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sábado, 23 de janeiro de 2010

Maldição - Parte II

O silêncio completo, pode ouvir minha voz?
Varra-o, e jogue fora, e aí você terá um motivo para se orgulhar.
A tristeza, o eco do vento. Você é livre para brilhar
 Vá pelo meu caminho, vamos lá.

- Eu perguntei onde está o Bell! - repetiu Lena, empurrando a ponta da lança um milímetro ou dois mais perto do rosto do homem.
- Não faço ideia! Não conheço nenhum Bell! - a voz do homem soava estranha, e ele tinha uma cicatriz horrorosa que parecia dar uma volta completa por seu pescoço.
- Pense comigo, cidadão - ameaçou Lena. - O nome do lugar é Jack Bell's. Então é mais do que compreensível que exista um Jack e um Bell, e olha só, você não é nenhum dos dois!
Lena afastou a lança do homem, ergueu-a na altura da orelha do cidadão e num golpe rápido golpeou-o fazendo-o cair no chão, gemendo, a orelha cortada pela metade. A moça levantou a lança na altura dos olhos e lambeu a ponta ensanguentada.
- O sangue dele não é ruim.
- Ele já foi mordido, certeza - observou Maxwell, sentado numa banqueta, segurando o bastão que carregava consigo entre as cabeças de dois caçadores que haviam caído no chão ao tentar fugir, e agora permaneciam sentados aos pés de Maxwell. - Mas eu pensei que Jack e Bell eram a mesma pessoa.
- Não, são dois irmãos... - chutou Ella, sentada sobre uma mesa perto das janelas, balançando as pernas distraidamente, com três outros caçadores tremendo de medo embaixo da mesa.
- Não eram só amigos? - indagou Code, encostado de braços cruzados na parede oposta à mesa onde Ella sentara. Os pés dos dois homens que o ladeavam pareciam presos no chão por alguma força desconhecida.
- Pouco me importa! - exclamou Lena, balançando a lança de um lado para o outro. - Tudo que eu preciso saber é o que aqueles capangas do Concílio fizeram com o Bell!
- Eles estão com o Concílio?
- Não, mas o Concílio aprova - observou Alice, bufando.
- Você não deveria cuidar para que os caras que sobraram não fujam? - perguntou Code, lançando um olhar mesclado entre curiosidade e preocupação à moça.
- Preste atenção - respondeu ela, sorrindo. Ela pisava com o pé direito nas costelas de um caçador estirado no chão, segurando frouxamente uma faca na mão e fitando Alice com raiva. Na mão esquerda ela segurava uma arma num tom claro de prata, apontando-a para mais dois desconhecidos encolhidos contra a parede. - É minha arma favorita, sabe, esse Magnum.
- 44? - indagou Maxwell, já sabendo a resposta. Alice apenas sorriu. Lena deu as costas ao balcão atrás do qual o cidadão que ela ameaçara gemia, cobrindo a orelha cortada.
- Será que mais algum dos idiotas sabe algo do Bell? -  perguntou, olhando de ponta a ponta da taverna, encarando cada um dos caçadores ou testemunhas.
- Aquele cara sabe - observou Alice.
- Quem? - disparou Lena.
- Ele - Alice tirou um revólver menor da cintura e atirou em direção ao corredor escuro que levava aos fundos do estabelecimento. Alguém gritou, e ouviu-se o som de um corpo batendo contra o chão de madeira da taverna. Um rapaz de cabelos claros caíra numa parte ainda iluminada do corredor, com a mão no pescoço. A bala atingiu-o de raspão.
- Droga, errei - bufou Alice. - Tinha certeza que eu ia acertar bem no olho.
- Você estava mesmo mirando? - indagou Code, sorrindo.
- Mas é claro, meu bem - respondeu Alice, num tom levemente desafiador. Code riu, descruzando os braços e colocando as mãos nos bolsos do casaco de viagem.
- Não sei de nada! - exclamou o rapaz que caíra.
- Mentiroso... - suspirou Ella. Alice e Maxwell se entreolharam, e o rapaz levantou-se da banqueta enquanto Lena ia na direção dos dois que permaneciam no chão, apontando a lança com um olhar feroz.
- Ella tem uma percepção diferente das coisas, sabe - comentou Maxwell, andando até o rapaz que levara o tiro, os olhos brilhando e o sorriso entortando-se da forma insana que costumava entortar-se toda vez que Maxwell ficava animado sobre algo. - Se ela diz que é mentira, então é mentira.
- O que a Sociedade do Sangue deu em troca pelo seu silêncio? - quis saber Lena.
- Eu já disse que vou inocente! - exclamou o rapaz. - Por favor, não me machuquem!
- Mentira de novo. Até a súplica é mentira - observou Ella, com os olhos encobertos pelas bandagens brancas fixos no teto da taverna e uma expressão de divertimento no rosto.
- Sabe o que eu odeio mais do que pessoas que não sabem mentir direito, meu caro? - ameaçou Maxwell, o sorriso insano aumentando gradativamente. - Aqueles que não aprenderam a implorar.

