"O Minotauro vigia este local, onde assassinos, suicidas e ladrões violentos estão submergidos até os olhos, num rio de sangue fervente. Suas almas fervem e gritam. O rio de sangue cerca um bosque, não verde, mas de folhagem seca, sem frutos, sem ramos e com os troncos cobertos de espinhos. São os suicidas, transformados em árvores. Nas árvores as Harpias fazem seus ninhos e dilaceram as folhas negras. Quando uma folha é dilacerada a árvore esvai-se em sangue."
"Greg foi embora quinze minutos depois que Marcel chegou em casa" escreveu Mona no pedaço de folha de caderno que Victoria tinha lhe passado, disfarçadamente devolvendo-o para a amiga sentada na carteira a sua frente. "Aposto que ela vai perguntar: Quinze minutos? Como você sabe?" pensou ela, olhando distraidamente pela janela da sala de aula. "Eu cronometrei".
Ao som do típico alarme para o intervalo, Mona amassou o pequeno papel e o jogou dentro da mochila, imaginando que simplesmente jogá-lo numa lixeira era duvidoso demais. Victoria a chamou para descer até o pátio com as outras garotas, mas Mona recusou, parando em frente à janela, olhando para um ponto indefinido no ar. Desde o momento em que Greg fora embora, na noite anterior, ela não parara de se perguntar o porquê do garoto repentinamente trazer à tona o assunto "Deus". Era fora do comum, e por mais que ela estivesse consciente de que Greg era a pessoa mais fora do comum que ela conhecia, parecia que uma parte do enigma estava faltando, e essa parte ela imaginava ser o segredo que Greg guarda com tanto esmero.
- Sentiu minha falta? - perguntou o garoto, surgindo repentinamente atrás dela.
- Por que você quer saber se eu acredito em Deus? - perguntou ela, sem olhar para ele.
- Curiosidade, eu te disse - respondeu ele, abraçando-a pela cintura e inclinando a cabeça até encostar levemente na dela. - Isso realmente importa?
- Sim - respondeu ela, ainda sem olhar para ele, e sem reagir ao abraço.
- É simples. Me veio à mente a questão da justiça, isso enquanto você estava passando pelas páginas da internet procurando sobre a conspiração, porque por um acaso eu estava lá, caso você não tenha percebido minha presença, o que eu sei que você percebeu...
- Não me enrole, seu safado - disse ela.
- Você nunca me chamou de safado antes.
- Não em voz alta - comentou ela, sem conseguir segurar um breve riso. Greg ficou em silêncio, mas Mona tinha a sensação de que ele achara engraçado também.
- Então, enquanto eu pensava sobre justiça, eu pensei sobre Deus. Dizem que ele é o criador, e que ama todas as suas criações.
- É o que dizem - disse ela, imaginando que responder com um simples "sim" seria vago demais.
- E quanto àqueles que os humanos não amam? - perguntou ele, abraçando-a com um pouco mais de força. Mona engoliu em seco. Antes que ela pudesse perguntar algo, ele continuou. - Por exemplo, ladrões, sequestradores, assassinos.
A garota continuou em silêncio. "Faz sentido. Não, não faz!" pensava ela. "Faz sentido? E se fizer? Caramba, o que ele quer dizer, aonde ele quer chegar?". As perguntas surgiam como gotas de água numa noite chuvosa.
- Deus consegue perdoar todos eles? Você perdoaria?
- Bom, Deus com certeza sabe muito mais sobre o mundo do que eu - disse ela, sem conseguir pensar em nada mais plausível para dizer, virando o pescoço até encontrar os olhos dele.
- E se eu tivesse matado alguém? - perguntou ele, fitando os olhos aflitos dela. Pelo menos quinze frases passaram por sua mente, mas ela nada disse, com a boca entreaberta, esperando que a frase correta aparecesse. Mas ela não apareceu. Greg já não sorria, o que também a acanhava. O sorriso dele era intrigante, mas mais intrigante ainda era ele não sorrir nesse tipo de situação. A típica aura de diversão que surgia quando ele questionava a garota estava ausente. O abismo parecia mais fundo, e a salvação estava inatingível, dessa vez.
- Eu... - começou ela, agarrando-se à esperança de que um frase surgiria como um condenado agarra-se às grades de sua cela.
- Não sabe, não é? - perguntou ele. - Pois é, eu também não sei.
"O abismo é mesmo fundo" pensou Mona, quando Greg abriu aquele fatídico sorriso, finalmente.

