Lisa fez uma pausa demorada, esticando os braços e deitando-se na jaqueta que ele estendera sobre a grama com os cotovelos dobrados e as mãos atrás da cabeça.
- Preciso de um homem - disse ela, como que para si mesma. Ícaro virou-se para ela com as sobrancelhas erguidas, e riu. Riu de forma que ela sentou-se corretamente num sobressalto e corou tão rápido quanto compreendeu o que acabara de dizer. - E...Eu...É...
- Sua... Idiota! - disse ele, ainda rindo, abraçando os joelhos de forma relaxada. Lisa ainda sentia a face quente, mas tal sensação mudou quando Ícaro virou-se para ela e sorriu. Os cabelos castanhos ondulavam com o vento, e a camiseta verde oscilava menos, ora evidenciando os músculos em suas formas sutis e ao mesmo tempo fortemente delineadas, ora reforçando a sensação de leveza que Ícaro emitia.
- Quando eu saio com você, sinto como se eu fosse feliz e não soubesse - disse ele, ainda sorrindo. - O seu jeito de agira me faz pensar em como não percebemos o que acontece ao nosso redor e saímos perdendo por insistir em procurar o que está mais do que na cara. E agora você fez exatamente o contrário!
No auge da inocência, Lisa quis pensar que não entendera o que Ícaro queria dizer, mais por não querer navegar demais nas intenções que ele tinha ou deixava de ter do que por não ter entendido de fato. O rapaz moveu-se levemente, do mesmo jeito leve que tudo que ele fazia parecia ser executado, e encostou-se à ela, que permanecia com os braços esticados atrás do corpo e os joelhos dobrados, ainda tensa diante da reação anterior dele.
- Você precisa de um homem. E tem um homem bem aqui que precisa de você.
- Logo o homem que acabou de me chamar de idiota - comentou ela, satisfazendo o atrevimento que restava em seu ser. - E que frase mais...
- De pedreiro? - indagou ele. Agora as mãos já se tocavam, e a distância entre eles já não precisava ser calculada. - Bom, eu não consegui pensar em nada melhor, porque, diferente de você, eu não escrevo a letra, só desenvolvo a melodia.
- Ah, seu idiota... - disse ela, referindo-se ao fato dele não admitir que as letras que ele montava eram tão boas quanto os melhores textos que ela já havia conseguido escrever. - Mas que eu sou uma idiota eu até admito.
- Ah é? - agora o sorriso dele parecia mais interessado do que relaxado, e os olhos dele ora focavam-se nos dela, ora mais abaixo em direção aos lábios da moça.
- É... Porque só uma idiota como eu para demorar tanto para perceber que gosto tanto assim de um idiota como você.
Imagem do mangá Dengeki Daisy, que é a coisa mais linda do mundo *-*
Texto escrito num momento relax da aula de história, e o final eu modifiquei agorinha.
Trilha sonora:
"Então deixe-me entender isso direito
Agora você diz que sempre me amou
O que te fez hesitar,
Ao dizer com palavras o que você realmente sente?"
Day Late Friend - Anberlin
Frase:
"Não tenha medo de tentar nem se culpe quando fizer algo que não dê certo." - Luiz Gasparetto
Só eu entendo: SCORE!
Considerações finais: Ah, essa vida é tão bonita.
Beijos de gloss de menta, leitores meus :*