Continua. 
Créditos à Back-On pelo trechinho lá em cima. Vídeo aqui

Maldição - Parte I

Mostrando para sempre um cinema de desespero,
o desbotado carretel continua a girar.
fonte: vídeo aqui

- Não tem problema mesmo? Deixar aqueles cinco entrarem lá... - preocupava-se Jeremy.
- O máximo que acontece é a gente ter que limpar o lugar depois - garantiu Seth.
- É, isso eu considerei, mas... - indagou o rapaz, encostando-se na van que permanecia do lado de fora da taverna.
- Limpar o quê, exatamente? - perguntou Maiara por fim. Seth olhou para Matt, e este apenas sorriu. - Estamos lidando com cinco companheiros de longa data que podem ficar esquentadinhos bem rápido, sendo que quatro deles são criminosos fichados.
- Quatro? - quis saber Jeremy.
- Sim - Matt adiantou-se a explicar. - Primeiro: Maxwell Knight. Procurado em todos os países do sul aliados à Sociedade da Lua por atentados à paz civil pelo hábito constante de eletrocutar caixeiros-viajantes que trabalhavam meio-período como caçadores para a Sociedade da Lua. Fez um trato com a Sociedade do Sangue por sua liberdade e hoje é o guardião da Planície das Dimensões.
Jeremy engoliu em seco, lembrando do quão despreocupado e louco Maxwell lhe parecera da primeira vez que ele o viu. "E pensar que esse tipo de pessoa já matou outros...", imaginava ele.
- Segundo: Lena Thirn Alphehart. Maior caçadora de caçadores de recompensas que o leste do continente já viu. Procurada em todos os cantos do globo por ter fugido quando a Sociedade do Sangue estava caçando vampiros puros. Conhecida como "Ventania Selvagem Alphehart" - Matt fez uma pausa para respirar fundo. - Terceiro: Code Heracle Kneet. O famoso "Coração de Gelo Kneet". Procurado pelo mesmo motivo de Lena, mas ele tomou um rumo diferente ao esconder-se por cinco anos em alguma vila do norte e então passar a atacar diferentes pontos comerciais, procurando informações sobre o Projeto Amanhã. É acusado de homicídio doloso em praticamente todas as capitais do norte e oeste europeu, conhecido globalmente por rir friamente das desculpas e súplicas de suas vítimas e então matá-las com as próprias mãos.
- A única arma que qualquer testemunha viu Code usar foi uma adaga prateada que ele carrega no bolso. Dizem que a adaga só é usada quando a vítima lhe fornece uma boa informação, mas em seus últimos momentos acaba insultando-o ou dizendo algo que faça ele pensar que a informação é mentira - completou Seth.
- E por último... - prosseguiu Matt.
- Alice Cathelina Holffen-France - disse Jeremy.
- Exato. Procurada e tida como falecida por uma parte dos caçadores mais céticos. Sua forma diplomática de evitar mortes lhe concedeu o apelido de Princesa ou Madame France. Porém, tão logo a caçada se intensificou, seu nome foi manchado por uma sequência horrenda de incidentes com as quais ela nada tinha a ver, mas recebeu o crédito por não ter resistido ao cheiro do sangue... - Matt falava como quem lembra de um passado muito distante. - A quinta pessoa lá dentro é a única sem ficha.
- Ella... Mas por quê?
- Ninguém nunca conseguiu saber quem era ela para poder culpá-la de alguma coisa - explicou Seth. - A condição física daquela criança é extremamente delicada, então a maioria das pessoas simplesmente julga-a incapaz.
- Mas como você vai poder ver quando eles saírem lá de dentro, nenhum deles é incapaz de absolutamente nada.
- Principalmente juntos - adicionou Maiara.
- Porque juntos, eles conseguiram a fama de serem chamados de...
- As Cinco Maldições estão aqui! - gritou um cidadão, de dentro da taverna. Matt suspirou enquanto pegava a cartela de cigarros do bolso e acendia um. Dentro da taverna, um homem de meia-idade tremia sob uma lança que cutucava a ponta de seu nariz.
- Onde está o Bell? - perguntou Lena, fitando o homem com o ódio incandescente de seus olhos azuis tingidos por um sinistro brilho avermelhado.

