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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Há tantas verdades,

quanto há pessoas no mundo.

Estava eu assistindo ao episódio final de 07-Ghost, um anime que não teve o tipo de final que eu gostaria de ver, mas mesmo assim foi interessante, e eis que eu me deparo com a frase que hoje resolvi usar como título. Muitas e muitas vezes eu me pergunto o que é e o que deixa de ser verdade. E não sou só eu, é claro. Todo mundo quer saber. Saber afinal quem é, de onde veio, para onde vai, isso só para citar as indagações básicas de qualquer humano. Saber a verdade da vida, o motivo pelo qual fulano ama fulana e fulana só liga para ciclano, a razão pela qual existem tantos paradigmas e estereótipos que tanto enfurecem certas pessoas, descobrir porque raios o céu é azul. Em tudo há uma pergunta. Em toda pergunta há uma verdade. Em toda verdade, há um mistério.

Mistério do tipo que faz ciclana crer num ser maior, mistério que faz beltrano pensar que tudo é uma conspiração e que somos todos obra da Matrix. Mistério que faz surgir um zilhão de mentiras para um zilhão de verdades. Afinal, verdade é algo que poderia existir no plural? Se é verdade, é isso e ponto, não precisa ter outra. Seria eterna e absoluta, como uma única certeza. Por ventura seja esse o motivo de ninguém sabe e todo mundo querer saber: é só uma. Uma única e absoluta verdade, da qual podem derivar zilhões de outras que acabam sendo denominadas verdades também.
É o frase chave desse blog: tudo depende do ponto de vista. E como para cada metro quadrado de terra há uma pá de pontos de vista, é mais do que aceitável que haja uma pá (e meia, talvez) de verdades. Qual delas é real, afinal? Afinal, terá de ser uma?
Olha que bonito, mais perguntas. E para todas as que eu fiz, podem aparecer várias cidadãs e vários cidadãos com uma resposta, cada uma diferente. Se juntar tudo e tentar interpretar, o que daria, será? Será que dá uma resposta final para tudo e todos e todas as coisas que existem? Essa é a questão. Ninguém chega na resposta porque ninguém chega a considerar todas as possíveis e imagináveis possibilidades. Porque afinal, há tantas verdades quando há pessoas no mundo. É procurar a palha no agulheiro. Ou vice-versa, escolha com o seu ponto de vista.

Verdade.
Ano passado eu pensava na felicidade, agora eu penso na verdade.
O que será ela, afinal?
 
Será que o sábio chinês sonhou que era uma borboleta,
ou a borboleta sonhou que era um sábio chinês?

Tanta coisa a se saber. A se discutir, a se dividir, a se compreender.
Almejo o dia em que todo mundo poderá saber, discutir, dividir e compreender.
Porque aí não haverão discórdias e angústias.
E aí, a verdade simplesmente vai aparecer.
Bem embaixo do nosso nariz, onde ela pode sempre ter estado.

4 comentários:

Daiane disse...

Uma professora minha disse uma coisa que nunca vou esquecer. Ela mostrou um apagador. "vocês estão vendo esse apagador?, o jeito que você vê ele, é diferente do jeito que a pessoa no fundo da sala vê. Mas dependendo do jeito que a pessoa o vê, é verdade. Você vê de um jeito, e a outro de outro. Mas é verdade"
muito profundo! nunca me esquecerei!

Mah disse...

acho que a gente sempre vai se perguntar o que é verdade... talvez pq vivemos num mundo onde há mais mentiras!
Muito profundo o post! bjoos [aparece no meu blooog!!!]

Anônimo disse...

queensandbitches.blogspot.com -->acessem ;D

Nuno Lima disse...

"Verdade.
Ano passado eu pensava na felicidade, agora eu penso na verdade.
O que será ela, afinal?"

gostei especialmente desta parte, comigo é exactamente o mesmo!

continua com os bons posto Juu *.*
Beijo