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segunda-feira, 29 de março de 2010

"Hoje eu sonhei com ele."

Ela escreveu no diário.
Esperava que assim, no dia seguinte, ela abrisse o diário, lesse a frase, e lembrasse "dele".
Se ela lembrasse, poderia procurar então um motivo decente para o sonho.
Não entendia porque havia de ficar sempre procurando motivos para seus sonhos. O subconsciente deve ter suas razões, ela pensou. Fato. Então por que é que ela continuava incomodada?

Ela releu o diário.
Ele, tsc. Só mais um. Não, menos ainda. Fazia meses, um ano até, que ela não via ele. Já não sabia se ele continuava o mesmo. Se continuava, pouco importava. A vaga lembrança que ela tinha dele - nem tão vaga, nem tão profunda - era de como ela se sentia natural ao conversar com ele. Por mais que ele fosse por ventura qualquer um. Ela simplesmente era ela mesma. As máscaras que ela erguia, caíam. Ou era mais uma máscara que ela erguia, só quando ele estava perto? Não, um qualquer não teria tal efeito. Por isso, o sonho continuava incomodando.

Ela resolveu deixar o sonho de lado, faz tempo que não escreve coisas que prestem no diário.
Numa dessas comunidades sociais que existem aos montes por essa internet de hoje, ele reapareceu. Não surpreende por ter sumido - coisa que não ocorreu -, mas surpreende pela coincidência. (Ela não crê em coincidências, por mais que a vida forçe-a a crer) Por que ele? Entre todos os rapazes de todo o mundo. Entre todos os que marcaram mais a vida dela. Entre todos os possíveis. Ele. E por que raios isso incomoda ela? Nem ela sabe. Só sabe que incomoda. De forma que a fez escrever como se contasse sobre outra pessoa, para ver se ela consegue entender melhor.


Ela não conseguiu, e acha que deve escrever algo novo no diário.
Ela não chegou a escrever sobre ele, não precisou.
A mente dela fez questão de que ela não esquecesse, do sonho tão tolo, do incômodo tão bobo.

E ela ainda quer saber por quê.
Ah, e ela sente uma afeição repentina por gatos, hoje.

Ela ouve e recomenda: Steve Miller Band - The Joker.mp3 
Ela precisa parar de escrever na terceira pessoa antes que isso se torne um vício incontrolável.
Beijos, afortunados leitores meus de hoje :*

segunda-feira, 22 de março de 2010

So follow me down,

I'll show you around.
There's a place we gotta go...
Follow me, follow me,
FALALALALA!

Bom dia, boa tarde ou boa noite.
Como vão as vossas senhorias?
Primeiro, eu me desculpo por desaparecer, e divido a culpa com as minhas ideias fugitivas e o colégio que se intrometeu mais do que devia nos meus horários!
Segundo, a minha perspectiva das coisas mudou tanto desde o último post que eu teria de fazer uma recapitulação de todas as idas e vindas nesse meio tempo.
De uma coisa eu sei...

FALALALALA!



Ouçam a trilha sonora de Alice in Wonderland, é muito bom.
Deixe-me pensar em tudo que fiz desde o último post. Ri, fumei narguile, andei na rua de madrugada, ri mais ainda, comprei um sapato lindo, o sapato lindo cortou meu pé, cortei o cabelo, adorei meu cabelo, andei na rua de tarde, chorei, arranjei um jeito de tirar maquiagem sem gastar com demaquilantes, aconselhei, fui aconselhada, dei valor à uma amizade, percebi que uma outra amizade não foi perdida completamente, abracei, beijei, bebi, passei dor, passei frio, passei um calor infernal.
E mais coisas, com certeza. Devo ter passado raiva também.
O importante é que eu chego à mesma conclusão todo dia: A vida, é bonita.
E saber disso, faz o motivo do meu choro ir embora. Parcialmente, ao menos.
Escrevi dois textos bonitos, postarei-os rápido dessa vez ahah ;)
Hoje é uma atualização simples, só para vocês saberem que estou viva, firme e forte \o/
E que preciso de uma obra brasileira para ler até quarta, sugestões são aceitas.
Vejam um vídeo da música de título, com um garoto muito fofo que fez uma montagem muito fofa para a música.


Beijos de Stock Chocolate Branco, fui dormir :*

sábado, 6 de março de 2010

Se o homem já pisou na lua,

Como ainda não tenho seu endereço?

É interessante como as pessoas... "Fazem" com que a gente goste delas.
(Sim, esse é um texto totalmente diferente do anterior, dessa vez eu não estou brava com a sociedade).
Interessante também como as coisas nunca dão certo do jeito que a gente quer... E como nos surpreendem às vezes. Isso cansa qualquer um que tente entender a realidade.
Não é coisa que se entenda. Realidade é apenas coisa que se viva e aproveite. Ponto.
Mas não falemos de como devemos lidar com a realidade hoje.