Continua.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Eu quero te ver, te amar e te deixar livre.

Mas esse dia não virá para mim.

- Ah, você estava aqui o tempo todo.
Alice não se virou para ver Code subir o último degrau e andar calmamente até ela, parada no centro do terraço da torre oeste. Ouvir a voz dele já era o suficiente para ela.
- Aqui é o melhor lugar. Porque só daqui eu posso enxergar todas as vilas ao nosso redor.
- Mas o nossa vila não é aqui - observou ele, ficando um passo atrás dela.
- Não importa - replicou ela. - Para mim já não importa mais onde estou. Não importa se não tenho um lugar para voltar, se não tenho pessoas para me receber, se não tenho como voltar. Eu já não ligo.
- Ora, não seja tão radical...
- E você não se faça de desentendido! - bradou ela, sem erguer muito a voz. - Você sabe muito bem qual é a minha situação. Max com certeza definiria com um "ser ou não ser", mas você e eu sabemos que é mais que isso. Não é simples, não é fácil...
- E você não está aguentando - finalizou ele. Alice calou-se, deixando as lágrimas rolarem por seu rosto. - Não está porque não precisa.
- É claro que preciso! - ela virou-se para encará-lo. - Eu tenho que fazer a maior decisão da minha vida e você me diz que eu não preciso aguentar isso? Antes fosse simplesmente decidir e colocar um ponto final na questão.
- Você não precisa aguentar sozinha, sua metida à altruísta - ela olhou para os olhos cor-de-cereja dele com certo ódio camuflado pelas lágrimas que lhe borravam a visão. - Acha que ninguém mais liga para o que acontecer com você? Acha que o problema é todo seu, que você vai resolver e que aí todos nós viveremos felizes para sempre? Que essa sua agonia não me afeta nem um pouco? Sim, eu sei muito bem qual a sua situação. E isso não afeta apenas a sua vida.
- Mas você não tem dever nenhum de se martirizar por mim!
- Dever, ah! Isso é o que eu chamo de "me importar" com você. Você pode achar que não, mas para fazer a sua agonia ir embora, eu daria minha vida sem pensar duas vezes.
- Vindo de um imortal, isso é bem reconfortante.
- Exatamente.
Alice chegou a fechar o punho e socar Code no meio do peito antes de entender o que ele realmente dissera. Ele suspirou e passou os dedos pelo cabelo, baixando a mão para secar as lágrimas que marcavam o rosto dela.
- Eu faria de tudo para levar a sua dor embora. Subiria até o quarto mais alto da torre mais alta, como num belo conto de fadas. O inferno não é nada perto da sua agonia. Não é bom ouvir isso de uma pessoa de fora do que ter que chegar à essa conclusão sozinha sem ter com quem dividi-la? Você pode não ligar mais para o que será de você, mas todos aqui ligam. Se você quiser deixar ser e permanecer humana, se isso é realmente possível à essa altura, ou então se quer usar seu título como vampira pura e voltar a ser uma criatura horrenda assim como eu, só depende de você. Não é nada bonito, ser vampiro. Você sabe disso. Mas também não é nada bonito ignorar o mundo quando você pode fazer algo sobre isso. Disso você também sabe. Eu sei que estou apenas reforçando o peso da sua decisão, mas eu quero que você saiba que você sempre será a minha princesa Alice.
Code puxou a garota para mais perto de si e abraçou-a. Alice pôde sentir o fraco perfume dele, o perfume que ela jamais poderia esquecer, o perfume que ele vinha usando por toda a vida. O perfume que distinguia o príncipe dela de todos os outros príncipes.
- Para uma princesa, a opinião de seu príncipe vale mais que todas as riquezas da corte - disse ela, abrindo a mão que ela mantinha fechada sobre o peito dele. - Se você estiver comigo, eu sinto que posso mudar tudo. Porque para mim, você sempre será o meu príncipe num cavalo branco.
Empurrando-o levemente, ela levantou a cabeça e tocou-lhe os lábios, olhando nos olhos cor-de-cereja dele. Code não sorriu. Tampouco chorou. Alice jamais soube qual seria a reação dele. Afinal, o amor que ali existia sempre lhe parecera um conto de fadas que jamais chegaria ao seu "feliz para sempre". O rapaz abraçou-a com mais força, olhando nos olhos dela antes de beijá-la com toda a volúpia que restava nele, assim como ele havia comentado um dia. Então ela entendeu, que eles talvez fossem os únicos que pudessem ter um "feliz para sempre". Que ele jamais daria a vida por ela, uma vez que ele não pode morrer. Se for assim, ela também não quer morrer. Porque o "para sempre" deles, literalmente nunca acaba.

