Mona chegou em casa ofegante, segurando o celular em sua mão direita com força esmagadora. Passou reto pela televisão, ignorando o desejo de ligá-la para ver o noticiário que repentinamente surgiu quando ela viu o aparelho. Subiu as escadas de dois em dois degraus e chegando ao quarto, jogou a mochila ao lado da cama e jogou-se no colchão, tapando os olhos com um dos braços.
- Ele não é tal idiota, não pode ser - dizia ela para si mesma, sabendo que a casa estava vazia e ela podia falar o quão alto quisesse. - Mas assassinos não são idiotas, o que estou pensando? Ele faz bem o estilo, se for analisar... Não, não pode ser!
Imagens de Greg escondido atrás de muros, seguindo pessoas, andando sinistra e aleatoriamente por ruas desertas passavam em frente aos olhos dela como um videoclipe sem música. Algo fazia seu subconsciente imaginar apenas situações em que ele estaria investigando algo ou alguém e recusar a ideia de que ele poderia ser esse "algo ou alguém" que outra pessoa estaria investigando. De lado de fora da janela, ela podia ouvir o som sutil de bicicletas passando pela rua, rádipas e leves, e os latidos fortes da pastora-alemã no pátio. O mundo ganhara uma estranheza peculiar, parecia que tudo estava no maior silêncio, não se ouvia carros, aviões ou quaisquer máquinas, nenhum sino soava ao longe, nenhuma voz ecoava. Tudo era plano e vazio, como o último nível de uma descida interminável. A metáfora "abismo" parecia não caber mais à situação, pois aquilo era pior que cair num abismo. Pois quando você cai, por mais que parece impossível, há a chance de se levantar e voltar a subir. "Mas se a situação for assim com eu imagino que é, eu vou demorar muito tempo para conseguir subir" pensava ela. Abriu os olhos e sentou-se na cama, olhando para o vazio do corredor após a porta aberta do quarto. Ao lado da porta aberta, estava a cômoda com o espelho, e logo em cima da cômoda um porta-retrato da família. A única foto em toda a casa em que todos apareciam sorrindo. Aquela foto sempre acendia uma chama de felicidade, mas por algum motivo obscuro, naquele momento, a chama não chegou a surgir. Mona levantou-se da cama lentamente, sem saber quanto tempo se passara desde que ela havia deitado e começado a cogitar as possíveis realidades em relação à Greg para sua mente ser capaz de aceitá-lo tal como fosse. Ela saiu do quarto e desceu lentamente as escadas, chegando à porta da frente, decidida em sair e procurar algum lugar para pensar, ir até a lanchonete, esmurrar alguém, correr até a amiga mais próxima e chorar. O mundo ainda soava silencioso e vazio, até uma batida na porta soar mais alto.
- Hei, resolvi chegar mais cedo - disse a voz de Andrew, do outro lado da porta. Mona abriu a porta lentamente, sem chegar a pensar em como o amigo teria entrado no pátio enquanto a pastora-alemã estava solta, observando-o com o olhar vago. - Meu Deus, você está bem?
Andrew, surpreso, entrou rapidamente, segurando a garota pelos ombros, fechando a porta com o pé. Ele a empurrou até o sofá e a fez sentar-se, e ela continua olhando para o vazio, na altura dos ombros dele, aproximadamente, pois ele era consideravelmente mais alto que ela.
- Aconteceu algo? Você está pálida... - perguntou ele, ainda segurando-a com força, olhando fundo nos olhos dela.
- Eu não sei... - começou ela, sem saber o que estava dizendo ou o que deveria dizer. - ... Que horas são.
Andrew levantou as sobrancelhas.
- São três e meia, eu achei que seria melhor vir mais cedo, achei que Marcel já estaria em casa...
- Eu não sei o que aconteceu - disse ela, aparentemente ignorando o que ele disse. - Eu não sei o que fazer, eu não sei para onde ir, eu não sei.
O olhar até então vago direcionou-se aos olhos azuis dele, como em resposta ao olhar que ele sustentava. A expressão preocupada de Andrew era única, deixava transparecer completamente que ele se importava, por mais frias que algumas de suas outras expressões pudessem ser. Mona sentiu as lágrimas finalmente surgindo. Ele abriu um fino sorriso e a puxou para si, deixando-a chorar. Ela passou os braços pelas costas largas dele, entregando-se ao desespero que a vinha consumindo.
- Você não precisa ter certeza de tudo - disse ele, convicto. Naturalmente, ela pensaria "não é uma questão de ter certeza ou não", mas naquela ocasião era, e as palavras dele soaram mais reconfortantes do que ela imaginava que qualquer palavra de qualquer pessoa no mundo pudesse ser. - Quando precisar, você saberá. Tudo há de dar certo, por mais que você erre, se perca e caia no meio do caminho.
- Eu... Odeio... Muito... Tudo... ISSO! - soluçou ela, afundando a cabeça contra o peito dele, ouvindo as batidas do coração dele. Andrew resolveu não se dar ao trabalho de imaginar o que acontecera, abraçou a garota com mais força, e encostou sua cabeça na dela, até que as lágrimas parassem de cair, e Marcel entrasse pela porta.
Caramba, eu imaginei que não criaria um capítulo nove tão lecal assim *¬*
É bom criar situações com bastante "Andrew" HAHAHAHAH.
Obrigada à uma certa pessoa extremamente especial de um certo fórum que eu gostaria muito de saber se um dia nessa vida poderei chegar a conhecê-la, à um amigo que não sabe que ele é mais que isso, à um outro amigo que me dá o melhor abraço desse mundo e à banda Cute Is What We Aim For, pelas músicas que me fizeram retornar ao blog.
Desculpem a demora, abri um projeto, arranjei umas coisas para fazer e tal.
ALIÁS, visitem, por favor, os seguintes enredeços:
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- SHOUNEN.
- Comunidade brasileira sobre animes, mangás, programação, design, downloads completos e muito mais. Conheça pessoas, faça amizades, faça parte da família Shounen!
- OMG Scans.
- Yeaa, eu abri um projeto de scans *-* Por enquanto, os mangás produzidos serão Kuroshitsuji e Mysterious Honey, o projeto está em construção, mas vale a pena, confiram!
[marketing mode: off]
De novo, eu peço desculpas pelos comentários não respondidos, pela demora e todo o mesmo blábláblá.
Outra coisa, Sr. Anônimo, por obséquio, poderia identificar-se?
Trilha sonora ♪
"Você ainda está vivo? Você está com medo por dentro?
Providência é cega quando você está aterrorrizado.
Você ainda está vivo? Você está com medo por dentro?
Quando nós chegarmos ao final da estrada
Eu nos levarei para casa"
- Terrified (Story of The Year)
"Eu me tornei, o que uma mãe
Não iria querer para seu filho
E eu fiz,
Certas coisas das quais me arrependo.
Mas a prática traz a perfeição,
a prática traz a perfeição,
faz sentido para mim."
- Practice Makes Perfect (Cute Is What We Aim For)
Frase famosa! - mais um poeminha.
"esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem" - Paulo Leminski.
That's all folks. beijos:*
ouvindo ♪ "A loser can win whenever they want to" - Cute Is What We Aim For

Considerações finais: me desculpem, sério T_T. Na próxima postagem, a história Incógnita entrará num certo recesso, mas a causa é que eu realmente não criei nada depois de quando Mona descobre que Greg é o assassino e se desespera por isso, demora para conseguir conciliar a realidade, e depois volta a ficar do lado dele, pois afinal, ela ama ele tanto quanto ele a ama. Ai, quero um romance desses :/