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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Won't you think I'm pretty,

when I'm standing on the top of the bright lit city?

Madrugada. Telhado. Arranha-céu. Ele de calça jeans, jaqueta cinza. Ela de bermuda cáqui, moletom branco.
- Não é lindo?
- É... - suspirou ela. A cidade apresentava-se movimentada e iluminada aos pés deles. - Como você conhece esse lugar?
- Eu tenho minhas fontes.
- Como sempre, né.
- É.
Carros corriam pela avenida, deixando rastros coloridos dos faróis acesos. Letreiros de lojas, luzes decorativas nos postes. Uma atmosfera de leveza pairava sobre tudo.
- Sinto-me como o dono do mundo - riu-se ele.
- É tão... - começou ela, aparentemente sem conseguir encontrar uma definição que coubesse àquele cenário.
- Também acho - interveio ele, sorrindo e olhando para o céu. As nuvens cobriam a lua e algumas estrelas.
- Por que o céu de inverno é tão fechado assim? - filosofou ela.
- Você tirou essa pergunta e a resposta à ela de algum lugar, não é?
- É. Mas eu gosto dela. Talvez o céu de inverno seja fechado assim, porque as pessoas se preocupam com o frio e não olham para o céu. Então o céu não tem necessidade de aparecer azul e claro como nos dias de verão.
- E isso seria porque é a vontade das pessoas que rege o mundo?
- Sim, seria. As luzes da cidade parecem tão bonitas assim porque alguém quis que a cidade fosse assim. E porque alguém quis vir até o topo de um arranha-céu para observar. Se as pessoas não quisessem, se simplesmente deixassem ser, não seria bonito assim.
- Mas as pessoas se contradizem.
- E isso faz de tudo mais bonito ainda. Porque com diferentes pontos de vista, as coisas tornam-se como diamantes, podendo ser observadas de diversos ângulos, refletindo tudo.
- É assim que você vê o mundo?
- É assim que eu consigo acreditar no mundo. Porque assim imagino que, se as pessoas quiserem o melhor, o melhor será.
- E se elas pensarem apenas sobre si mesmas?
- Ao menos eu espero que um dia percebam que isso é impossível. Ninguém pode viver sozinho. Porque se vivesse, não teria para quem contar o que descobre, assim como eu não teria com quem falar sobre o céu de inverno.
Ele virou-se para ela, e ela olhava para a cidade.
- Pense bem. Aqui de cima, tudo é tão lindo. Mas a verdade é que, lá embaixo, tudo é lindo também. Só nos falta a vontade de querer ver.
Ela então virou-se para ele, os olhos refletindo as milhares de luzes que vinham da avenida.
- Por que martirizar-se, se o mundo é lindo? É isso que você quer dizer?
- Quase. Por que parar de acreditar, se o mundo pode ser ainda mais lindo? - ela sorriu. Ele levantou as sobrancelhas. - Sempre teremos um novo dia, um novo ano, para continuar acreditando e querendo que o mundo mude. Sempre teremos a oportunidade.
"É só querer mudar"

Tempão que eu queria usar essa música de título, sabe?
A frase de título pertence à The Used - The Taste of Ink, aliás. =)



Um vídeo LIIIINDO neste último dia do ano para vocês ;)
Que todos os seus sonhos se realizem.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

And I want you to know...

You couldn't have loved me better.