E assim ela decidiu.




Título adaptado de Sakura Rock, by Cherryblossom.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Hortênsias.

"As pétalas das flores são todas iguais". 
- adaptado de Dive to World (Cherryblossom

Quando eu era pequena, sempre visitava com meus pais uma cidade que fica à uma hora e meia daqui, aproximadamente. Um de meus tios mora lá, numa casa que sempre me pareceu enorme - e hoje essa sensação não é muito diferente. Lembro do jardim, cuja sensação de grandeza era mais impactante que a casa. Lembro de um balanço, que já deve ter enferrujado. Lembro do portão e do muro, escondendo metade das árvores no jardim. Porém não foi voltar à casa do meu tio hoje que me fez vir aqui digitar tudo isso. Foram as hortênsias.

Na estrada até a cidade, em curtos intervalos, há hortênsias. Por algum motivo, toda vez que eu vejo uma hortênsia, eu lembro de uma casa branca, retirada da cidade, com um portão ladeado de rochas brancas e hortênsias. Dezenas de hortênsias. Hortênsias como as da estrada, como as da casa da minha tia-avó, que eu ia visitar quando a outra tia-avó e minha avó ainda estavam vivas. Hortênsias que pareciam nunca perder a cor. Azuis como o claro céu de um dia de verão. Aquela casa branca, eu sempre quis saber onde era. Sempre quis descobrir o que fazia-a voltar à minha memória quando via uma hortênsia. Hoje, no caminho para a cidade citada na primeira linha, minha mãe me contou que era uma clínica de homeopatia que pertencia à um casal de amigos dela, na mesma cidade. Até o nome da mulher me parece familiar agora. Acho que na casa da minha avó havia hortênsias também. Lembro que a jardim dela parecia ser a mais vasta selva, sendo que ocupa um espaço menor que o meu próprio quarto. Quando minha avó se foi, não importa quantas vezes eu olhasse para a casa, parecia que ela ia sair pela porta, dizendo que tinha acabado de tirar o pão do forno, chamando para irmos tomar um café. A família passa por seus problemas, mas as hortênsias sempre estavam lá.
Agora entendi porque é que hortênsias me fazem sorrir. Porque me lembram da família. Lembram-me do pão da vó, das ruas da cidade do tio, da casa da tia. Passam uma sensação de paz. Como se tudo fosse se ajeitar, como se tudo fosse dar certo. Como se tudo estivesse certo.

Hoje, eu daria tudo para ver aquela casa de pedras brancas e as hortênsias de novo. 
Só mais uma vez.
Porque aí eu vou saber que está tudo bem. 



E aí não vou mais chorar. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Para que tudo que te traz agonia,

seja levado rapidamente à um fim.

- título adaptado da quinta opening de Katekyo Hitman Reborn! :)
vídeo no final do post.