WHOA! Gostei hein :D
Postado em tempo recorde! Um título conveniente como esse dá uma motivação a mais para a minha criatividade ;P
Trilha sonora do texto de hoje é o mais puro silêncio!♪
Frase famosa!
"Não sei como é a alma de um criminoso, mas a alma do homem honesto, do homem bom, é um inferno."- Nikos Kazantzakis
beijos ppl fui dormir :*
ouvindo ♪ "I'll be ur doctor, I'll be ur cure, I'll be ur medicine and more" - Cute Is What We Aim For

Considerações finais: preciso de um homem !
Ao som do típico alarme para o intervalo, Mona amassou o pequeno papel e o jogou dentro da mochila, imaginando que simplesmente jogá-lo numa lixeira era duvidoso demais. Victoria a chamou para descer até o pátio com as outras garotas, mas Mona recusou, parando em frente à janela, olhando para um ponto indefinido no ar. Desde o momento em que Greg fora embora, na noite anterior, ela não parara de se perguntar o porquê do garoto repentinamente trazer à tona o assunto "Deus". Era fora do comum, e por mais que ela estivesse consciente de que Greg era a pessoa mais fora do comum que ela conhecia, parecia que uma parte do enigma estava faltando, e essa parte ela imaginava ser o segredo que Greg guarda com tanto esmero.
- Sentiu minha falta? - perguntou o garoto, surgindo repentinamente atrás dela.
- Por que você quer saber se eu acredito em Deus? - perguntou ela, sem olhar para ele.
- Curiosidade, eu te disse - respondeu ele, abraçando-a pela cintura e inclinando a cabeça até encostar levemente na dela. - Isso realmente importa?
- Sim - respondeu ela, ainda sem olhar para ele, e sem reagir ao abraço.
- É simples. Me veio à mente a questão da justiça, isso enquanto você estava passando pelas páginas da internet procurando sobre a conspiração, porque por um acaso eu estava lá, caso você não tenha percebido minha presença, o que eu sei que você percebeu...
- Não me enrole, seu safado - disse ela.
- Você nunca me chamou de safado antes.
- Não em voz alta - comentou ela, sem conseguir segurar um breve riso. Greg ficou em silêncio, mas Mona tinha a sensação de que ele achara engraçado também.
- Então, enquanto eu pensava sobre justiça, eu pensei sobre Deus. Dizem que ele é o criador, e que ama todas as suas criações.
- É o que dizem - disse ela, imaginando que responder com um simples "sim" seria vago demais.
- E quanto àqueles que os humanos não amam? - perguntou ele, abraçando-a com um pouco mais de força. Mona engoliu em seco. Antes que ela pudesse perguntar algo, ele continuou. - Por exemplo, ladrões, sequestradores, assassinos.
A garota continuou em silêncio. "Faz sentido. Não, não faz!" pensava ela. "Faz sentido? E se fizer? Caramba, o que ele quer dizer, aonde ele quer chegar?". As perguntas surgiam como gotas de água numa noite chuvosa.
- Deus consegue perdoar todos eles? Você perdoaria?
- Bom, Deus com certeza sabe muito mais sobre o mundo do que eu - disse ela, sem conseguir pensar em nada mais plausível para dizer, virando o pescoço até encontrar os olhos dele.
- E se eu tivesse matado alguém? - perguntou ele, fitando os olhos aflitos dela. Pelo menos quinze frases passaram por sua mente, mas ela nada disse, com a boca entreaberta, esperando que a frase correta aparecesse. Mas ela não apareceu. Greg já não sorria, o que também a acanhava. O sorriso dele era intrigante, mas mais intrigante ainda era ele não sorrir nesse tipo de situação. A típica aura de diversão que surgia quando ele questionava a garota estava ausente. O abismo parecia mais fundo, e a salvação estava inatingível, dessa vez.
- Eu... - começou ela, agarrando-se à esperança de que um frase surgiria como um condenado agarra-se às grades de sua cela.
- Não sabe, não é? - perguntou ele. - Pois é, eu também não sei.
"O abismo é mesmo fundo" pensou Mona, quando Greg abriu aquele fatídico sorriso, finalmente.

WHOA! Gostei hein :D
Postado em tempo recorde! Um título conveniente como esse dá uma motivação a mais para a minha criatividade ;P
Trilha sonora do texto de hoje é o mais puro silêncio!♪
Frase famosa!
"Não sei como é a alma de um criminoso, mas a alma do homem honesto, do homem bom, é um inferno."- Nikos Kazantzakis
beijos ppl fui dormir :*
ouvindo ♪ "I'll be ur doctor, I'll be ur cure, I'll be ur medicine and more" - Cute Is What We Aim For

Considerações finais: preciso de um homem !