Eu poderia continuar uma das minhas histórias, mas o diálogo/crônica que eu poderia montar agora, sob esse título, não se enquadra em nenhuma delas. Já aconteceu antes, haha. E agora, nesta madrugada, eu não me sinto apta a discorrer um conto.
Vejam só, amanhã é natal. O ano não poderia ter passado mais rápido. Parece que foi ontem que eu fiquei me martirizando por causa do que podia ou não podia ser sobre um tal fulano. Parece que foi ontem, a minha festa de 15 anos. Parece que foi ontem, um certo encontro numa certa sorveteria. Parece que foi ontem o dia em que eu deixei para trás todas as minhas esperanças, respirei fundo, e encontrei uma alegria maior do que a maioria das minhas esperanças almejava. Parece que foi ontem, que eu percebi o que a felicidade realmente é. Analisemos, eu nenhum outro ano eu pensei tanto sobre a felicidade como em 2009. Dois posts atrás, eu resumi a conclusão à qual cheguei na seguinte frase: "Felicidade é de graça, é só sentir". Não lembro em que situação fui pensar na tal frase. Sei que tanta coisa acontece com a gente, que a gente esquece disso. Esquece daquilo que importa. Esquece das outras pessoas, às vezes. A gente erra. Chora. Cai. Levanta. Grita. Espanca. Briga. Chora mais um pouco. Reflete. Sorri. Sente. É engraçado falar "naquilo que importa", uma vez que as coisas que importam não seguem padrão algum. Mas por algum motivo, certas coisas viraram senso comum. Todo mundo quer seu pedaço de felicidade, algo que lhe faça sentir bem consigo, algo que importe. Chaplin tinha toda a razão quando disse que "nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos (...)". De fato, não há lugar melhor para procurar por respostas além de olhar para si mesmo. Passei a acreditar que o mundo muda e evolui de acordo com as vontades das pessoas. De acordo com suas intenções, desejos. Passei a esperar que um dia, todas as intenções se encontrem, numa só intenção. Intenção de viver e deixar viver. De entender o que se passa com os outros, de deixar de se importar apenas com o que concerne a uma parte do sistema. Será como se todas as engrenagens girassem corretamente, nenhuma mais rápido, nem mais para a esquerda, do que a outra, para fazer o relógio girar. Aí tudo será por tudo, e para tudo. Todos por todos e para todos. Utopia, será?
Passei a pensar que o que falta às pessoas é perceber que são os nossos valores e princípios, cultivados no meio em que vivemos, que mudarão o mundo. Não são apenas os grandes feitos. É ter essa consciência, de coletivo, de colaboração. É entender que ninguém vem ao mundo para ficar sozinho. É ver que a resposta está na nossa frente, só nos falta a vontade de querer vê-la. Porque uma vez que sabemos dela, estamos cientes de que precisamos mudar algo em nós. Na maioria das vezes, as pessoas têm medo de mudar, por mais que seja para melhor. Medo de compreender uma nova realidade, medo de tentar...
Ah, agora o título não tem mais nada a ver com o assunto. Mas ficou bonito assim.

"A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles."
- Albert Einstein.


Desculpo-me por não ter postado todo dia como disse que faria mesmo sabendo que não poderia. Ano passou rápido, e muita, mas muita coisa aconteceu.
Bom final de ano, boas festas, e toda a felicidade para todos vocês em 2010 e para todo o sempre.




Que você leitor sempre tenha um motivo, seja qual for, para dizer: "OOH My God!" :D


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DORGAS, mano.

