da parede branca. As manchetes se referiam à roubos de banco, um sequestro e em sua maioria sobre o assassino entitulado "Anonymous" e as fotografias eram de ninguém mais do que as três vítimas de "Anonymous". Os bilhetes pareciam mais lembretes à si mesmo, com nomes de ruas e horários.
Mona olhava para a parede, depois para Greg, e de novo para a parede. Ele a observava como se quisesse descobrir o que ela estava pensando.
- Então? - perguntou ele. 
Ela o encarou, deixando sua mente se organizar antes de dizer algo.
- Eu imaginei... - começou ela. - Imaginei que você era um mentiroso, um ladrão, um cientista, um alienado, um espião, alguém importante sob um disfarce. Quando você me falou sobre o mundo, eu pensei que você fosse um visionário. Imaginei tudo isso e mais. Montei categorias, classificações, para entender onde você se encaixava. Pensei sobre tudo isso, pensei ter considerado todas as variáveis.
Ela parou e engoliu em seco. Ele desencostou-se da parede e virou seu corpo de frente para ela antes que ela continuasse a falar.
- Imaginei que você era desde o maior vândalo até o melhor gênio. Eu quis entender quem você era, para saber que tipo de confiança eu podia sustentar. - ela fez outra pausa, com lágrimas marejando seus olhos. - Mas eu deixei uma única variável de fora. Eu esqueci dessa opção, eu não pude permitir a mim mesma a considerar essa opção.
- Eu tenho uma explicação...
- NÃO QUERO QUE VOCÊ SE EXPLIQUE! - exaltou-se ela, as lágrimas agora escorrendo pelo rosto. - Não quero ouvir. É lógico que você deve ter um motivo, uma explicação, mas eu tenho certeza que eu não vou entender, que eu vou continuar achando que você está errado. E não importa quantas vezes você se explique, quantas vezes você repita seus motivos, eu vou continuar me questionando por gostar de você.
Ele levantou as sobrancelhas.
- Por... Gostar de mim? - perguntou ele, num tom estranho de dúvida.
- Claro! Eu me apaixonei por um assassino! - respondeu ela, a voz inundada de tristeza e um pouco de decepção. - Por que tem que ser você? Por que você tem que ser quem é? Por que você simplesmente NÃO CONTINUOU A SER QUEM VOCÊ ERA ANOS ATRÁS?
Ele abriu a boca para falar, mas ela interveio.
- Você era só o Greg, o garoto que gostava de fotografias e história. Não era ninguém especial. Mas agora você teve que se tornar algo mais, você TEVE QUE FAZER COM QUE EU GOSTASSE DE VOCÊ! - ela quis chamá-lo de "cretino", mas o choro não deixou.
- Mona, eu não fiz você gostar de mim. Eu comecei tudo isso, eu admito. Mas eu só me aproximei de você por sentir o mesmo que você sente agora. Eu não posso dizer que não me apaixonei por você, seria uma menti...
- E você não pode mentir mais do que já mentiu? - perguntou ela, num intervalo em que sua tristeza transfigurou-se em raiva. - Você é um sociopata, esqueci de mencionar que imaginei isso também. Eu te disse que não acreditava em você, e agora acredito menos ainda.
- Mona...
- Não fale comigo. Não me ligue, não vá até a minha casa - disse ela, num tom de voz decidido, embora ainda chorasse. - Me deixe em PAZ!
Ela saiu correndo pelo corredor do apartamento, deixando a porta aberta ao sair e entrando no elevador o mais rápido que pôde.

*as cortinas se fecham*
Yeah, baby, YEAH!
Eu estava em dúvida se postava um texto contando sobre o fato de Greg ser um serial killer, mas agora não tenho mais dúvidas aeaeae /o/\o/\o\
Agora a história vai ficar mais emocionante, acho que até vou criar um "marcador" para essa história em particular.

Trilha sonora do texto:
"Daqui de cima as luzes da cidade brilham,
como mil milhas de fogo,
e eu estou aqui para cantar esse hino,
da morte do nosso dia."

- Anthem of Our Dying Day (Story of The Year)

"Você não acha que eu podia perceber que você estava tentando,
estava tentando me fazer de idiota, me fazer de idiota.
Um paradoxo e tanto, não é"

- A Letter From Janelle (Chiodos)

Perdoem o texto compriiiido, inspiração e imaginação estão a MIL hoje!
beeeijosfuidormir:*
ouvindo ♪ "you won't try to save me" - Silverstein