Pois é, desculpem a demora para atualizar aqui.
Últimos dias foram atarefaados... Refiz dois layouts, o daqui e o do OMG Scans, que vocês podem conferir no link logo ali embaixo da header.
E inspiração para um bom texto naaada.
Montei uns 3 diálogos diferentes para postar, mas nada chegava ao fim que eu queria.
Então, pensei, se eu não consigo escrever nada, nada melhor que um texto - ou dois - de um autor que se preze, certo? ^^

Razão de Ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Atraso Pontual

Ontens e hojes, amores e ódio,
adianta consultar o relogio?
Nada poderia ter sido feito,
a não ser o tempo em que foi lógico.
Ninguém nunca chegou atrasado.
Bençãos e desgraças
vem sempre no horário.
Tudo o mais é plágio.
Acaso é este encontro
entre tempo e espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais um poema que faço?


Adoro Paulo Leminski, sabiam?



Música: Last Cross
Artista: Mitsuoka Masami
Anime: Katekyo Hitman REBORN! - 5ª temporada
Download: clique aqui - créditos à animedemolitionzs.wordpress

Simplesmente ADOREI as unhas dela, caramba!
Até uma próxima, quando a inspiração sorrir para mim!
Layout colorido, gostei tanto dele assim *-*

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lembranças.

Estava eu ajudando minha mãe a limpar uma das escrivaninhas aqui de casa, jogando algumas provas e trabalhos fora, fazendo a faxina anual...
E eu acabei encontrando cada coisa *-*
Textos mirabolantes da oitava série, cartas de uma galera aí, uma reflexão que eu escrevi numa cadernetinha das Witch quando eu tinha uns 11 anos, eu calculo...

Mas o que eu achei mais interessante foi um texto de quando eu fazia inglês na Skill.
Éramos eu, minha melhor amiga e a teacher. Era quase uma aula particular, tão legal...
Certa vez a gente fez uma dinâmica - bem manjadinha, se me permitem - onde uma começava uma história com uma frase, dobrava o papel para esconder a frase, passava adiante e a próxima escrevia outra frase para prosseguir... Eu rolei de rir quando li de novo :D
Então resolvi postar, na íntegra, com uma traduçãozinha simultânea ahahaha
Em vermelho são as frases da teacher, em rosa são as da Liê e em verde são as minhas :3

Once upon a time there was a big valley beyond the hills... And I was wonderful. My mom loves me and I'll kill her =( But I don't want to do it. They have been living in an island near a big volcano...
(Era uma vez um grande vale além das colinas... E eu era incrível. Minha mãe me ama e eu irei matá-la =( Mas eu não quero fazer isso. Eles têm morado numa ilha perto de um grance vulcão...) 
One night is was all dark with no cloud in the sky, If he went to school, I would tell him the news!
(Certa noite estava tudo escuro sem nenhum nuvem no céu, se ele fosse à escola, eu iria contá-lo as novidades!)
It's sunday morning, the birds are singing, the cat is chasing a mouse in the garden, and me... Of course I'm sleeping!! Ha! Ha! Ha!
(É domingo de manhã, os pássaros estão cantando, o gato está caçando o rato no jardim, e eu... É claro que estou dormindo!! Ha! Ha! Ha!)
The stars were already up in the sky, but they had nowhere to run to. They had thought it would be easier to get out, but... I love him and I don't have a good appearance. What will I do? The elephant had left my house in the early morning, now I feel that my world is empty and sad. "He's gonna jump off the stairs" they two screamed. I've been thinking: could he die from jumping off the stairs? Well, I have so many problems. But it's not their fault.
(As estrelas já estavam bem altas no céu, mas eles não tinham para onde correr. Eles pensaram que seria mais fácil de sair, mas... Eu o amo e não tenho uma boa aparência. O que vou fazer? O elefante havia deixado minha casa bem de manhãzinha, agora eu sinto como se meu mundo fosse vazio e triste. "Ele vai pular das escadas" os dois gritaram. Estive pensando: ele poderia morrer só por pular das escadas? Bem, eu tenho tantos problemas. Mas eles não têm culpa.)
I take the gun and shot!
(Eu pego a arma e atiro!) 
PÁ, I'm dead now. THE END!
(PÁ, estou morta agora. FIM!) 

Detalhe, eu queria fazer um suspense, a teacher procurava uma comédia by Dr. Seuss e a Liê começou um pouco sádica e terminou num romance quase-platônico com um tiro! Ahahahahah~
Bons tempos.



"o mar o azul o sábado
liguei para o céu
mas dava sempre ocupado"
- Paulo Leminski :)