Erick Beer: bom, deixa eu cuidar da minha fazendinha agora
colheira feliz é do capeta
treco vicia mermo...
Júlia ;.: arrgh, vejo graça não hein '-'
não curto fazendas
Erick Beer: eu não via, até tinha desistalado
aí uma amiga disse que tinha roubado um bocado de coisa de mim
Erick Beer: aí eu reinstalei pra roubar dela *vingançaaaaa *
aí começei a roubar dos outros também
e aqui estou
Júlia ;.: perdeu-se na vida, DK. Tsc tsc
Erick Beer: senti uma desapontamento em suas palavras, DS
ou estou enganado?
Júlia ;.: não, foi um comentário imparcial, DK
Erick Beer: uff... que bom
Júlia ;.: você não poderia me desapontar, DK.
Júlia ;.: meu orgulho
Erick Beer: Own, que lindo DS *--*
por isso que eu amo tanto ocê, minha parça õ/
Júlia ;.: yeeey \õ
Erick Beer: putz, já tô com sono
tô dormindo cedo agora
Erick Beer: queria melhorar minha média nesse último bimestre...
pelo menos consegui, hihi
Júlia ;.: haeuhauah
eu to meio cansada por causa de ontem
festin tava mara
Júlia ;.: tirando um escorregão e os dedos do pé cortados pela sandália, mas isso não vem ao caso
Erick Beer: coisas normais que acontecem em festas, DS...
normal, normal
Júlia ;.: mas claro, DK.
o que seriam das festas sem um incidente desses
Erick Beer: bom foi eu ter pago 5 conto pra "noite celebration", e no dia deu só umas 20 pessoas e ainda choveu... -.-'
Júlia ;.: uia.
minhas condolências, DK.
Erick Beer: não DS, carece disso não
teve um lado bom sabe...
Júlia ;.: hun, imagino
Erick Beer: eu bebi um cadin, e fiz uma graças que normalmente eu não faria (faço coisas bestas, mas nem tanto) e isso chamou a atenção de uma guria que eu era afim, e essa semana eu fiquei com ela, segunda e terça... Kaham ;D
Júlia ;.: well done, DK, well done.
tô falando, meu orgulho !
Erick Beer: sou assim por vc DS
pra ser sempre o seu orgulho! ;D
Júlia ;.: DK, somos realmente uma dupla inseparável hein.
Júlia ;.: maldito seja o cara que nos distanciou na maternidade
Erick Beer: e bendito seja o fato do kousen ter ficado fora do ar e eu ter ido para o DBBR pra quebrar o tédio...
se não fosse isso não teriamos nos reencontrado
Erick Beer: tudo calculado pelo destino...
Júlia ;.: que bonito, que bonito.
Júlia ;.: DK, onde estaríamos se o kousen não tivesse ficado fora do ar?
eu não seria a mesma
Erick Beer: não sei vc, mas eu com certeza estaria um bocado menos feliz do que estou agora, enquanto falo contigo. =]
Júlia ;.: awn, DK
Erick Beer: dos amiguinhos de Internet, vc é uma das poucas que eu MORRO de vontade de ver um dia, DS. ;D
Júlia ;.: idem, DK
é um privilégio de poucos, muuuitos poucos /meachei
Erick Beer: mas isso é temporário
é só eu ficar milionário
rapidão
Erick Beer: hihi... que bom que é reciproco, DS. *--*
Júlia ;.: sumemo, aí nós dominaremos o mundo
MWAHAHAHAH
Erick Beer: Muahahahaha *som do msn*
Erick Beer: acabo de perceber que o velho tociu um pouco enquanto enfartava
Júlia ;.: HAHAHAHA
coitado do velho, mano.
queria ter conhecido ele. :/
Erick Beer: hi hi, dorgas mano! rairairairiaria
Júlia ;.: RIARIARAIRAIRAIRAIR
risada fail.
Erick Beer: http://www.zueimuito.com/wp-content/uploads/2009/12/44850814.jpg
UHEUHEUAHEUAHUEHAUEHAUEHUAHEUAHEUAHUHA
rairairairairirairaira... Eu sou uma abêia, mano!
Júlia ;.: HAUEHAUEHAUEHAUEHAUHEAUEHAUEHAEUH
ri alto demais, cara
Erick Beer: tinha que ver a primeira vez que vi
tive crise de riso
uheuaheuhaeuhaueha
Júlia ;.: muito, cara
Erick Beer: ó essa:
Júlia ;.: HAUEHAUEHAUEHAUEHAUHEAUH
Erick Beer: http://www.naointendo.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dorgas.jpg
Snoop Dorgas, mano!
rairairai
Júlia ;.: RIARIAIRIAIRIA
Erick Beer: imagens by kousen
vc vai gostar de lá, DS
xD
Júlia ;.: to vendo
Erick Beer: mas nenhum me fez rir mais que a da Abêia
ieaijeiajeia
Júlia ;.: to rindo até agora, mano
Erick Beer: rairairaiiraira... dorgas, mana!
Erick Beer: http://pagosparavadiar.files.wordpress.com/2009/04/hitler-fuuu.jpg  
Júlia ;.: RULES, MANO! RIARIAIRAIRIARI
Erick Beer: conta de gás... fuuuuuuuuuuuuuu  
Júlia ;.: LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
Erick Beer: http://fuuuuuuu.files.wordpress.com/2009/02/123574146228.jpg
uheuaheuaheuhaue  
Júlia ;.: Sei como é.
Trágico isso.  
Erick Beer: essa não teve graça, mas foi criativa:
http://ouvindogroselha.files.wordpress.com/2009/08/fuuu_xbox.jpg  
Júlia ;.: errrrr
ERRRRR
Erick Beer: haha: http://caspianroach.ru/content/pikachu-fuuu.jpg   
Júlia ;.: LOL  
Erick Beer: uehauehauheuaeh... ri alto: http://ehtudonosso.files.wordpress.com/2009/08/dorgas-gabriel.jpg  
Erick Beer: http://www.naointendo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/dorgas.jpg
Júlia ;.: já vejo, calmaê.  
Júlia ;.: LOL mano  
Erick Beer: esse treco de dorgas apareceu de repente igual o fuuuuu eu racho das imagens
Erick Beer: vou tomar banho (antes tarde do que nunca)
agorinha vorto  
Júlia ;.: tá bom, DK õ/