Então, falando propriamente dos que nos fazem gostar deles. Ops, "das" e "delas", falemos de pessoas no geral (tosse e disfarça). Relações humanas são a coisa mais interessante desse mundo. Antipatias e simpatias instântaneas, primeiras impressões, incríveis surpresas e irreparáveis saudades. Encontros, acasos, situações, marcas, amores, dores, ódios, raivas, felicidades. Tudo no plural porque a vida com S é melhor! (Não é uma propaganda subliminar à Sadia, é só que a propaganda coincide com o ponto de vista aqui). Interessante como, certas vezes, sentimentos tão lindos surgem de coisas tão... Ah, "efêmeras" não é a palavra. Mas vocês entenderam, basicamente. É como aquela pessoa que você acaba conhecendo por pura e espontânea "obrigação do sistema" (como colegas de colégio) e se torna a pessoa mais importante que você já teve na vida. O mesmo se aplica para os inúmeros e incontáveis amigos virtuais que uma pessoa pode vir a encontrar nessa vida. E também para aqueles que surgem do nada na vida da gente. Sim, do nada. Como se caíssem do céu. Ou como se o destino repentinamente decidisse que a pessoa deve nos encontrar. E é por isso que relações humanas são a coisa mais interessante desse mundo.

Agora sem disfarces! Ahahahah
Por que é que um Fulano DeTal tem que aparecer assim tão... Ahm...
Inesperadamente inesperado e me deixar com esse ar "divertido" que vem me mantendo viva?
Literalmente.
Se não fosse o ar "divertido", eu já teria devorado o pote de sorvete lá de casa. Problema é que...
O que será do Fulano DeTal agora?


Estranho pensar que o bairro das
Laranjeiras satisfeito sorri,
Quando chego ali e entro no elevador.
Aperto o 12 que é o seu andar,
Não vejo a hora de te encontrar;
E continuar aquela conversa,
Que não terminamos ontem.
Ficou pra hoje.

Agradeçam à Nando Reis pelo post de hoje.
E agradeçam à uma música do CPM 22 da qual eu não lembro o nome.
Beijos cafeinados hoje, pessoal.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Please don't believe,

My words are lacking honesty.

"Ser humano é uma coisa feia mesmo", foi o que eu disse ao professor de biologia. Não, isso não é o começo de uma narrativa em primeira pessoa. Bem que poderia, mas não é.
Pois então. A aula era sobre os cordatos. Parte deles, na verdade. E no caso, o professor havia dito algo sobre como os seres são complexos e como os processos biológicos (ou coisa do gênero) podem ser... "Feios", por falta de palavra melhor. E então, eu, no auge da minha filosofia matinal, disse o que eu digitei aqui na primeira linha. Acho que ele não entendeu a parte filosófica da minha falha filosofia matinal daquele dia.
A questão é que eu, sabendo muito bem do que se trata minha filosofia, depois de ter dito aquilo (porque na verdade eu só fui me tocar depois do que eu havia dito), percebi que infelizmente, eu tenho razão.
O egoísmo corrói mais egos do que precisa. Aliás, não deveria corroer nenhum ego. Mas qual ser resiste total e plenamente aos "desejos horrendos do ser humano"?
(fonte da citação entre aspas: Byakuran, Katekyo Hitman Reborn! Capítulo 280)
Qual? Nem eu.
É gente hipócrita, gente egocêntrica, orgulhosa. Gente que pisa nos outros como se fossem insetos. Chutam quem já caiu. Riem do pedestal tão alto em que se colocam, pensando que podem sentir-se melhores que os outros, reles mortais que são.
Eu me controlo o bastante para restringir-me ao egoísmo. E do pior tipo, do tipo que os outros dizem: "egoísta, você? Mas nunca!". São pouquíssimas as pessoas que te dizem na cara o que você é ou deixa de ser. São pouquíssimas as pessoas que tentam entender como é que você se sente.
São pouquíssimas as pessoas.
Porém, ainda são muitas as pessoas que podem aprender a mudar.

Pense nisso.


Texto legal de hoje:
"Eu não gosto de pessoas gordas.
Eu não gosto de pessoas.
Eu não gosto.
Eu não.
Eu."
- Sammis Reachers

Música:
"Eu não preciso de ninguém para acabar com a minha diversão;
Atrás do balcão, preencha essa receita.
Eu sou o médico, eu sou o paciente.
Não se esqueça, é importante."
- Prescription (Mindless Self Indulgence)


Créditos do título: From First To Last, quando o Sonny Moore ainda era vocal.
Beijos caramelizados, fui-me para outras bandas.