Pois é... Eu ri alto.
DS = Douhai-san = eu :3
DK = Douhai-kun = Erick :3 

"Just look at me
Silly me
I'm as happy as could be
I gotta a girl who thinks I rock
And tomorrow there's no school
So let's go drink some more red bull
And not get home till about 6 o'clock"

- No Tomorrow (Orson)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

- General?

- Até você me chama de General... - riu-se Dean. - Estou ficando velho.
- Mas é claro que não... Pense bem, e eu que já sou Tenente...
- Você é um caso à parte, Steffens. Mas então, o que você quer?
Jeremy respirou fundo enquanto Dean se espreguiçava e apoiava-se na beirada do terraço, virado de costas para a paisagem que se abria atrás do castelo. O rapaz estendeu o olhar pela imensa campina verde-clara, passado pelas árvores à oeste até chegar ao riacho que se abria ao leste. Ele só podia enxergar a nascente, tão pequena àquela distância.
 - O que será de mim? - perguntou o jovem, finalmente. Dean levantou as sobrancelhas, mas não virou-se para Jeremy. - Eu poderia perguntar à Mai, mas ela só me confortaria com qualquer esperança vazia que ela encontrasse, e eu não quero me apoiar nesse tipo de afirmação...
- Aquela garota gosta de você, Steffens. Nunca, mas nunca, se esqueça disso... - começou Dean. - Hei, você chamou ela de "Mai"?
- Não fuja do assunto! - exclamou Jeremy, sentindo a face esquentar.
- E não fugi. Veja bem, Steffens...
- Só o Seth me chama de Steffens...
- Quem é que está fugindo do assunto? - replicou Dean, olhando de canto para o olhos de Jeremy. O azul dos olhos dele já não era mais o azul celeste que Dean um dia conhecera. A cada dia mais cético, a cada dia mais inconformado, a cada dia com os olhos menos azuis e mais brilhantes, Jeremy parecia cada vez mais um mago.
- Desculpe. Mas o que a Mai tem a ver com isso?
- Ela é a decisão que você tem que tomar. Seus olhos estão cada vez mais parecidos com os olhos de um mago sênior, mas você ainda é um aprendiz intermediário. Matt já lhe contou que todo mago filho de uma feiticeira e um humano tem o poder de escolher se vai seguir sendo um mago ou não. Essa escolha é feita diante de algum fato da vida. Alguns têm de se recolher da sociedade, outros, matar alguém. Porém, a sua decisão é uma das mais difíceis...
- E o que a Mai tem a ver com isso...? - repetiu o rapaz, impaciente.
- Protegê-la ou não protegê-la. Fazê-la feliz ou fazê-la triste. Amá-la ou não amá-la. Essa é a sua decisão.
Jeremy abriu a boca para replicar, mas ele não ouviu o que esperava ouvir. Maiara era a única pessoa que entendia o que ele sentia, ou então tentava entender melhor do que todos os outros. Dean parecia saber disso, e abriu um sorriso confiante ao ver Jeremy sem respostas para o que ele dissera.
- Como é que você consegue parecer tão feliz num mundo assim? - indagou o Tenente.
- Ora, Steffens, mas e como não ser feliz? Felicidade é de graça. É só sentir.
- Mas e...
- Os problemas? Guerras? Decisões? Inimigos? Tudo isso vem com um preço. Felicidade não.

"Pense nisso, Steffens." 


"Essa garota é muito esquisita
Sonhadora criatura
Tem mania de leitura
É um enigma para nós a nossa Bela
O nome dela quer dizer beleza
Não há melhor nome pra ela
Mas por trás dessa fachada
Ela é muito fechada
Ela é metida a inteligente
Não se parece com a gente
E se há uma moça diferente é ela"
- A Bela e a Fera (Disney)

Decidi aparecer aê na madrugada. ^^ 
Beijos, pessoal. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oiê.

Desculpem a demora, aconteceu TANTA coisa. :D
Finalmente aquele projeto de scans deu certo, confiram!




Vamos ao texto que é isso que importa. Escrevi esse na última tarde de aula :B

De onde foi que você veio?

Ouvi alguém me chamando. Era a mãe, queria se despedir antes de sair para resolver algumas coisas no escritório à noite. Ela não gosta de trazer trabalho para casa, parece que assim ela está sendo uma mãe ruim, e ela não quer pensar assim. Gritei que logo ia até a sala, esperei que meu coração parasse de bater rápido do jeito que estava, para que ela não pensasse que eu estava taquicárdica. Ela saiu sem muitas delongas, e eu fiquei sozinha. Arranjei algo para tomar e fui ligar o computador no quarto, a janela ainda aberta, a chuva quase parando. Enquanto o computador ligava, entreti-me em prender o cabelo todo desarrumado pela chuva. E de novo eu começava a indagar qual seria a causa daquela sensação estranha que me acometia. De repente, eu me sentia tão... Completa. Como se tudo no mundo se encaixasse, como se tudo ganhasse sua coerência de volta, e era estranho ficar contemplando tal sensação. Minutos antes estava eu andando na chuva e me sentindo como um caderno abandonado, sem nada em suas linhas. E aí, tão surpreendentemente quanto um piano caindo de um prédio na calçada bem na minha frente, que era como eu havia me sentido momentos antes, eu...

"E de onde foi que você veio?"

"Quê?", eu perguntei. Não em voz alta, evitava falar em voz alta quando estava sozinha em casa. Porque se o fizesse, continuaria a fazê-lo mesmo quando houvesse mais alguém em casa, e aí eu me sentiria uma louca por estar falando sozinha, por mais que não seja loucura... Mas não é isso que vem ao caso. O que vem ao caso era o que eu havia acabado de ouvir. Até esqueci da janela aberta, de que o som poderia vir de lá, já que minha mente não se ocupou em imaginar que poderia ser um bêbado gritando na rua...

"Demorei a chegar aqui"

De novo. A estranha sensação de completude foi substituída por uma curiosidade talvez até mais estranha num piscar de olhos. Não poderia ser um bêbado gritando na rua. Era claro demais para vir da rua, baixo demais para um grito, e soava gentil demais para um bêbado. O computador já estava ligado, iniciando um programa de mensagens instantâneas. Nem percebi. Fui até a janela, com certa cautela. Silêncio. "Vamos, diga algo, seja lá quem for você", pensei. "Ótimo, agora estou conversando telepaticamente com alguém que não sei quem é, e que talvez seja fruto da minha imaginação", disse à mim mesma. Driblando a opção de que realmente fosse apenas minhas imaginação, cheguei à janela. Só então percebi um fato interessante. O garoto da porta ao lado também era o garoto da janela ao lado, diretamente ao lado do meu singelo quarto. Estiquei o olhar à janela dele, tentando me esconder atrás das persianas. A cama dele ficava ao lado da janela, igual a minha. Ele estava sentado com um caderno no colo, olhando pela janela, com uma expressão de quem não tem exatamente para onde olhar, igual eu, quando deixava o computador de lado e ia escrever redações para o colégio, olhando pela janela, sentada na cama. Ele era um escritor, então. Poeta, talvez? Não pude tirar nenhuma conclusão, fiquei ali, só olhando, sem um ponto fixo para olhar, como ele estava segundos, ou minutos, antes. Meu único erro foi esquecer das persianas.
- Oi, você - disse ele, surgindo sorrateiramente no canto da janela, mais perto da minha, me acordando do meu transe, me mostrando que a minha enevoada imaginação não era nada comparada à realidade.

Num momento menos eufórico eu venho e falo mais, e mais, e mais.
AH, um mês de namoro com o fofo do Felipe Leroy hoje (L) 
Porque ele foi o melhor que me aconteceu.
Porque ele me faz sorrir da forma mais verdadeira possível.
Porque tudo que eu queria era poder abraçar ele agora e dizer o quanto ele significa para mim.
Porque ele mudou meu mundo.
Porque ele agora é tudo para mim.
Porque eu quero passar todos os meses da minha vida ao lado dele. 
Porque ele é o melhor namorado do mundo. :D 

Beijos, galerinha :*

domingo, 6 de dezembro de 2009

Shot through the heart.

And you're to blame.
you give love,
a bad name.

Rá.
Eu tinha um texto pronto, coisa mais fofa do mundo. Escrevi na sexta, depois da prova de VB.
Porém, na quinta, eu dormi mal demais, na sexta acordei já planejando a bebedeira de sexta a noite, custei um pouco para melhorar, mas ocorreu o que ocorreu, tudo se resolve como eu sempre digo, e aqui estou eu feliz e pulante. Certo, pulante nem tanto porque amanhã tem aula, que coisa.
Voltando ao texto que é a coisa mais fofa do mundo. Tenho preferido escrever em 1ª pessoa, me sinto mais próxima das tramas (?) HAHA. Problema é que eu deixei o pendrive em casa e panz, então o texto ficou lá, sabe. Voltando à bebedeira de sexta, OOPS, à festa de sexta. Engraçado como a simples companhia das pessoas de quem a gente gosta faz o mundo mais colorido.

Um pouco de bebida também ajuda. LOL
Saquem só meu desktop repaginado *-*


Dica: procurem algo sobre ou leiam o mangá Koko Ni Iru Yo! (tem uma blogueira, um gatinho, girassóis, um garoto popular e um romancezinho típico de mangás shoujo, coisa linda de se ler) :B
A música do título chama-se You Give Love a Bad Name, by Atreyu. *-*
Saudades de ouvir, tanta coisa para baixar, ah. Ao menos as férias tão logo aê e eu vou poder fazer TUDO que eu estive querendo fazer, mas o colégio não deixava \o/
Boa noite, povo.
Beijos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um meme e um outro projeto.

E lá vamos nós com MAIS UM projeto em Delphi. '-'
Dessa vez é uma estrutura básica de banco de dados.

Banco de dados:



Painel central:






Tabela de Clientes:





Tabela de Produtos:





Conexão de dados:



























Tah-dah!
Eu não saberei explicar passo a passo, sorry.
(Algumas coisas eu nem sei como fiz aeaeae \o/)

Estava eu procurando um meme para completar o post, mas eu não achei nenhum que me agrade, mas eu não vou mudar o título agora HAHAHAH. Então, depois eu venho com um texto bonitinho que eu imaginei umas horas atrás, mas não cheguei a digitar.

Gostei dessa imagem :B
Cenas Allen x Kanda são o ó.
Saudades de D.Gray-man, ah. :_:

Beijos, cuidem-se.
Considerações finais: Felipe Leroy, eu amo você.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Amigos, festa e álcool.

Não postei ontem porque eu estava numa situação de uma verdadeira ZUMBI.

Mas então.
Começou a temporada de formatura de colégios e faculdades em geral na minha cidade \o/
E aí vem a típica compra de vestidos, as reuniõezinhas na casa de fulana ou ciclana para se arrumar antes da festa, aproveitar para falar da vida (nossa e dos outros)... É uma perdição. HAHA
O importante é que a gente se diverte.

PORÉM, eu estava a pensar sobre quanto problema surge por causa dessa diversão. Mentira, não fiquei muito tempo remoendo tudo que pode por ventura acontecer decorrente de festas e pegações e bebidas e perdições e uma lista infindável de coisas que podem acontecer. Estava eu no pátio do colégio, só ouvindo as conversas alheias. Interessante como o povo fala de bebida, haha. Não que bebida seja ruim, eu mesma bebo e ponto. Mas falam como se ficar bêbado(a) fosse o ó do borogodó, compreende. Falam assim também sobre quem eles(as) "pegam" nas formaturas e festas de 15 anos por aí. "Pegam", claro. Porque pessoas não passam de objetos que por um acaso ocasional do destino estavam ali e foram "pegas". Outra coisa que ouvi foi a questão de não poder aproveitar uma festa por ter namorado. Namorados(as) não são um problema, festa é feita para se divertir com o povo, e não para sair pegando o povo. Cada coisa. O mundo já se tornou algo tão superficial. E viva os desejos carnais, porque do pó tu veio e para o pó retornará, então bora viver a vida porque ela é curta. (?)

Divirtam-se, amem, riam, bebam, dancem. A maior festa dessa vida é ela mesma, e por isso de nada vale jogá-la fora por simples desejos carnais tão fúteis assim.

Everybody, let's go party.














Trabalho de equipe, vejam só que coisa fofa. :B
Sem frases famosas e tal hoje.
Beijos, cuidem-se.